O Plano Tecnológico Europeu




 

Nas duras negociações que conduziram ao acordo que viabilizou a eleição de Jean Claude Juncker como Presidente da Comissão Europeia, o Grupo dos Socialistas e Democratas (S&D) onde se integram os deputados eleitos em Portugal pelo PS colocou como primeira condição o lançamento dum programa concreto de investimento que permitisse passar das palavras aos actos e gerar o crescimento e a criação de emprego no Espaço da União Europeia.

 

O compromisso do novo Presidente da Comissão foi claro. Lançar no início do ano de 2015 um programa de investimento de 300 000 milhões de euros focado na economia digital, na nova industrialização, nas energias renováveis e na eficiência energética, com uma abordagem que cubra todo o ciclo produtivo, desde investigação fundamental à formação e à quilificação, à inovação e à produção e comercialização de novos bens e serviços globalmente competitivos.

 

A receita que Juncker se propõe aplicar á União Europeia em 2015 é a mesma que o Governo do PS, liderado por José Sócrates aplicou à economia portuguesa em 2005 e que nos permitiu, até ao despoletar da crise internacional, melhorar todos os indicadores de competitividade e de inovação tecnológica.   

 

O Plano Tecnológico permitiu às empresas portuguesas desenvolverem um conjunto de competências reconhecidas em particular no domínio das tecnologias da informação, das energias renováveis e da eficiência energética. Foram também desenvolvidas parcerias internacionais que capacitaram os nossos centros de inovação e de desenvolvimento.

 

Este enorme potencial foi adormecido pela anemia de vontade e pela miopia de visão do actual governo. Ainda assim sabemos que muitos centros de saber e empresas têm sobrevivido no mercado externo. Estão assim particularmente bem posicionadas para beneficiarem do Plano Tecnológico Europeu, com base na sua experiência no aproveitamento do Plano Tecnológico que permitiu a aplicação de mais de 150 programas e medidas entre 2005 e 2010.    

 

Por escolha dos meus pares fui eleito Membro Efectivo da Comissão Parlamentar por onde passará a implantação do Plano Tecnológico Europeu (Comissão ITRE) onde serei aliás o único deputado português titular.

 

Tudo farei para que a vantagem de termos feito há 10 anos o que a Europa vai fazer agora se traduza numa vantagem real para o nosso País e para o espaço político e económico que integramos. 

 
Comentários
Ver artigos anteriores...