<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635</id><updated>2012-01-28T16:33:32.430Z</updated><category term='OJE'/><category term='Malha Larga'/><category term='DN'/><category term='Visão'/><category term='JN'/><category term='Frontline'/><category term='Correio da Manhã'/><category term='Diário do Sul'/><category term='Fazer Acontecer'/><category term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Fazer Acontecer</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.phpfeeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http:///www.fazeracontecer.net/files/blogRSS.php'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php'/><link rel='hub' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6505947886170807635/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;orderby=published'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>288</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-8718952670488396886</id><published>2012-01-28T16:33:00.000Z</published><updated>2012-01-28T16:33:32.439Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>A Solução Cultural (Homenagem a Guimarães - Capital Europeia da Cultura)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;Precisamos hoje mais do que nunca de soluções. As soluções num tempo de complexidade dificilmente são “balas de prata” providenciais e sebastiânicas. São antes um agregado coerente de escolhas mobilizadoras e capazes de fazer a diferença num mundo global cada vez mais competitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos debates mais interessantes dos últimos anos tem sido travado em torno da cultura como motor económico e competitivo. Estudos recentes mostram que as indústrias criativas bem geridas podem ser fortíssimas fontes de emprego e de criação de riqueza. A União Europeia calculou o peso potencial das indústrias criativas no Produto Interno Bruto (PIB) como estando acima dos 5%. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem toda esta reflexão a propósito do êxito assinalável que tem sido a Guimarães – Capital Europeia da Cultura, evidenciando como é possível e positivo o confluir duma dimensão de elevada participação local com o carácter cosmopolita da programação e oferecer eventos culturais de elevada qualidade mas capazes de captar públicos heterogéneos e significativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O êxito da Guimarães – Capital Europeia da Cultura constitui um desafio a muitas outras cidades e vilas portuguesas e aos nossos criadores culturais. Num tempo em que o motor dos subsídios tem evidente falta de potência é preciso encontrar modelos que tornem sustentáveis as apostas criativas através da atracção de públicos e da valorização económica e social das ofertas. &lt;br /&gt;Já reflecti neste espaço sobre a importância para os Países e para os territórios de terem para além duma classe média económica forte, também uma classe média cultural activa e pujante. Os factos mostram que estes dois segmentos muitas vezes não coincidem. Em Portugal, mesmo com uma classe média económica em queda, ela é ainda mais numerosa que a classe média cultural. Noutros Países a lógica é inversa (o exemplo dos Países Bálticos é para mim o mais marcante). &lt;br /&gt;O desafio para nós é claro. A aposta numa cultura formadora e atractiva para os novos públicos pode ajudar a criar emprego e riqueza e ser uma parte da solução para a crise económica e social que atravessamos. Guimarães – Capital Europeia da cultura mostrou que é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta cabe a todas as outras cidades e vilas com elevado potencial histórico e cultural, muitas delas situadas no esplendoroso território “cultural” do Sul, com Évora – Cidade Património da Humanidade como referência incontornável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-8718952670488396886?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8718952670488396886' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=8718952670488396886' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8718952670488396886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8718952670488396886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8718952670488396886' title='A Solução Cultural (Homenagem a Guimarães - Capital Europeia da Cultura)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-2256332004860531416</id><published>2012-01-23T13:03:00.000Z</published><updated>2012-01-23T13:03:12.667Z</updated><title type='text'>Acordo Desafinado ( O maestro falhou)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos momentos de crise profunda, as respostas possíveis são sempre respostas políticas. Portugal precisa mais do que nunca de boas respostas políticas. De boas respostas políticas dos Partidos do Governo e dos Partidos de poder actualmente na oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já aqui escrevi várias vezes que a governação não tem estado à altura do desafio. A dicotomia entre a má governação e a avidez pela ocupação do Estado é evidente e explosiva. Sublinho por contraponto a forma como o PS tem feito oposição usando uma regra de ouro – não propor nem aprovar nada que não pudesse concretizar se fosse governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A credibilidade política, sem demagogia e com elevada proximidade é uma resposta à altura dos desafios dos nossos tempos. Pode não exaltar as multidões ou saciar os estados de alma, mas consolida as opções para a construção duma alternativa responsável para Portugal. &lt;br /&gt;Foi essa atitude que mais uma vez prevaleceu na apreciação do Acordo de Concertação Social. O acordo era importante e ajuda Portugal no plano externo, mas está longe de ser um bom acordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma orquestra desafina a culpa pode ser da qualidade dos músicos, mas normalmente a maior responsabilidade é do Maestro. O acordo de concertação social assinado na passada semana é um acordo necessário mas desafinado. Uma desafinação que resulta do enviesamento do maestro e da sua falta de ambição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo nunca deu mostras de saber o que queria deste acordo de concertação. Coerente só mesmo a partitura em que ignorou o crescimento, o emprego e a qualificação da economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos eventuais reduções de taxas sociais únicas, bancos de horas em vários formatos, aumento de horário de trabalho, modelização de férias e feriados. Tudo foi atirado para o caldeirão sem nexo nem coerência estratégica. O cozinhado final só por milagre podia ser bom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente temos um acordo. Um mau acordo. Um acordo que garante um empobrecimento consentido do País mas um acordo necessário. Viva portanto o acordo. Mas vamos ter que ser capazes de, como sociedade e como País, ir muito para além deste acordo na agenda para o crescimento, a qualificação e o emprego, se quisermos estar à altura dos desafios que enfrentamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-2256332004860531416?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2256332004860531416' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=2256332004860531416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2256332004860531416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2256332004860531416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2256332004860531416' title='Acordo Desafinado ( O maestro falhou)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-215808320686597134</id><published>2012-01-14T17:13:00.000Z</published><updated>2012-01-14T17:13:05.902Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>A força da Academia (A Universidade como espaço de resistência)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;No inicio dos anos oitenta tive o grato privilégio de ter sido coordenador da direcção da Associação de Estudantes da Universidade de Évora.&lt;br /&gt;Eram tempos difíceis, em que num governo da AD (Aliança Democrática) um conjunto de jovens estudantes com uma matriz pluripartidária se juntaram para defender a sua Universidade, reinstalada pelo Governo Pintassilgo (E pelo eborense Manuel Pantoja Nazareth) contra ventos e marés, depois de em 1973 Veiga Simão ter criado o Instituto Universitário de Évora e de a seguir ao 25 de Abril esse Instituto se ter fundido com o prestigiado Instituto de Ciências Económicas e Sociais de Évora, gerido pela Ordem dos Jesuítas. &lt;br /&gt;Recordo estas memórias depois de ler no Diário do Sul uma interessante entrevista com o novo Presidente da Associação Académica da Universidade de Évora, Paulo Figueira.&lt;br /&gt;Não pude por questões de agenda estar na posse da nova equipa dirigente da Academia de Évora mas as palavras do seu novo líder pareceram-me de grande equilíbrio e sensatez, eivadas de pragmatismo e exigência de rigor.&lt;br /&gt;Nos tempos em que liderei a Associação de Estudantes da Universidade de Évora a unidade era a questão decisiva. Por isso o slogan da então lista E era o sintomático “Vontade Própria, Meta Comum”.&lt;br /&gt;Hoje, Paulo Figueira diz na sua entrevista ambicionar “marcar o pensamento” ou seja dar sentido profundo ao conceito de vanguarda e de esperança que a universidade não pode deixar de ser.&lt;br /&gt;No último debate orçamental bati-me com algum sucesso relativo pela preservação da autonomia universitária. Fico contente como ex-aluno e actual docente da Universidade de Évora sempre que a minha Universidade dá passos em frente na sua relação com a Ciência, como o Conhecimento e com a Comunidade. Tenho particular esperança no sucesso do Pólo de Ciência e Tecnologia cuja sociedade gestora foi recentemente constituída.&lt;br /&gt;As Universidades são um bastião do progresso e do futuro. A aprendizagem faz-se nas aulas mas também na vivência cívica que dá força à economia e á sociedade.&lt;br /&gt;É com orgulho que tenho visto os meus filhos envolverem-se na vida académica das Universidades em que Estudam. O meu filho em particular é actualmente Vice-Presidente da Associação Académica da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Nova de Lisboa. A força da academia é uma esperança para a força do País.&lt;br /&gt;Tem o Diário do Sul o hábito de fazer grandes entrevistas a personalidades com impacto na região. Em boa hora entrevistou também o Presidente da Associação Académica da Universidade de Évora. É um sinal de boa leitura dos sinais dos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-215808320686597134?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=215808320686597134' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=215808320686597134' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=215808320686597134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=215808320686597134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=215808320686597134' title='A força da Academia (A Universidade como espaço de resistência)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-8829863074687476761</id><published>2012-01-06T19:20:00.000Z</published><updated>2012-01-06T19:20:08.605Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Camões e Pessoa (sobre o encerramento da Livraria Camões)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;Fernando pessoa afirmou que “a nossa Pátria é a Língua Portuguesa” dando sentido maior a uma realidade secular de afirmação da Nação portuguesa, não apenas como um território físico mas sobretudo como um “território” cultural, político e diplomático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi esta identidade que nos afirmou como plataforma multicultural e multicontinental e nos permitiu sobreviver séculos, sendo geograficamente uma pequena periferia europeia entalada entre Espanha e o mar, mas sendo ao mesmo tempo cultural e politicamente uma rede de gentes e sítios ligados por “uma estranha forma de vida”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A centralidade cultural de Portugal é a base para uma centralidade económica que constitui a única solução viável para a nossa competitividade no novo mundo global. De forma mais ou menos justificada todos os portugueses percebem isto e confiam que o caminho que nos trouxe do passado até hoje nos levará para um futuro digno e relevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso Governo contudo dá mais ouvidos à “troika” do que a Pessoa. Prefere Merkel ao grande poeta da Mensagem e por isso tira a Livraria Camões do Mapa apagando um marco forte da nossa identidade geopolítica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Livraria Camões situa-se no Rio de Janeiro, é propriedade da Imprensa Nacional – Casa da Moeda e funciona como um padrão de referência para a divulgação da literatura portuguesa no Brasil em Geral e na capital carioca em particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os dados disponíveis o peso do custo com a Livraria Camões no Orçamento da Imprensa Nacional – Casa da Moeda é irrelevante. A Empresa está financeiramente sólida e poderia dar mesmo dar outra projecção e racionalidade económica ao investimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi essa a decisão conhecida do Governo Português. Um dia depois de Paulo Portas ter assumido “de facto” a condução da economia portuguesa e de ter dado relevo ao importante papel da diplomacia, foi conhecida a decisão do encerramento da Livraria Camões, contrariando Pessoa e toda a sua sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É caso para dizer que temos um governo à deriva no plano estratégico, desalinhado no verso e frouxo na rima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Livraria Camões não pode fechar em consequência da mediocridade na visão e na ambição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal não é um apêndice da União Europeia. É uma escora estrutural duma nova globalização sustentável, em que a Europa será tão mais forte quanto mais Portugal conseguir ser o País cosmopolita e aberto que sempre foi, quando teve sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-8829863074687476761?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8829863074687476761' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=8829863074687476761' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8829863074687476761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8829863074687476761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8829863074687476761' title='Camões e Pessoa (sobre o encerramento da Livraria Camões)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-5816507841509537683</id><published>2012-01-01T15:46:00.000Z</published><updated>2012-01-01T15:46:43.891Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Empobrecimento Activo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Uma estratégia económica é aquilo que parece ser, mesmo que seja habilmente disfarçada sob a ideia de ausência de estratégia. É hoje evidente que o apagão estratégico e operacional de Álvaro e do seu Ministério não é um acaso, mas parte bem urdida de uma política de erosão económica e social do País. Com uma forte matriz ideológica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Enquanto os portugueses procuram alguma luz na escuridão dum Ministério da Economia enredado em si próprio, as Finanças vão impondo uma agenda brutal de empobrecimento activo que combina o desinvestimento nas qualificações e nas competências e o posicionamento num patamar competitivo de baixos salários.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Penso que esta escolha é um erro de enormes consequências e que vai para além da normal dicotomia de perspectivas ideológicas que dá sentido à sociedade livre e democrática.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;De facto, em democracia e em particular nas chamadas democracias ocidentais, é salutar que haja um consenso alargado sobre a forma de criar riqueza e diferentes visões sobre a forma de a distribuir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Em Portugal neste momento estamos a quebrar o consenso base. O consenso sobre a ambição dum Portugal competitivo e posicionado na fronteira tecnológica em sectores decisivos da nova economia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Que outra interpretação se pode dar de facto à desistência e ao desinvestimento do governo na educação, de que é marcante exemplo o programa Novas Oportunidades, aliada à imposição de medidas de redução do custo do trabalho a qualquer preço e fora da concertação social?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Importa aliás fazer uma pergunta simples para compreender melhor o caminho para onde nos estão a levar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Nos últimos meses foram poucas as boas notícias para a nossa economia, mas algumas ocorreram. A Embraer alargou o âmbito do seu investimento na indústria aeronáutica, a TGC investiu na componente de energias renováveis da EDP, surgiram novos projectos industriais no domínio dos Aerogeradores e do Solar e alguns investimentos na indústria automóvel foram reforçados (com a triste excepção do investimento em Baterias eléctricas da Renault / Nissan). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Qual destes investimentos foi determinado pelo custo da mão-de-obra em Portugal? E qual deles teria sido possível sem a boa qualificação e sem as competências dos nossos trabalhadores?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Nenhum obviamente. O que vamos conseguindo são consequências das apostas estruturais feitas nas últimas décadas. O empobrecimento activo ficará na nossa história como um intervalo de flagelação sem racional económico. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-5816507841509537683?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5816507841509537683' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=5816507841509537683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5816507841509537683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5816507841509537683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5816507841509537683' title='Empobrecimento Activo'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-5331267930088776225</id><published>2011-12-26T18:34:00.000Z</published><updated>2011-12-26T18:34:50.957Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Malha Larga'/><title type='text'>Estados Unidos da Europa (artigo publicado originalmente na revista Frontline)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;O mundo está a mudar. A Europa também e aos solavancos. A aflição gera modelos de governação atípicos com Lideres Tecnocratas mandatados para governar sem legitimidade directa do voto a Grécia e Itália e com os Ministros das Finanças a capturarem os governos na generalidade dos países da zona Euro (de tal forma que o avisado Mário Monti decidiu acumular o seu magistério de coordenação do governo com a pasta das finanças). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas dinâmicas só podem ser consideradas normais porque a anormalidade tomou conta de tudo. Escrever uma crónica sobre actualidade com duas semanas de antecedência, como é o caso desta, é arriscar vê-la publicada como um subsídio para a história do processo de mudança. Mas ainda assim é um risco que vale a pena correr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Europa está no meio da ponte. Há quem diga que com o ataque concertado dos mercados a atingir o centro da Europa esse ponto intermédio já foi mesmo ultrapassado e o risco sistémico de implosão se aproxima de parâmetros muito elevados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história recente da Europa tem muitos exemplos de situações que gangrenaram e que deflagraram em terríveis conflitos por ausência de decisão atempada, mas também relatos de momentos de lucidez nos momentos críticos em que crises que pareciam inevitáveis se resolveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sinais que a dimensão da crise está a despertar algumas consciências mais empedernidas. Os Estados Unidos da Europa, fundados numa União Política, Económica e Financeira com flexibilidade, geometria variável e respeito pela diversidade dos povos e das nações europeias, deixaram de ser uma Utopia e passaram a ser a melhor solução para os Países da União Europeia e para o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se constrói uma União Política, Económica e Financeira por passe de mágica. Muitos são os passos a dar. O que importa é marcar o rumo e concertar fortemente o objectivo comum. Os sinais de urgência na emissão comum de dívida, na eleição directa de um presidente Europeu ou na atribuição ao BCE dum papel acrescido, são pequenos passos que se forem dados tornarão irreversível o sentido da caminhada e afastarão as nuvens negras que ameaçam os países europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dos sinais que antes enunciei começam a ser partilhados por altos responsáveis de países chave como a Alemanha e por altos responsáveis da Comissão Europeia. Incompreensivelmente os Governantes Portugueses, comandando um País que tudo tem a ganhar com o avanço federalista na Europa, estão acantonados num nicho ideológico de resistência, que só não é trágico porque os torna irrelevantes para o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estados Unidos da Europa. É uma Utopia? Talvez seja …mas o sonho comanda a vida, e do outro lado da barricada só o pesadelo tem espaço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-5331267930088776225?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5331267930088776225' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=5331267930088776225' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5331267930088776225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5331267930088776225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5331267930088776225' title='Estados Unidos da Europa (artigo publicado originalmente na revista Frontline)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-6056474100320100693</id><published>2011-12-25T16:48:00.000Z</published><updated>2011-12-25T17:19:20.063Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Ano Cinco (Sobre o posicionamento de portugal no Mundo)</title><content type='html'>Seguindo uma numerologia rudimentar, este novo ano &amp;eacute; um ano cinco, que significa ano de mudan&amp;ccedil;a, volatilidade, incerteza e transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viv&amp;ecirc;ssemos n&amp;oacute;s tempos de vacas gordas e o ano cinco teria um perfil perturbador e desafiador. No quadro em que vivemos tudo o que promete mudan&amp;ccedil;a e reviravolta &amp;eacute; portador de esperan&amp;ccedil;a e oportunidade. Celebremos por isso o novo ano, dando conte&amp;uacute;do &amp;agrave; profecia Maia de que depois deste tempo nada seria igual, fazendo acontecer um tempo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o trepidar do tempo esquecemos por vezes que somos os cabouqueiros do terceiro mil&amp;eacute;nio, e que sendo isso, na cama que fizermos nos havemos de deitar n&amp;oacute;s e os nossos descendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos por isso uma gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o que talvez n&amp;atilde;o fique gravada na hist&amp;oacute;ria, mas deixar&amp;aacute; a hist&amp;oacute;ria gravada com linhas determinantes para o sentido do futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evitando nesta cr&amp;oacute;nica singela arriscar um olhar planet&amp;aacute;rio, basta pensar no que &amp;eacute; feito das muitas profecias milenaristas sobre o papel de Portugal no mundo. Ter&amp;atilde;o sido capturadas pelos mercados e pela m&amp;aacute; pol&amp;iacute;tica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o sei responder &amp;agrave; quest&amp;atilde;o. Apenas sei que se quisermos sobreviver como na&amp;ccedil;&amp;atilde;o aut&amp;oacute;noma e independente n&amp;atilde;o podemos aceitar um papel perif&amp;eacute;rico num continente em decad&amp;ecirc;ncia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que ser cada vez mais uma plataforma intercontinental, uma centralidade, um porto de chegada e de partida, uma praia de aventura e n&amp;atilde;o um cemit&amp;eacute;rio de sonhos passados. &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o foram certamente estas as raz&amp;otilde;es que fundamentaram a op&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Governo pela venda de parte do Capital da EDP a uma empresa chinesa. A escolha foi financeira e baseada em crit&amp;eacute;rios de an&amp;aacute;lise objectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo a escolha financeira a opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; no entanto muito mais do que isso para o posicionamento geopol&amp;iacute;tico de Portugal. Parece que houve dedo do ano cinco na op&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ou ser&amp;aacute; apenas impress&amp;atilde;o de quem gosta de temperar a racionalidade com um pouco de mist&amp;eacute;rio?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-6056474100320100693?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6056474100320100693' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=6056474100320100693' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6056474100320100693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6056474100320100693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6056474100320100693' title='Ano Cinco (Sobre o posicionamento de portugal no Mundo)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-7763151867922089711</id><published>2011-12-18T17:43:00.000Z</published><updated>2011-12-24T15:49:23.353Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Serenidade (Boas Festas e Feliz 2012)</title><content type='html'>Pela sua data de publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o esta &amp;eacute; uma cr&amp;oacute;nica em que n&amp;atilde;o posso deixar de desejar Boas Festas e um feliz Ano Novo a todos os leitores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quest&amp;atilde;o &amp;eacute; como &amp;eacute; que isso se faz este ano sem que pare&amp;ccedil;a um discurso oco e de ocasi&amp;atilde;o, sabendo n&amp;oacute;s que 2012 ser&amp;aacute; um ano no m&amp;iacute;nimo muito dif&amp;iacute;cil para a maioria dos portugueses e que n&amp;atilde;o se antev&amp;ecirc;em sinais de mudan&amp;ccedil;a significativa nem nas pol&amp;iacute;ticas europeias, nem nas pol&amp;iacute;ticas nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom 2012 ter&amp;aacute; que ser mais uma conquista de cada um de n&amp;oacute;s, do que qualquer esperan&amp;ccedil;a em milagres colectivos de baixa probabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal foi atingido o grau zero da pol&amp;iacute;tica e da ambi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com a sugest&amp;atilde;o feita pelo nosso primeiro-ministro para que os mais qualificados emigrem. Essa afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; um sinal de demiss&amp;atilde;o e de descren&amp;ccedil;a em Portugal e nos portugueses e na capacidade de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Governo. &amp;Eacute; uma mensagem clara para que cada um se salve como puder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o tenho solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es ou sugest&amp;otilde;es milagrosas para enfrentar os novos tempos. Recomendo apenas uma atitude que pode ajudar a fazer a diferen&amp;ccedil;a. Recomendo a serenidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o povo que &amp;ldquo;tristezas n&amp;atilde;o pagam d&amp;iacute;vidas&amp;rdquo;. Ang&amp;uacute;stias, stress, press&amp;atilde;o, intoler&amp;acirc;ncia, crispa&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o normais neste tempo mas tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o pagam d&amp;iacute;vidas. O protesto ajuda, a indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o mobiliza mas s&amp;oacute; a ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode fazer a diferen&amp;ccedil;a. E a ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o poss&amp;iacute;vel &amp;eacute; a ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o l&amp;uacute;cida e serena, procurando um novo equil&amp;iacute;brio na nossa vida, no funcionamento da economia, da partilha em sociedade, da preval&amp;ecirc;ncia do ser sobre o ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que nos organizar serena e convictamente para um tempo novo. Construir as alternativas no plano do quotidiano, das empresas e das comunidades em que nos inserimos, do Pa&amp;iacute;s milenar em que tivemos o sortil&amp;eacute;gio de nascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria mais f&amp;aacute;cil nesta circunst&amp;acirc;ncia espalhar palavras de revolta ou de esperan&amp;ccedil;a. Procurei bem o que partilhar nesta cr&amp;oacute;nica, como quem procura uma lembran&amp;ccedil;a para as pessoas de quem mais gosta. Escolhi a serenidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que nada nos pode ajudar mais a ultrapassar os desafios e as dificuldades do que ela. Serenamente, para todos Boas Festas e Feliz 2012.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-7763151867922089711?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7763151867922089711' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=7763151867922089711' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7763151867922089711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7763151867922089711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7763151867922089711' title='Serenidade (Boas Festas e Feliz 2012)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-4568015045928630881</id><published>2011-12-11T12:28:00.000Z</published><updated>2011-12-24T15:49:22.161Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>A Alternativa</title><content type='html'>O Governo tudo tem feito para isolar o PS do arco da governabilidade, embora conhe&amp;ccedil;a bem a import&amp;acirc;ncia duma oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o construtiva para que o Pa&amp;iacute;s possa enfrentar melhor as dificuldades externas. Tentou tornar o PS irrelevante mas falhou. Do debate or&amp;ccedil;amental emergiu um PS forte, afirmativo e assumido como alternativa pol&amp;iacute;tica e reposit&amp;oacute;rio de esperan&amp;ccedil;a para os muitos portugueses desiludidos com as escolhas da maioria PSD/CDS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate or&amp;ccedil;amental come&amp;ccedil;ou com a proclama&amp;ccedil;&amp;atilde;o solene de Passos Coelho de que &amp;ldquo;este era o seu or&amp;ccedil;amento mas n&amp;atilde;o o seu deficit&amp;rdquo;. Decorreu sobre as folgas do or&amp;ccedil;amento e a forma ultra recessiva e injusta como o exerc&amp;iacute;cio foi elaborado e concluiu-se com a constata&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;oacute;bvia de que este &amp;eacute; de facto o or&amp;ccedil;amento de Passos Coelho e Vitor Gaspar, nas havia outro caminho, que cumprindo as obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es externas seria mais justo, equitativo e amigo da economia, do crescimento e do emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PS assumiu-se como alternativa e n&amp;atilde;o candidato &amp;agrave; altern&amp;acirc;ncia no plano interno. O caminho de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o da alternativa est&amp;aacute; longe de ter sido percorrido. A participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o alargada da sociedade portuguesa ir&amp;aacute; fortalecer essa alternativa ao longo do ciclo pol&amp;iacute;tico para permitir uma vit&amp;oacute;ria robusta nos n&amp;uacute;meros e nas ideias quando chegar o tempo democr&amp;aacute;tico para que isso aconte&amp;ccedil;a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o PS assumiu-se tamb&amp;eacute;m como alternativa forte no plano europeu. H&amp;aacute; uma outra Europa poss&amp;iacute;vel, menos amarrada aos fantasmas financeiros das actuais lideran&amp;ccedil;as da Fran&amp;ccedil;a e da Alemanha. A vis&amp;atilde;o europeia do PS &amp;eacute; partilhada por cada vez mais cidad&amp;atilde;os em toda a Europa, incluindo nas pr&amp;oacute;prias opini&amp;otilde;es p&amp;uacute;blicas da Alemanha e da Fran&amp;ccedil;a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este era para o Governo o or&amp;ccedil;amento para excluir o PS durante muitos e bons anos da relev&amp;acirc;ncia pol&amp;iacute;tica em Portugal. Saiu-lhes o tiro pela culatra. O PS ressurgiu como alternativa de esperan&amp;ccedil;a e de poder e isso &amp;eacute; uma excelente noticia para a sa&amp;uacute;de da nossa democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;H&amp;aacute; outro caminho. Um caminho que n&amp;atilde;o pode ser percorrido apenas numa vis&amp;atilde;o estrita de representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o partid&amp;aacute;ria. A sociedade civil tem que se mobilizar, para o protesto quando necess&amp;aacute;rio, mas sobretudo para a ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o transformadora. Temos um governo leg&amp;iacute;timo e parlamentarmente robusto. Temos uma alternativa forte e aberta. Com melhor democracia temos mais e melhores condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para enfrentar a crise. Este &amp;eacute; um tempo de escolhas e n&amp;atilde;o de regras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-4568015045928630881?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=4568015045928630881' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=4568015045928630881' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=4568015045928630881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=4568015045928630881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=4568015045928630881' title='A Alternativa'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-2700943474453051293</id><published>2011-12-03T15:46:00.000Z</published><updated>2011-12-24T15:49:21.523Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>O Desafio Europeu</title><content type='html'>Esta cr&amp;oacute;nica ser&amp;aacute; publicada no Di&amp;aacute;rio do Sul j&amp;aacute; depois de realizado mais um Conselho Europeu, mas foi escrita de um f&amp;ocirc;lego como reac&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao an&amp;uacute;ncio feito por Sarkozy duma nova reuni&amp;atilde;o do direct&amp;oacute;rio franco-alem&amp;atilde;o e da eventualidade emergir desse Conselho uma proposta de Revis&amp;atilde;o dos Tratados no sentido duma maior Coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o Pol&amp;iacute;tica e Econ&amp;oacute;mica da Uni&amp;atilde;o Europeia em geral e da Zona Euro em particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tratado de Lisboa introduziu novos mecanismos de coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o, assentes em dois pilares. O pilar da Consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o Financeira, atrav&amp;eacute;s dos Planos de estabilidade e dos Planos de converg&amp;ecirc;ncia e o pilar do Crescimento Econ&amp;oacute;mico, atrav&amp;eacute;s dos Planos de Reformas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo de coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o, conhecido na g&amp;iacute;ria europeia como a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do semestre europeu, tem sido um rotundo fracasso, n&amp;atilde;o apenas pelo deficit de coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o global, mas sobretudo porque tamb&amp;eacute;m a balan&amp;ccedil;a se desequilibrou em favor do pilar financeiro e com total desprezo pelo pilar econ&amp;oacute;mico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute; disso um exemplo paradigm&amp;aacute;tico. N&amp;atilde;o se tem falado de outra coisa sen&amp;atilde;o da consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o or&amp;ccedil;amental, mas o Plano Portugal 2020 que constitui o outro lado do modelo foi guardado numa gaveta, ningu&amp;eacute;m sabe quem o coordena e n&amp;atilde;o h&amp;aacute; not&amp;iacute;cias sobre a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o em dom&amp;iacute;nios de compromisso t&amp;atilde;o importantes como a percentagem do Produto Interno Bruto investida em Investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Desenvolvimento, a Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, A Efici&amp;ecirc;ncia Energ&amp;eacute;tica, a aposta em Novas Energias, o aumento da base de Conhecimento, a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Emprego, o combate ao Abandono Escolar e a Redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Desigualdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais &amp;ldquo;coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica e financeira&amp;rdquo; e uma nova Europa &amp;ldquo;econ&amp;oacute;mica e or&amp;ccedil;amental&amp;rdquo; s&amp;atilde;o express&amp;otilde;es que nos deviam entusiasmar, mas que na boca de Sarkozy e Merkel levantam mais temor do que esperan&amp;ccedil;a. Mais coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o para qu&amp;ecirc;? Para blindar a austeridade e conduzir todos ao caminho da Gr&amp;eacute;cia ou para relan&amp;ccedil;ar a economia e retomar a esperan&amp;ccedil;a numa Europa inteligente, verde e competitiva &amp;aacute; escala global?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio europeu tem a simplicidade de todas as coisas complexas e est&amp;aacute; num momento de bifurca&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Primeiro a Europa vai escolher entre o caminho do empobrecimento ou o caminho do progresso. Depois, numa segunda derivada, escolher&amp;aacute; se quer empobrecer junta ou separada, ou se quer progredir em conjunto ou de forma desarticulada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que nenhum l&amp;iacute;der ou pa&amp;iacute;s vai assumir o empobrecimento, mas os actos conduzir&amp;atilde;o a esse caminho ou ao seu oposto. A minha convic&amp;ccedil;&amp;atilde;o profunda &amp;eacute; que a coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo crescimento econ&amp;oacute;mico &amp;eacute; a melhor solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, apostando na inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o limpa, nos novos modelos sociais e na centralidade log&amp;iacute;stica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Merkel? E Sarkozy? E Passos? Quem segue Soares e Seguro, os l&amp;iacute;deres europeus que de forma mais clara t&amp;ecirc;m mostrado rumos para Portugal e para a Europa dignos da sua identidade e da sua hist&amp;oacute;ria?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-2700943474453051293?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2700943474453051293' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=2700943474453051293' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2700943474453051293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2700943474453051293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2700943474453051293' title='O Desafio Europeu'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-5176778208019929653</id><published>2011-11-27T11:32:00.000Z</published><updated>2011-12-24T15:49:20.802Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>INDIGNAÇÃO (e acção)</title><content type='html'>A indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o entranha-se pelos corpos, contamina as comunidades, mobiliza as cidades e os Pa&amp;iacute;ses. Este &amp;eacute; pois o tempo certo para dizer que a indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; leg&amp;iacute;tima e sinal de que estamos vivos, mas n&amp;atilde;o basta. Precisamos duma indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o transformadora em cada um de n&amp;oacute;s, nos nossos bairros, aldeias, vilas e cidades. Nos nossos grupos, institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es e Pa&amp;iacute;ses. No mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este &amp;eacute; um tempo novo como todos os tempos o foram. As ang&amp;uacute;stias do presente n&amp;atilde;o se resolvem com as receitas do passado mas com as ac&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o futuro. Ac&amp;ccedil;&amp;otilde;es que podem e devem come&amp;ccedil;ar em cada um de n&amp;oacute;s. Na forma como passamos do diagn&amp;oacute;stico cr&amp;iacute;tico &amp;agrave; participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o c&amp;iacute;vica ou como vencemos a depend&amp;ecirc;ncia consumista dum modelo de realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de felicidade que s&amp;oacute; serve os senhores do ef&amp;eacute;mero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ac&amp;ccedil;&amp;otilde;es que t&amp;ecirc;m tamb&amp;eacute;m que perpassar para a comunidade em que vivemos, para a forma como nos relacionamos e como partilhamos recursos e emo&amp;ccedil;&amp;otilde;es, como geramos identidade e defesas contra o vazio do absolutamente standard e normalizado, que apenas ajuda a real&amp;ccedil;ar as diferen&amp;ccedil;as materiais e as frustra&amp;ccedil;&amp;otilde;es individuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente ac&amp;ccedil;&amp;otilde;es que t&amp;ecirc;m que tomar o espa&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico de debate e transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, seja atrav&amp;eacute;s dos Movimentos Sociais ou dos Partidos Pol&amp;iacute;ticos, ajudando a construir e a praticar uma nova narrativa de sustentabilidade, de proximidade global, em que cada um seja protagonista de si mesmo, da sua comunidade, da sua terra, do seu Pa&amp;iacute;s, do seu continente e do seu planeta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por cada indignado que vence a resigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; mais uma vela de esperan&amp;ccedil;a que se acende na luta por um futuro melhor. Mas de nada vale a vela que s&amp;oacute; se acende para a prociss&amp;atilde;o. A luz uma vez acesa tem que estar presente em cada acto, em cada decis&amp;atilde;o, em cada voto, em cada gesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Profecia Maia 2012 marca o fim de um mundo. N&amp;atilde;o sei se por acaso ou coincid&amp;ecirc;ncia h&amp;aacute; cada vez mais sinais de que a profecia se vai realizar. Outro mundo vai assim despertar sobre os escombros do materialismo desregrado, da tecnocracia sem alma e da tirania dos mercados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser&amp;aacute; um mundo melhor? Isso depende de n&amp;oacute;s. Indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o basta. &amp;Eacute; preciso ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o concreta, mudan&amp;ccedil;a interior e transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;br /&gt;Somos as gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es dum ponto de viragem na hist&amp;oacute;ria da humanidade. O que dir&amp;aacute; a hist&amp;oacute;ria de n&amp;oacute;s? Depende muito do que fizermos agora por ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-5176778208019929653?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5176778208019929653' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=5176778208019929653' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5176778208019929653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5176778208019929653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5176778208019929653' title='INDIGNAÇÃO (e acção)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-7969183277061693388</id><published>2011-11-18T15:36:00.001Z</published><updated>2011-12-24T15:49:20.157Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>OE 2012 - Visto do Alentejo</title><content type='html'>Para que n&amp;atilde;o restem d&amp;uacute;vidas, come&amp;ccedil;o este texto reafirmando que como Deputado me abstive na vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o na generalidade do Or&amp;ccedil;amento do Estado (OE 2012) n&amp;atilde;o pelo conte&amp;uacute;do do mesmo (que mereceria um rotundo n&amp;atilde;o) mas para poupar Portugal e os Portugueses a uma penaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o acrescida decorrente do sinal internacional dado por uma quebra da base de apoio ao Plano de Financiamento Internacional a que estamos sujeitos, num tempo de grande turbul&amp;ecirc;ncia e particular agressividade dos especuladores internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Partido Socialista n&amp;atilde;o tivesse assumido uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o respons&amp;aacute;vel de defesa do interesse nacional na vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Or&amp;ccedil;amento, ficar&amp;iacute;amos na mesma com um mau Or&amp;ccedil;amento (PSD e CDS t&amp;ecirc;m maioria absoluta e pagar&amp;iacute;amos todos um pre&amp;ccedil;o acrescido do aumento da press&amp;atilde;o especulativa e da chantagem internacional sobre o nosso Pa&amp;iacute;s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isto, e considerando que em caso algum podemos falhar as metas de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do deficit com que nos comprometemos (embora possamos renegociar prazos para aliviar os sacrif&amp;iacute;cios e tornar sustent&amp;aacute;vel o ajustamento), sublinho que estamos perante um mau or&amp;ccedil;amento, que escolhe um caminho errado para atingir a meta e que enferma de dois equ&amp;iacute;vocos ideol&amp;oacute;gicos de base. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro equ&amp;iacute;voco tem a ver com a total aus&amp;ecirc;ncia de pol&amp;iacute;ticas para a dinamiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica, gerando assim uma espiral recessiva, j&amp;aacute; que o abrandamento for&amp;ccedil;ado (desalavancagem na terminologia t&amp;eacute;cnica) vai fazer abrandar tamb&amp;eacute;m as receitas fiscais e em consequ&amp;ecirc;ncia aumentar a exig&amp;ecirc;ncia de cortes acrescidos da despesa em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es essenciais do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo equ&amp;iacute;voco resulta da escolha do Estado e das suas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais como alvo preferencial de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da despesa, n&amp;atilde;o usando f&amp;oacute;rmulas de optimiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o funcional, mas sim cortes cegos e abruptos nos pilares mais importantes dos sistemas, para demonstrar a prazo a sua insustentabilidade e justificar a privatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos estruturantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes equ&amp;iacute;vocos assumidos por op&amp;ccedil;&amp;atilde;o ideol&amp;oacute;gica, j&amp;aacute; que no ponto de vista de quem tem uma vis&amp;atilde;o social justa e progressista s&amp;atilde;o erros graves e do ponto de vista de que se regula pelas oportunidades de neg&amp;oacute;cio configuram boas oportunidades, ter&amp;atilde;o um impacto no Alentejo superior ao que ter&amp;atilde;o no restante territ&amp;oacute;rio.&lt;br /&gt;A nossa regi&amp;atilde;o tem um tecido empresarial fr&amp;aacute;gil, uma popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o dispersa e envelhecida e um enorme potencial que necessita de investimento e gente para ser aproveitado. Para um territ&amp;oacute;rio como o Alentejo, as fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais do Estado s&amp;atilde;o ainda mais importantes do que para outras regi&amp;otilde;es. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa hist&amp;oacute;ria recente mostra que o Alentejo tem sido uma prioridade de desenvolvimento integrado sempre que a esquerda moderna est&amp;aacute; no poder e uma regi&amp;atilde;o esquecida quando a direita ganha as elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Acontecer&amp;aacute; de novo? O OE 2012 n&amp;atilde;o d&amp;aacute; esperan&amp;ccedil;a para que assim n&amp;atilde;o seja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-7969183277061693388?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7969183277061693388' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=7969183277061693388' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7969183277061693388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7969183277061693388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7969183277061693388' title='OE 2012 - Visto do Alentejo'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-1160435489658642664</id><published>2011-11-12T10:54:00.000Z</published><updated>2011-12-24T15:49:19.465Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Lusitano</title><content type='html'>A vitalidade de uma sociedade tamb&amp;eacute;m se mede pela capacidade que tem de manter e revitalizar as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es que marcam a sua identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &amp;Eacute;vora e no Alentejo, o Lusitano Gin&amp;aacute;sio Clube &amp;eacute; uma marca que recorda gl&amp;oacute;rias passadas e que n&amp;atilde;o obstante o esfor&amp;ccedil;o denodado de grandes clubes como o Juventude de &amp;Eacute;vora, o Desportivo de Beja, o Campomaiorense, o Elvas ou os desaparecidos (?) Estrela de Portalegre e Desportivo Portalegrense (para n&amp;atilde;o falar do Estrela de Vendas Novas, do Atl&amp;eacute;tico de Reguengos, do Portel, do Monte Trigo, do Redondense, do Moura, do Aljustrelense, do Castrense, do Vasco da Gama, do Cabe&amp;ccedil;a Gorda, do Estremoz, do Arraiolense, dos Canaviais, do Uni&amp;atilde;o de Santiago, do Crato e talvez de outros que a minha mem&amp;oacute;ria j&amp;aacute; n&amp;atilde;o alcan&amp;ccedil;a e que andam ou passaram garbosamente pelos campeonatos nacionais de Futebol) &amp;eacute; fora da regi&amp;atilde;o o clube mais conhecido e recordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Lusitano completou 100 anos em situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de grandes dificuldades e em risco de sobreviv&amp;ecirc;ncia. N&amp;atilde;o me parece salutar encontrar culpados para a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;Eacute; mais &amp;uacute;til procurar ainda encontrar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es se elas forem poss&amp;iacute;veis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pr&amp;oacute;prio que nos j&amp;aacute; long&amp;iacute;nquos tempos de 1977/1978 joguei nos Juniores do Lusitano e depois durante mais de uma d&amp;eacute;cada acompanhei com grande regularidade os jogos do Lusitano e do Juventude no Campo Estrela e no Sanches de Miranda, fui perdendo o h&amp;aacute;bito de ir &amp;agrave; bola em &amp;Eacute;vora e hoje limito-me a seguir com interesse os resultados e as classifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es das nossas equipas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A multiplicidade de jogos televisionados, a maior facilidade de desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos grandes est&amp;aacute;dios, as solicita&amp;ccedil;&amp;otilde;es acrescidas da vida familiar e profissional, levaram-me a mim e a muitos outros adeptos a perderem o h&amp;aacute;bito de passar agradavelmente as tardes de Domingo a ver a bola com um r&amp;aacute;dio colado ao ouvido para seguir as incid&amp;ecirc;ncias da tarde desportiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o tenho informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o nem conhecimento espec&amp;iacute;fico da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para me atrever a propor qualquer solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a crise do Lusitano. Apenas registo que o Lusitano, tal como o Juventude, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o apenas mais dois clubes. S&amp;atilde;o parte da identidade de uma cidade que &amp;eacute; capital regional e patrim&amp;oacute;nio mundial. Uma identidade tamb&amp;eacute;m constru&amp;iacute;da pela rivalidade entre os dois emblemas, que escolheram caminhos diversos de afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o e sobreviv&amp;ecirc;ncia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parab&amp;eacute;ns ao Lusitano pelos seus cem anos. Parab&amp;eacute;ns antecipados a todos os que tiverem o engenho e a arte de o conduzir com sucesso no s&amp;eacute;culo que se segue.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-1160435489658642664?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1160435489658642664' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=1160435489658642664' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1160435489658642664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1160435489658642664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1160435489658642664' title='Lusitano'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-9064012847326754244</id><published>2011-11-07T12:07:00.000Z</published><updated>2011-12-24T15:49:18.541Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Bisca Lambida (Sobre a atitude de Portugal perante a Crise)</title><content type='html'>Num provocador artigo no Seman&amp;aacute;rio Sol o Arquitecto Jos&amp;eacute; Saraiva defendeu que Jos&amp;eacute; S&amp;oacute;crates agiu perante a crise como um jogador de casino que acreditando no seu Pa&amp;iacute;s apostou cada vez mais forte at&amp;eacute; que a sorte o traiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o foi a sorte mas antes o jogo viciado que levou Portugal para os bra&amp;ccedil;os da ajuda externa e que amea&amp;ccedil;a fazer implodir todo o projecto europeu. Um jogo viciado no plano interno, com a coliga&amp;ccedil;&amp;atilde;o estranha entre a direita e esquerda radical que o derrubou e viciado tamb&amp;eacute;m no plano europeu com a quebra da solidariedade que era a matriz fundadora da Zona Euro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena no entanto confrontar a atitude temer&amp;aacute;ria de S&amp;oacute;crates, certamente que n&amp;atilde;o isenta de cr&amp;iacute;ticas e de erros sobretudo quando olhada com a facilidade com que se &amp;ldquo;prognostica&amp;rdquo; depois das coisas acontecerem, com a atitude derrotada e medrosa de Coelho e Gaspar perante o brutal ataque a que Portugal continua a ser sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se S&amp;oacute;crates era um jogador de casino ent&amp;atilde;o Coelho e Gaspar s&amp;atilde;o especialistas na bisca lambida, de que usam e abusam para passar o tempo e fingir que a crise europeia n&amp;atilde;o &amp;eacute; com eles e que o nosso empobrecimento &amp;eacute; uma fatalidade do destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade &amp;eacute; que Portugal &amp;eacute; uma na&amp;ccedil;&amp;atilde;o com oito s&amp;eacute;culos de Hist&amp;oacute;ria e n&amp;atilde;o pode esmorecer, nem deixar-se empobrecer sem luta. N&amp;atilde;o podemos ter um papel passivo na crise europeia, nem podemos ser as cobaias dum hiper-liberalismo em que j&amp;aacute; nem os liberais acreditam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o sei o que passa pela cabe&amp;ccedil;a de Coelho e Gaspar? Na de S&amp;oacute;crates passava uma enorme ambi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o seu Pa&amp;iacute;s, tra&amp;iacute;da pelas circunst&amp;acirc;ncias internacionais menos favor&amp;aacute;veis e por alguns erros nacionais na sua avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passar&amp;aacute; pela cabe&amp;ccedil;a dos nossos actuais governantes, um Portugal o regresso &amp;agrave;s velhas ret&amp;oacute;ricas do &amp;ldquo;pobres mas honestos&amp;rdquo; ou &amp;ldquo;pobretes mas alegretes&amp;rdquo;? Querer&amp;atilde;o fazer de n&amp;oacute;s jogadores de bisca lambida nas tardes solarengas recordando as gestas do passado para amenizar a ang&amp;uacute;stia? N&amp;atilde;o desejam outra coisa do que sobreviver &amp;agrave; sombra dum protectorado arrogante e sem limites?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu desejo. N&amp;atilde;o recomendo que joguemos no casino mas apelo a que usemos todos os nossos trunfos para ajudarmos a tornar a Europa que temos mais pr&amp;oacute;xima da Europa que desej&amp;aacute;mos, a que aderimos, e que o mundo precisa para se desenvolver de forma mais pac&amp;iacute;fica e sustent&amp;aacute;vel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-9064012847326754244?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=9064012847326754244' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=9064012847326754244' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=9064012847326754244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=9064012847326754244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=9064012847326754244' title='Bisca Lambida (Sobre a atitude de Portugal perante a Crise)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-2478979669561952005</id><published>2011-10-30T00:50:00.000+01:00</published><updated>2011-12-24T15:49:17.729Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Autonomia (A Universidade Pública em perigo?)</title><content type='html'>&amp;Eacute; consensual o progresso feito na &amp;uacute;ltima d&amp;eacute;cada por Portugal no dom&amp;iacute;nio do conhecimento, da inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da tecnologia. As compara&amp;ccedil;&amp;otilde;es internacionais s&amp;atilde;o inequ&amp;iacute;vocas e os resultados s&amp;atilde;o vis&amp;iacute;veis em todos os indicadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos pilares deste progresso foram as Universidades P&amp;uacute;blicas que vendo diminuir significativamente as transfer&amp;ecirc;ncias de financiamento do Or&amp;ccedil;amento Geral do Estado tiveram a capacidade de lan&amp;ccedil;ar projectos de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de desenvolver uma oferta de servi&amp;ccedil;os que permitiu incrementar as receitas pr&amp;oacute;prias e manter assim a qualidade do seu desempenho e o equil&amp;iacute;brio geral das suas finan&amp;ccedil;as. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todos os casos s&amp;atilde;o iguais, mas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es como o Instituto Superior T&amp;eacute;cnico conseguem j&amp;aacute; que dois ter&amp;ccedil;os das suas verbas or&amp;ccedil;amentais provenham de receitas pr&amp;oacute;prias, em grande parte facturadas em projectos e servi&amp;ccedil;os internacionais, o que ilustra bem a dimens&amp;atilde;o do desenvolvimento do nosso sistema universit&amp;aacute;rio p&amp;uacute;blico.&lt;br /&gt;O Or&amp;ccedil;amento do Estado para 2012 corta mais uma fatia significativa nas transfer&amp;ecirc;ncias para as Universidades e Institutos Polit&amp;eacute;cnicos. Segue desse ponto de vista uma tend&amp;ecirc;ncia geral discut&amp;iacute;vel mas assumida de empobrecimento colectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais grave no entanto n&amp;atilde;o &amp;eacute; esse corte que obrigar&amp;aacute; a uma selectividade e conten&amp;ccedil;&amp;atilde;o a que todos seremos chamados. Verdadeiramente preocupante &amp;eacute; a proposta de corte de autonomia na gest&amp;atilde;o dos recursos pr&amp;oacute;prios que tornar&amp;aacute; as Universidades e Polit&amp;eacute;cnicos reparti&amp;ccedil;&amp;otilde;es burocr&amp;aacute;ticas, sem din&amp;acirc;mica nem flexibilidade, dependentes da subven&amp;ccedil;&amp;atilde;o estatal, sem instrumentos para premiar o m&amp;eacute;rito nem para escapar &amp;agrave; morte lenta na fogueira da desmoraliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da in&amp;eacute;rcia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta pela Autonomia Universit&amp;aacute;ria foi um dos processos mais ricos e complexos da democracia portuguesa. Nos &amp;uacute;ltimos anos algumas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es avan&amp;ccedil;aram para um modelo sofisticado de autonomia com a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de funda&amp;ccedil;&amp;otilde;es experimentais. Tudo isso &amp;eacute; agora arrasado no articulado do Or&amp;ccedil;amento sem que Crato pare&amp;ccedil;a capaz de se opor &amp;agrave; sanha controladora e castradora de Gaspar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Autonomia Universit&amp;aacute;ria est&amp;aacute; em causa por uma m&amp;aacute; causa. Para as regi&amp;otilde;es do interior a asfixia da Universidade &amp;eacute; ainda mais gravosa. A Universidade de &amp;Eacute;vora completa em 1 de Novembro 452 anos da sua funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Viveu na sua hist&amp;oacute;ria momentos de gl&amp;oacute;ria e de decad&amp;ecirc;ncia e foi mesmo fechada durante s&amp;eacute;culos.&lt;br /&gt;O momento que vive agora, conjuntamente com a Universidade P&amp;uacute;blica portuguesa &amp;eacute; alarmante. &amp;Eacute; preciso que todos defendamos a nossa Universidade e em particular a sua autonomia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-2478979669561952005?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2478979669561952005' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=2478979669561952005' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2478979669561952005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2478979669561952005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2478979669561952005' title='Autonomia (A Universidade Pública em perigo?)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-301761008207276656</id><published>2011-10-22T17:13:00.000+01:00</published><updated>2011-12-24T15:49:13.022Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Boas Contas (Na terra do putativo Nobel)</title><content type='html'>Se o leitor &amp;eacute; como eu uma pessoa de boas contas e pouco dado a aventuras financeiras certamente distingue investimento de despesa corrente e procura que essa despesa n&amp;atilde;o ultrapasse em termos continuados a receita de forma a n&amp;atilde;o se acumularem deficits depois dif&amp;iacute;ceis de controlar e pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que nos &amp;uacute;ltimos vinte anos a nossa sociedade como um todo n&amp;atilde;o foi uma sociedade de boas contas. As facilidades decorrentes da ades&amp;atilde;o ao Euro, das baixas taxas de juro e da abund&amp;acirc;ncia de cr&amp;eacute;dito levaram Estado, empresas e fam&amp;iacute;lias a um descontrolo que agora &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio recuperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas recuperar como. Voltemos ao exemplo duma fam&amp;iacute;lia. Se a despesa &amp;eacute; 100 e a receita de repente passa para 80 a primeira tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; para reduzir a despesa em 20. No entanto menor despesa gera muitas vezes menos contactos e menos oportunidades de gerar receita. Todos conhecemos fam&amp;iacute;lias e empresas que entraram em espiral recessiva, correndo atr&amp;aacute;s da pr&amp;oacute;pria sombra e sem nunca alcan&amp;ccedil;ar o atestado de honradez, ou quando muito, al&amp;ccedil;ando-o num patamar abaixo da subsist&amp;ecirc;ncia ou da solvabilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho mais inteligente &amp;eacute; cortar as despesas que s&amp;atilde;o desnecess&amp;aacute;rias e procurar aumentar um pouco as receitas. Equilibrar no 90 / 90 para quando os tempos melhorarem poder aspirar a voltar a um or&amp;ccedil;amento equilibrado de 100 ou at&amp;eacute; a crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os economistas desenvolveram m&amp;uacute;ltiplos modelos de combate quer &amp;agrave;s espirais inflacionistas, quer &amp;agrave;s espirais recessivas. Elas s&amp;atilde;o o cancro das economias e podem destruir num &amp;aacute;pice todo o tecido produtivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal tem &amp;agrave; frente do Minist&amp;eacute;rio das Finan&amp;ccedil;as um economista invulgar. Victor Gaspar acredita que &amp;eacute; destruindo a nossa economia atrav&amp;eacute;s duma espiral recessiva que se preparar&amp;aacute; o terreno para florescer uma nova economia mais vi&amp;ccedil;osa e competitiva. Pelo caminho destroem-se sonhos, projectos, fam&amp;iacute;lias &amp;hellip; tudo em nome dum futuro radioso num futuro incerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;Eacute; por esta &amp;ldquo;ousadia&amp;rdquo; que Nicolau Santos no Expresso prop&amp;ocirc;s que se Gaspar for bem sucedido deve ganhar o Pr&amp;eacute;mio Nobel da Economia, e suspeito que foi tamb&amp;eacute;m por isto que o experimentado economista que h&amp;aacute; em Cavaco Silva rompeu as cautelas institucionais para afirmar a estupefac&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o caminho escolhido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas contas. Disso precisamos. Boas cobaias dum experimentalista a quem os cortes&amp;atilde;os hesitam em clamar que vai nu, n&amp;atilde;o precisamos nem devemos ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-301761008207276656?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=301761008207276656' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=301761008207276656' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=301761008207276656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=301761008207276656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=301761008207276656' title='Boas Contas (Na terra do putativo Nobel)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-148279197910778653</id><published>2011-10-19T00:10:00.000+01:00</published><updated>2011-12-25T01:35:24.424Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frontline'/><title type='text'>O Fundo do Túnel (Revista Frontline de Outubro)</title><content type='html'>Vivemos um tempo de sacrif&amp;iacute;cios em nome do cumprimento dum plano de consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o das contas p&amp;uacute;blicas e de financiamento estrutural da nossa economia. &amp;Eacute; um plano cuja consist&amp;ecirc;ncia tem vindo a ser posta em causa pelos fracos resultados duma terapia similar em concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Gr&amp;eacute;cia e pela forma descompensada como tem sido aplicado em Portugal, com grande incid&amp;ecirc;ncia da cobran&amp;ccedil;a fiscal e muito pouco foco na compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo lado da economia e da sua dinamiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ou seja, da cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de riqueza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quest&amp;atilde;o mais cr&amp;iacute;tica no entanto tem sido a meu ver a incapacidade do governo transmitir aos portugueses uma mensagem cred&amp;iacute;vel sobre os impactos e a justi&amp;ccedil;a relativa dos sacrif&amp;iacute;cios pedidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que teremos a ganhar no futuro com o esfor&amp;ccedil;o actual? Como ser&amp;aacute; afectada a nossa competitividade? Em que sectores seremos l&amp;iacute;deres e quantos novos empregos ser&amp;atilde;o criados se e quando vencermos o Adamastor da d&amp;iacute;vida soberana? Haver&amp;aacute; uma correspond&amp;ecirc;ncia entre os que agora se sacrificam e os que vir&amp;atilde;o a ganhar com o controlo dos desequil&amp;iacute;brios macroecon&amp;oacute;micos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem uma resposta a estas quest&amp;otilde;es e uma vis&amp;atilde;o mobilizadora para os sacrif&amp;iacute;cios pedidos, todos os esfor&amp;ccedil;os parecer&amp;atilde;o excessivos e sem sentido. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio colocar uma luz de orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o no fundo do t&amp;uacute;nel e essa luz tem que ser uma ideia forte e motivadora do posicionamento econ&amp;oacute;mico e social que ambicionamos para Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos entre 2005 e 2010 um tempo de propostas claras. A ideia de um Portugal do conhecimento, da tecnologia e da inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o centrada no Plano Tecnol&amp;oacute;gico melhorou os nossos indicadores mas n&amp;atilde;o foi suficiente para nos imunizar da crise global. O tempo de colher os frutos foi prejudicado por uma forte tempestade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo governo tem uma nova legitimidade. Pode e deve reorientar a caminhada mas n&amp;atilde;o pode dar a ideia que n&amp;atilde;o sabe para onde vai. A luz ao fundo do t&amp;uacute;nel sempre foi o melhor t&amp;oacute;nico para as travessias arriscadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-148279197910778653?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=148279197910778653' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=148279197910778653' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=148279197910778653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=148279197910778653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=148279197910778653' title='O Fundo do Túnel (Revista Frontline de Outubro)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-7606373527427501461</id><published>2011-10-16T11:41:00.003+01:00</published><updated>2011-12-24T15:49:11.585Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>INDIGNADOS (por uma revolução tranquila)</title><content type='html'>S&amp;atilde;o muito diferentes as motiva&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos largos milhares de cidad&amp;atilde;os que um pouco por todo o mundo manifestaram a sua indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o no passado dia 15 de Outubro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute; s&amp;eacute;ria e fundamentada a teoria conspirativa de que tudo isto est&amp;aacute; a ser comandado por uma central ideol&amp;oacute;gica algures no planeta real ou virtual, mas tamb&amp;eacute;m me parece fr&amp;aacute;gil a teoria da atomiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da absoluta espontaneidade dos eventos. Mais do que fr&amp;aacute;gil tender&amp;aacute; ali&amp;aacute;s a ser in&amp;uacute;til caso se comprove.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do meu ponto de vista h&amp;aacute; uma linha comum de indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que agrega vontades e vai dando forma e identidade ao movimento. A ideia de que assim n&amp;atilde;o vamos l&amp;aacute; e de que as solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es prevalecentes nos modelos sociais e econ&amp;oacute;micos dos nossos dias j&amp;aacute; n&amp;atilde;o respondem &amp;agrave;s necessidades e &amp;agrave;s leg&amp;iacute;timas aspira&amp;ccedil;&amp;otilde;es das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de rebeldia, ambi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sonho, comunh&amp;atilde;o e todos os outros ingredientes das revolu&amp;ccedil;&amp;otilde;es tranquilas, para que as pessoas voltem a acreditar e a encontrar um sentido refor&amp;ccedil;ado para a sua vida em sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o estive na manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 15 de Outubro mas sinto-me tamb&amp;eacute;m profundamente indignado. Indignado com o rumo do Pa&amp;iacute;s e com o or&amp;ccedil;amento de asfixia econ&amp;oacute;mica e social com que se pretende resolver a crise, indignado com o rumo da Europa e com a falta de rasgo dos seus l&amp;iacute;deres para romper com o cerco financeiro a que est&amp;aacute; sujeita e indignado com o mundo que so&amp;ccedil;obra a uma equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em que as pessoas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o as benefici&amp;aacute;rias mas apenas pe&amp;ccedil;as da engrenagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o gera estados de alma que por vezes precisam de ser expressos na pra&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blica com vigor pac&amp;iacute;fico. Compreendo as manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es de indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o mas temo que as energias se esgotem no protesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor forma de combater o sistema n&amp;atilde;o &amp;eacute; protestar contra ele, mas trabalhar laboriosamente para, dentro das regras da democracia, o modificar. &amp;Eacute; fundamental juntar &amp;aacute; indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o de protesto uma indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o transformadora, exigindo pol&amp;iacute;ticas mais justas, equilibradas e mobilizadoras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode marcar apenas o fim de um ciclo. Tem que deixar as sementes de um tempo novo. Um tempo interrompido no fracasso da j&amp;aacute; esquecida cimeira da sustentabilidade em Copenhaga, mas que temos que retomar no fio do tempo e da esperan&amp;ccedil;a.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-7606373527427501461?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7606373527427501461' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=7606373527427501461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7606373527427501461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7606373527427501461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7606373527427501461' title='INDIGNADOS (por uma revolução tranquila)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-2544534472652521092</id><published>2011-10-09T22:23:00.000+01:00</published><updated>2011-10-12T09:10:27.691+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Tertúlia (Homenagem a Fausto Correia)</title><content type='html'>Por ocasi&amp;atilde;o do quarto anivers&amp;aacute;rio da morte de Fausto Correia (8 de Outubro) a Juventude Socialista e a Concelhia de Coimbra do PS desafiaram-me a animar uma tert&amp;uacute;lia no caf&amp;eacute; em que Fausto conspirou para afirmar a democracia e utilizou depois como o espa&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico dos seus afectos e dos seus projectos pol&amp;iacute;ticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma homenagem bonita e muito marcante. Num tempo de redes sociais, de que sou um ass&amp;iacute;duo frequentador, foi emocionante partilhar um momento de debate &amp;uacute;nico, &amp;agrave; porta aberta, em que as pessoas iam entrando e saindo do caf&amp;eacute;, bebendo uma bica ou uma imperial (a noite estava bem quente neste ver&amp;atilde;o de S. Martinho antecipado) colocando uma quest&amp;atilde;o, deixando um desabafo ou lendo um poema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos dos que entravam e saiam n&amp;atilde;o eram do PS, outros estavam de passagem e foram ficando, muitos jovens estudantes aproximaram-se com curiosidade e outros eram meus amigos das redes virtuais que me quiseram conhecer ao vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim senti que t&amp;iacute;nhamos conseguido formar a partir da mem&amp;oacute;ria e da modernidade um movimento ef&amp;eacute;mero de gente mobilizada para ser protagonista dum futuro desej&amp;aacute;vel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorreu-me na conversa uma ideia que partilho. S&amp;oacute; uma grande coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; escala global permitiu decifrar o genoma humano. Temos hoje grandes esperan&amp;ccedil;as de, a partir dessa descoberta, desenvolver novas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o bem-estar f&amp;iacute;sico e emocional do ser humano. Temos agora um novo desafio. Decifrar o &amp;ldquo;genoma&amp;rdquo; dos mercados globais para neles podermos introduzir os genes da justi&amp;ccedil;a, da solidariedade e da sustentabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tert&amp;uacute;lia &amp;eacute; por natureza um espa&amp;ccedil;o em que as pessoas s&amp;atilde;o centrais. Assim devia ser tamb&amp;eacute;m na economia mas de facto n&amp;atilde;o &amp;eacute;. Nas grandes equa&amp;ccedil;&amp;otilde;es macroecon&amp;oacute;micas as pessoas s&amp;atilde;o apenas uma vari&amp;aacute;vel para a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos indicadores agregados. Temos que combater este axioma dos tempos modernos, mudando a forma como olhamos a realidade e agindo de forma diferente em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o disso (ou seja, aplicando o conceito com propriedade &amp;hellip; mudando o paradigma!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tert&amp;uacute;lia &amp;eacute; um sinal dos velhos e dos novos tempos. A sociedade do conhecimento tem por base o indiv&amp;iacute;duo, e organiza-se atrav&amp;eacute;s da competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ego&amp;iacute;sta ou da coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o solid&amp;aacute;ria. Uma tert&amp;uacute;lia &amp;eacute; uma estrutura do segundo tipo, pr&amp;oacute;pria duma vis&amp;atilde;o de esquerda moderna em que o pensamento se pensa e o futuro se antecipa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fausto foi homenageado no seu terreno. Em todos os sentidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-2544534472652521092?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2544534472652521092' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=2544534472652521092' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2544534472652521092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2544534472652521092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2544534472652521092' title='Tertúlia (Homenagem a Fausto Correia)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-4601669507035360057</id><published>2011-10-01T09:42:00.000+01:00</published><updated>2011-12-24T15:41:13.369Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>A CURA FALHOU (é precisa uma nova terapia macroeconómica)</title><content type='html'>Quando os m&amp;eacute;dicos s&amp;atilde;o conceituados e a doen&amp;ccedil;a &amp;eacute; persistente, &amp;eacute; sempre dif&amp;iacute;cil para todos aceitar que a cura falhou e &amp;eacute; preciso mudar de terap&amp;ecirc;utica. Parece-me contudo mais do que evidente que a cura de austeridade cega aplicada na Gr&amp;eacute;cia, em Portugal e com doses mais aliviadas noutros pa&amp;iacute;ses europeus falhou e tem que ser rapidamente alterada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para al&amp;eacute;m do triste epis&amp;oacute;dio de oculta&amp;ccedil;&amp;atilde;o ostensiva de d&amp;iacute;vida na Madeira, que alguns por m&amp;aacute; f&amp;eacute; querem comparar &amp;agrave;s derrapagens transparentes e justificadas (bem ou mal, isso &amp;eacute; do foro pol&amp;iacute;tico mas n&amp;atilde;o do foro &amp;eacute;tico ou criminal) que ocorreram no Continente, conclu&amp;iacute;mos que a consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o or&amp;ccedil;amental se torna cada vez mais dif&amp;iacute;cil, n&amp;atilde;o pela incapacidade de corte das despesas, mas porque mesmo levando ao extremo a fiscalidade sobre as fam&amp;iacute;lias e as empresas, uma economia deprimida e asfixiada gera cada vez menos receita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos nas economias capturadas pela troika num processo preocupante de ciclo vicioso em espiral negativa. Para mem&amp;oacute;ria futura conv&amp;ecirc;m lembrar que o PS e Jos&amp;eacute; S&amp;oacute;crates lutaram at&amp;eacute; ao fim para n&amp;atilde;o entrar neste redemoinho e para atrav&amp;eacute;s do PEC IV evitar uma interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o externa com uma receita de duvidosa efic&amp;aacute;cia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os restantes partidos parlamentares preferiram ao chumbar o PEC IV, a interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o externa &amp;agrave; auto-conten&amp;ccedil;&amp;atilde;o interna. Os portugueses escolheram depois democraticamente um governo cuja receita &amp;eacute; n&amp;atilde;o apenas aceitar acriticamente o receitu&amp;aacute;rio da troika, como num comportamento que nem os melhores m&amp;eacute;dicos recomendam, aumentar a dose sempre que poss&amp;iacute;vel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que passou &amp;eacute; passado. Importa olhar para o futuro e &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil olhar para ele com esperan&amp;ccedil;a se n&amp;atilde;o se conseguir perceber que a receita falhou e a cura tem que ser outra. A racionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da despesa tem que ser forte e inteligente, mas ao mesmo tempo &amp;eacute; preciso manter o investimento em &amp;aacute;reas econ&amp;oacute;micas fortemente criadoras de riqueza e emprego e dotar as fam&amp;iacute;lias de recursos que dinamizem o consumo interno sem aumento do endividamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O doente est&amp;aacute; hoje por via da cura, mais doente do que quando a iniciou. Mais um motivo para n&amp;atilde;o baixar os bra&amp;ccedil;os e exigir a mudan&amp;ccedil;a do tratamento. Atingimos um ponto em que ou as pessoas sentem sinais de melhoras ou podem esmorecer no seu empenho e perdidas as pessoas para o combate da recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica perde-se tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-4601669507035360057?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=4601669507035360057' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=4601669507035360057' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=4601669507035360057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=4601669507035360057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=4601669507035360057' title='A CURA FALHOU (é precisa uma nova terapia macroeconómica)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-549003959846497663</id><published>2011-09-26T13:36:00.001+01:00</published><updated>2011-12-24T15:49:05.647Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Enriquecimento Injustificado (das palavras aos actos)</title><content type='html'>A percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o generalizada de que h&amp;aacute; indiv&amp;iacute;duos que acedem a patrim&amp;oacute;nio ou vantagens financeiras de forma n&amp;atilde;o legal e sobretudo a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de impunidade em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a essas pr&amp;aacute;ticas &amp;eacute; um problema grave da nossa sociedade, com consequ&amp;ecirc;ncias danosas na confian&amp;ccedil;a social e na competitividade da nossa economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadro jur&amp;iacute;dico em vigor cobre criminalmente praticamente todas as ac&amp;ccedil;&amp;otilde;es ilegais que conduzem ao enriquecimento il&amp;iacute;cito. O problema n&amp;atilde;o &amp;eacute; de instrumentos de san&amp;ccedil;&amp;atilde;o mas de capacidade de detec&amp;ccedil;&amp;atilde;o e puni&amp;ccedil;&amp;atilde;o r&amp;aacute;pida dos prevaricadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo em conta esta quest&amp;atilde;o premente e que deve ser resolvida, PS por um lado e os restantes partidos pelo outro, escolheram abordagens divergentes. O PS fundou a sua matriz no dolo fiscal e os restantes partidos no il&amp;iacute;cito criminal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiel aos princ&amp;iacute;pios da presun&amp;ccedil;&amp;atilde;o de inoc&amp;ecirc;ncia e da n&amp;atilde;o invers&amp;atilde;o da prova e pretendendo uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o eficiente e eficaz, o PS optou pela via do controlo alargado das declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es e pela puni&amp;ccedil;&amp;atilde;o fiscal agravada das falsas declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es e das omiss&amp;otilde;es. N&amp;atilde;o &amp;eacute; uma abordagem populista nem sensacionalista, mas sim uma abordagem juridicamente blindada e defensora do interesse p&amp;uacute;blico. Uma abordagem que protege os cidad&amp;atilde;os e os seus direitos e que penaliza com rapidez os que p&amp;otilde;em em causa essa cidadania. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os restantes Partidos optaram pela via da criminaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o sou especialista em direito, mas s&amp;atilde;o conhecidas as d&amp;uacute;vidas sobre a constitucionalidade de algumas das normas e sobre o recuo civilizacional plasmado noutras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No uso dos seus poderes democr&amp;aacute;ticos, a Assembleia da Rep&amp;uacute;blica reprovou o projecto do PS e aprovou os restantes. Espero que o trabalho em especialidade seja feito com bom senso e rigor. O PS n&amp;atilde;o se exime nem se eximir&amp;aacute; dum combate s&amp;eacute;rio e sist&amp;eacute;mico aos processos de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Come&amp;ccedil;ar esse combate com uma lei duvidosa, mal tipificada, pass&amp;iacute;vel de enorme litig&amp;acirc;ncia pode matar &amp;agrave; nascen&amp;ccedil;a o sucesso de todo este processo. Sem julgamentos de inten&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o tenho d&amp;uacute;vidas que &amp;eacute; mesmo isso que &amp;eacute; ambicionado por alguns dos mais ferozes defensores da lei de criminaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do enriquecimento il&amp;iacute;cito. Criar um enorme bal&amp;atilde;o de expectativas que se esfumar&amp;aacute; sem consequ&amp;ecirc;ncias. Oxal&amp;aacute; me engane.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-549003959846497663?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=549003959846497663' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=549003959846497663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=549003959846497663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=549003959846497663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=549003959846497663' title='Enriquecimento Injustificado (das palavras aos actos)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-3615515716976493008</id><published>2011-09-19T00:46:00.001+01:00</published><updated>2011-12-25T01:35:23.656Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Grão a Grão (as agendas escondidas da reorganização do Estado)</title><content type='html'>Depois da febre suspensiva que atacou todos os investimentos p&amp;uacute;blicos significativos programados para a nossa regi&amp;atilde;o, o governo iniciou agora uma nova fase da sua ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o de devasta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, eliminando paulatinamente as estruturas desconcentradas de coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o regional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos claros. O Governo precisa de eliminar estruturas e de emagrecer o Estado. Usando uma linguagem cl&amp;aacute;ssica, tem que queimar gorduras e suster consumos interm&amp;eacute;dios. Ficaria bem no entanto que come&amp;ccedil;asse esse trabalho pela Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o Central e que aplicasse &amp;agrave; administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coisa p&amp;uacute;blica o salutar princ&amp;iacute;pio da subsidiariedade, ou seja, o princ&amp;iacute;pio de que cada tarefa deve ser executada por quem a pode fazer com maior conhecimento de causa, proximidade e efic&amp;aacute;cia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo o exemplo do Ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e&amp;nbsp;Ci&amp;ecirc;ncia, Professor Nuno Crato. Antes de nomeado proclamou a sua indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o contra a m&amp;aacute;quina Central da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mal se viu empossado atacou as m&amp;aacute;quinas regionais extinguindo as Direc&amp;ccedil;&amp;otilde;es Regionais de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o se lhe conhecendo grande ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o no desbaste no n&amp;uacute;cleo central do seu Minist&amp;eacute;rio.&lt;br /&gt;&amp;Eacute; mais f&amp;aacute;cil desbaratar as estruturas regionais do que racionalizar as poderosas m&amp;aacute;quinas centrais. Desse ponto de vista estas prioridades do Governo poderiam indiciar apenas uma reiterada falta de vis&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gica e coragem pol&amp;iacute;tica.&lt;br /&gt;A minha convic&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; que pelo menos na coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o central do governo a motiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica para estas prioridades &amp;eacute; mais profunda. Ela visa em &amp;uacute;ltima an&amp;aacute;lise decapitar todos os servi&amp;ccedil;os e centros de compet&amp;ecirc;ncias que poderiam servir de base &amp;agrave; concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da regionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;A Estrat&amp;eacute;gia &amp;eacute; clara. Gr&amp;atilde;o a gr&amp;atilde;o vai o governo retirando viabilidade a um caminho sereno e consistente de passagem da actual estrutura desconcentrada do Estado para uma administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o regionalizada, como preceitua a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A efic&amp;aacute;cia da nossa administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o combate ao desperd&amp;iacute;cio tem que ser um objectivo comum face aos desafios de consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o das nossas contas p&amp;uacute;blicas. N&amp;atilde;o devemos no entanto ser ing&amp;eacute;nuos. H&amp;aacute; agendas escondidas na forma como esse objectivo est&amp;aacute; a ser concretizado. A agenda da privatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o indiscriminada &amp;eacute; uma delas. A inviabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualquer puls&amp;atilde;o regionalizadora &amp;eacute; outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gr&amp;atilde;o a gr&amp;atilde;o e de forma dissimulada o governo vai tentando levar a sua &amp;aacute;gua ao moinho. Mas s&amp;oacute; &amp;eacute; enganado quem quiser. A contra corrente tamb&amp;eacute;m faz parte da mar&amp;eacute;. Precisamos dela para manter acesa a esperan&amp;ccedil;a num futuro melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-3615515716976493008?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3615515716976493008' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=3615515716976493008' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3615515716976493008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3615515716976493008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3615515716976493008' title='Grão a Grão (as agendas escondidas da reorganização do Estado)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-7923589358049548742</id><published>2011-09-12T14:57:00.000+01:00</published><updated>2011-12-25T01:35:22.941Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>As Pessoas Primeiro</title><content type='html'>Colocar as &amp;ldquo;pessoas primeiro&amp;rdquo; para com elas tornar poss&amp;iacute;vel um novo e melhor futuro, constituiu a ideia chave da proposta pol&amp;iacute;tica do XVIII do Congresso do PS que decorreu em Braga de 9 a 11 de Setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta ideia pode parecer apenas um slogan, mas &amp;eacute; muito mais do que isso. &amp;Eacute; o reconhecimento que na actual conjuntura econ&amp;oacute;mica e social europeia e global j&amp;aacute; n&amp;atilde;o basta governar para as pessoas. &amp;Eacute; preciso governar com elas e mobiliz&amp;aacute;-las para o esfor&amp;ccedil;o colectivo de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia, para o refor&amp;ccedil;o da democracia e da transpar&amp;ecirc;ncia e para o aumento da justi&amp;ccedil;a social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo mudou com a grande crise iniciada na economia americana e propagada com especial virul&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; economia europeia. As velhas respostas, da direita e da esquerda caducaram, embora infelizmente as cartilhas da direita continuem a fazer estragos na maioria dos Pa&amp;iacute;ses da Uni&amp;atilde;o Europeia, incluindo Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S&amp;atilde;o agora necess&amp;aacute;rias novas respostas. Em primeiro lugar novos referenciais em que o conhecimento, a sustentabilidade ambiental e a vida em comunidades abertas e solid&amp;aacute;rias que substituam a corrida sem meta do individualismo ego&amp;iacute;sta e do materialismo sem limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o ser&amp;aacute; no entanto poss&amp;iacute;vel uma transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o social consistente se ela n&amp;atilde;o come&amp;ccedil;ar nos alicerces da democracia, na forma como se formam e aplicam as pol&amp;iacute;ticas e na mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos cidad&amp;atilde;os para a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o c&amp;iacute;vica e para o exerc&amp;iacute;cio natural duma nova forma de viver nas escolhas e ac&amp;ccedil;&amp;otilde;es do seu quotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ant&amp;oacute;nio Jos&amp;eacute; Seguro e a nova direc&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica do PS aposta em fazer diferente, n&amp;atilde;o porque no passado o PS tenha feito mal, mas porque as circunstancias se alteraram, a sociedade e a economia t&amp;ecirc;m novas exig&amp;ecirc;ncias e as respostas pol&amp;iacute;ticas exigem um novo protagonismos das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos bem em todas as nossas passagens pelo governo embora cometendo erros como sempre se cometem. Cometemos erros e temos a humildade de aprender com eles. O maior erro seria no entanto n&amp;atilde;o perceber que o desafio mudou, que o jogo agora &amp;eacute; outro e que com o orgulho e saber acumulado do nosso patrim&amp;oacute;nio hist&amp;oacute;rico temos que dar um passo em frente na qualidade das respostas e no envolvimento das pessoas e da sociedade nessas respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As &amp;ldquo;pessoas primeiro&amp;rdquo; n&amp;atilde;o &amp;eacute; apenas um slogan. As pessoas t&amp;ecirc;m que ser ao mesmo tempo as destinat&amp;aacute;rias e as protagonistas da mudan&amp;ccedil;a. Compreender isto e actuar em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o desta ideia &amp;eacute; a mais forte garantia que o PS, a seu tempo, estar&amp;aacute; na base dum novo e melhor futuro para Portugal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-7923589358049548742?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7923589358049548742' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=7923589358049548742' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7923589358049548742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7923589358049548742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7923589358049548742' title='As Pessoas Primeiro'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-1321964026455766590</id><published>2011-09-01T16:09:00.000+01:00</published><updated>2011-12-25T01:35:22.048Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Malha Larga'/><title type='text'>Negação (Gaspar Nega 3 vezes)</title><content type='html'>Desde o inicio da legislatura os portugueses foram confrontados com 3 momentos altos na defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pol&amp;iacute;ticas e dos objectivos da governa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira delas, o Primeiro-Ministro anunciou em nome dum deficit colossal nunca demonstrado, o corte de 50% do Subs&amp;iacute;dio de Natal, o que significa uma subida de impostos sempre negada na campanha eleitoral. Algum tempo depois, no quadro da aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do or&amp;ccedil;amento rectificativo e do plano de concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do entendimento com as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es internacionais, o governo anunciou um novo agravamento de impostos, muito para al&amp;eacute;m do contratualizado e sempre negado na campanha eleitoral. Finalmente, na apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da estrat&amp;eacute;gia financeira e or&amp;ccedil;amental para 2001/2015 o Governo anunciou novos impostos e redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de dedu&amp;ccedil;&amp;otilde;es, negando pela terceira vez o seu programa eleitoral e aumentando a carga fiscal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em s&amp;iacute;ntese, em menos de 3 meses o governo j&amp;aacute; negou tr&amp;ecirc;s vezes tudo o que tinha prometido em mat&amp;eacute;ria fiscal e j&amp;aacute; p&amp;ocirc;s em pr&amp;aacute;tica pol&amp;iacute;ticas de forte agravamento da fiscalidade das fam&amp;iacute;lias e das empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute; no entanto apenas o programa eleitoral do PSD e do CDS que t&amp;ecirc;m sido desrespeitados. O Programa da Troika tamb&amp;eacute;m tem sido adulterado num duplo sentido. Por um lado t&amp;ecirc;m sido exigidos muito mais sacrif&amp;iacute;cios dos que seriam expect&amp;aacute;veis e por outro lado em todas as projec&amp;ccedil;&amp;otilde;es os resultados desses sacrif&amp;iacute;cios no crescimento e emprego s&amp;atilde;o mais gravosos do que nas projec&amp;ccedil;&amp;otilde;es iniciais. Quer isto dizer que a obsess&amp;atilde;o do Governo em &amp;ldquo;ir para al&amp;eacute;m da Troika&amp;rdquo;, significa chegar ao mesmo resultado de consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o macroecon&amp;oacute;mica por uma via mais dolorosa para as pessoas e mais asfixiante para a economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As op&amp;ccedil;&amp;otilde;es do governo s&amp;atilde;o democraticamente leg&amp;iacute;timas e fortemente ideol&amp;oacute;gicas. Ser&amp;atilde;o a seu tempo politicamente avaliadas pelos portugueses. O que &amp;eacute; menos leg&amp;iacute;timo &amp;eacute; a repetida tenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de justificar com o passado as decis&amp;otilde;es em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os n&amp;uacute;meros n&amp;atilde;o enganam. A execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o or&amp;ccedil;amental do primeiro semestre de 2011 &amp;eacute; compat&amp;iacute;vel com os objectivos definidos no acordo com as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es internacionais. S&amp;oacute; uma quebra das receitas fiscais resultante do excessivo aperto da economia pode vir a gerar um deficit significativo. Um deficit que desejo n&amp;atilde;o se verifique, mas que a acontecer &amp;eacute; da inteira responsabilidade desta maioria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a op&amp;ccedil;&amp;atilde;o fundamentalista conduzir a nossa economia a uma improv&amp;aacute;vel recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o o m&amp;eacute;rito ser&amp;aacute; todo do Governo e dos portugueses que se sacrificaram para atingir esses resultados. Mas se os resultados forem maus e se o rem&amp;eacute;dio por exagerado e ausente de compensa&amp;ccedil;&amp;otilde;es em impulsos &amp;agrave; economia e ao emprego vier a fazer piorar a nossa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o social e econ&amp;oacute;mica, a responsabilidade ser&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m exclusiva do Governo. E nessa altura de pouco nos valer&amp;aacute; uma quarta nega&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-1321964026455766590?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1321964026455766590' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=1321964026455766590' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1321964026455766590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1321964026455766590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1321964026455766590' title='Negação (Gaspar Nega 3 vezes)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-5972140283564735579</id><published>2011-08-25T11:24:00.000+01:00</published><updated>2011-12-25T01:35:21.173Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Malha Larga'/><title type='text'>Europa; Inovação ou Morte (Foreign Policy - Ed. Lusófona - Agosto)</title><content type='html'>Na minha vida nunca ouvi falar com tanta insist&amp;ecirc;ncia na morte do projecto europeu. A repeti&amp;ccedil;&amp;atilde;o da ideia vai por um lado credibilizando a hip&amp;oacute;tese duma desagrega&amp;ccedil;&amp;atilde;o da constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o europeia e vai banalizando por outro lado a linha de fracasso que lhe est&amp;aacute; subjacente. A consequ&amp;ecirc;ncia dessa banaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; uma certa eros&amp;atilde;o da consci&amp;ecirc;ncia. A ideia repete-se sem se realizar totalmente a cat&amp;aacute;strofe que ela encerra, o patrim&amp;oacute;nio que se delapida, a trai&amp;ccedil;&amp;atilde;o impl&amp;iacute;cita a tantas mulheres e homens que constru&amp;iacute;ram um projecto humanista baseado na paz, na coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e no respeito pela diversidade dos povos europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O recente agudizar da crise do Euro e a express&amp;atilde;o de impot&amp;ecirc;ncia pol&amp;iacute;tica das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es europeias face aos ataques cir&amp;uacute;rgicos dos mercados especulativos fazem da ideia de &amp;ldquo;morte&amp;rdquo; do projecto europeu j&amp;aacute; n&amp;atilde;o uma figura de estilo, mas um cen&amp;aacute;rio poss&amp;iacute;vel, ainda remoto, mas perigosamente contaminante se n&amp;atilde;o forem tomadas ac&amp;ccedil;&amp;otilde;es firmes e determinadas para o conter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inverter a asfixia pol&amp;iacute;tica e a desilus&amp;atilde;o social a Uni&amp;atilde;o Europeia precisa de um novo impulso disruptivo de Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica, inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o social e inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse impulso est&amp;aacute; diagnosticado e largamente explicitado em programas e recomenda&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mas as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es necess&amp;aacute;rias para uma ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o concertada e transformadora est&amp;atilde;o longe de estar reunidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou de chegar ao seu final o primeiro &amp;ldquo;semestre europeu&amp;rdquo; nos termos dos princ&amp;iacute;pios do Tratado de Lisboa. Quantos europeus tomaram consci&amp;ecirc;ncia e participaram activamente num processo que visava articular as pol&amp;iacute;ticas econ&amp;oacute;micas e monet&amp;aacute;rias dos membros da UE antes da sua tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos or&amp;ccedil;amentos e nos programas de ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o nacionais? O caso portugu&amp;ecirc;s &amp;eacute; um exemplo extremado desta realidade. Sujeito a uma forte press&amp;atilde;o especulativa o pilar monet&amp;aacute;rio foi avocado ao parlamento nacional e rejeitado enquanto o pilar econ&amp;oacute;mico aprovado em Conselho de Ministros na mesma data foi enviado &amp;agrave;s institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es europeias sem que a sua divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o tivesse originado debate fora do quadro institucional, designadamente da Comiss&amp;atilde;o Especializada da Assembleia da Rep&amp;uacute;blica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas se debateu o pilar monet&amp;aacute;rio e mesmo a&amp;iacute; num registo minimalista e contabil&amp;iacute;stico de acerto de contas e distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de facturas. Em Portugal e na Europa, o primeiro semestre europeu no quadro do Tratado de Lisboa foi um profundo falhan&amp;ccedil;o. Feito o exerc&amp;iacute;cio a Europa est&amp;aacute; mais fr&amp;aacute;gil, menos confiante, mais dividida, mais pobre e menos competitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os n&amp;uacute;meros mostram diferentes realidades nacionais, com a Alemanha a escapar a esta tend&amp;ecirc;ncia e a Gr&amp;eacute;cia a viv&amp;ecirc;-la com particular agrura, mas s&amp;oacute; uma enorme cegueira das din&amp;acirc;micas geoestrat&amp;eacute;gicas se pode acreditar que a Europa pode conviver muito tempo com o sucesso de uns e a falhan&amp;ccedil;o de outros sem implodir como um todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos de lideran&amp;ccedil;a pol&amp;iacute;tica e respostas r&amp;aacute;pidas. Diz-se muitas vezes que no Plano Europeu como noutros planos as palavras est&amp;atilde;o muito gastas. O conceito de Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; talvez dos mais desgastados embora tamb&amp;eacute;m seja daqueles que mais consequ&amp;ecirc;ncias reais tiveram na economia e na sociedade europeias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;Eacute; na inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o que est&amp;aacute; de novo a esperan&amp;ccedil;a no futuro da Europa. Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica e empresarial com impactos nos produtos, nos processos e nos mercados, mas tamb&amp;eacute;m inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o social e sobretudo inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica capaz de voltar a mobilizar os europeus para um projecto que foi capaz de consolidar cinquenta anos de paz e prosperidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o Pol&amp;iacute;tica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tratado de Lisboa foi desenvolvido com o objectivo de flexibilizar o processo de decis&amp;atilde;o na UE, dar maior legitimidade democr&amp;aacute;tica &amp;agrave;s institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, aproximar as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos cidad&amp;atilde;os e permitir uma representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o externa mais eficaz da Uni&amp;atilde;o. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;Aacute; luz dos factos &amp;eacute; hoje evidente que a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Tratado de Lisboa tem tido resultados muito aqu&amp;eacute;m das expectativas e tem falhado os principais objectivos, agravando algumas das insufici&amp;ecirc;ncias end&amp;eacute;micas da Uni&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirando um refor&amp;ccedil;o positivo embora pouco palp&amp;aacute;vel do poder fiscalizador dos Parlamentos Nacionais e do Parlamento Europeu, o Tratado de Lisboa aumentou as teias burocr&amp;aacute;ticas e acelerou a deriva intergovernamental, enfraquecendo o papel moderador e integrador da Comiss&amp;atilde;o Europeia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eros&amp;atilde;o da solidariedade dos Pa&amp;iacute;ses da Uni&amp;atilde;o face &amp;agrave; crise financeira &amp;eacute; o exemplo acabado do falhan&amp;ccedil;o do Tratado de Lisboa, que visando refor&amp;ccedil;ar a unidade de comando e de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, acabou por consegui-lo, mas n&amp;atilde;o no centro de partilha comum e de co-decis&amp;atilde;o dos Estados Membros. Pelo contr&amp;aacute;rio a Alemanha assumiu-se como o novo centro de decis&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica na UE, coadjuvada pela Fran&amp;ccedil;a. Um centro forte no poder e na capacidade de imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas fraco na vis&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica e na lideran&amp;ccedil;a mobilizadora e inclusiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o podemos poupar nas palavras nem nas ac&amp;ccedil;&amp;otilde;es neste momento de bifurca&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A Europa ou inverte a deriva intergovernamental e desenvolve um caminho federalista (em particular mobilizando os pa&amp;iacute;ses que fazem parte da moeda &amp;uacute;nica) ou tornar-se-&amp;aacute; uma presa f&amp;aacute;cil da nova globaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e tender&amp;aacute; a implodir econ&amp;oacute;mica e politicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No plano das respostas econ&amp;oacute;micas &amp;agrave; crise do EURO e das d&amp;iacute;vidas soberanas &amp;eacute; fundamental evoluir para um modelo de emiss&amp;atilde;o conjunta de d&amp;iacute;vida, trazendo para dentro da Uni&amp;atilde;o as pol&amp;iacute;ticas de san&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos incumpridores. Independentemente da necessidade de criar uma ag&amp;ecirc;ncia de &amp;ldquo;rating&amp;rdquo; de base europeia, a emiss&amp;atilde;o de &amp;ldquo;Eurobonds&amp;rdquo; e a designa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um &amp;ldquo;Ministro das Finan&amp;ccedil;as europeu&amp;rdquo; s&amp;atilde;o pol&amp;iacute;ticas bem mais eficazes contra a especula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do que a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mais uma ag&amp;ecirc;ncia de nota&amp;ccedil;&amp;atilde;o. As nota&amp;ccedil;&amp;otilde;es atrabili&amp;aacute;rias e quantas vezes casu&amp;iacute;sticas e injustas, s&amp;atilde;o mais sintoma de uma &amp;ldquo;doen&amp;ccedil;a&amp;rdquo; estrutural do que a sua causa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo tende a desenhar-se em torno de pot&amp;ecirc;ncias regionais dominantes, protectorados e Pa&amp;iacute;ses Globais que exploram o nicho das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre pot&amp;ecirc;ncias. O cen&amp;aacute;rio ideal ser&amp;aacute; o que permitir que Portugal seja um pa&amp;iacute;s global fortemente integrado na UE como pot&amp;ecirc;ncia regional. Mas para isso &amp;eacute; preciso muita capacidade inovadora, no plano econ&amp;oacute;mico e empresarial, no plano social, mas sobretudo no plano pol&amp;iacute;tico. &amp;Eacute; neste plano que tudo come&amp;ccedil;a e que tudo pode acabar, se a abordagem n&amp;atilde;o for l&amp;uacute;cida e corajosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica abre uma janela de oportunidade para um modelo alternativo de desenvolvimento. Deste ponto de vista os princ&amp;iacute;pios definidores da Estrat&amp;eacute;gia Europa 2020 s&amp;atilde;o adequados e mobilizadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ambi&amp;ccedil;&amp;atilde;o duma Europa mais verde, inteligente e inclusiva no quadro duma economia sustent&amp;aacute;vel tem potencial para recolher uma ades&amp;atilde;o generalizada dos europeus, quer se trate das empresas, das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, das organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais ou dos cidad&amp;atilde;os. Foi ali&amp;aacute;s isso que reflectiu o relat&amp;oacute;rio s&amp;iacute;ntese sobre o Semestre Europeu 2011 apresentado pela Comiss&amp;atilde;o Europeia e apreciado pelo Concelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quest&amp;atilde;o da Estrat&amp;eacute;gia Europa 2020, como ali&amp;aacute;s j&amp;aacute; tinha acontecido &amp;agrave; sua antecessora Estrat&amp;eacute;gia de Lisboa, n&amp;atilde;o &amp;eacute; a sua concep&amp;ccedil;&amp;atilde;o mas a sua concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um planeamento financeiro fr&amp;aacute;gil e dissociado das prioridades estrat&amp;eacute;gicas, a caixa de ferramentas da Uni&amp;atilde;o Europeia para garantir a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da dimens&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica e social dos pactos de estabilidade e dos pactos de converg&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; claramente insuficiente, deixando o &amp;oacute;nus da prioridade aos Estados Membros, muitos deles sujeitos a uma press&amp;atilde;o esquizofr&amp;eacute;nica para a conten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o crescimento em simult&amp;acirc;neo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste quadro tem um papel relevante o papel mobilizador das pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas nacionais na defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de metas e prioridades estrat&amp;eacute;gicas, mobilizando a sociedade civil e o tecido econ&amp;oacute;mico para se organizar em torno de linhas de resposta consistentes e competitivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o obstante as dificuldades profundas no plano do controlo da divida p&amp;uacute;blica e no financiamento da economia, Portugal fez nos &amp;uacute;ltimos anos progressos assinal&amp;aacute;veis em todos os indicadores de conhecimento, capacidade tecnol&amp;oacute;gica e contexto favor&amp;aacute;vel para a inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o em resultado da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o persistente duma agenda mobilizadora clara e partilhada &amp;ndash; o designado Plano Tecnol&amp;oacute;gico. Em simult&amp;acirc;neo foi promovida a efici&amp;ecirc;ncia colectiva e o desenvolvimento de clusters e p&amp;oacute;los de competitividade, fazendo com que alguns sectores tenham atingido reconhecimento mundial, designadamente os servi&amp;ccedil;os tecnol&amp;oacute;gicos, as novas energias e a mobilidade el&amp;eacute;ctrica. De todos os indicadores macroecon&amp;oacute;micos de Portugal, a capacidade de exporta&amp;ccedil;&amp;atilde;o com valor acrescentado tem sido aquele que melhor se tem comportado mesmo em contexto de &amp;ldquo;tsunami&amp;rdquo; financeiro e exemplifica bem a import&amp;acirc;ncia duma agenda agregadora de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica que contamine os diversos sectores da sociedade e se transforme numa din&amp;acirc;mica forte de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o social mobilizadora e transformadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em s&amp;iacute;ntese, um movimento de est&amp;iacute;mulo &amp;ldquo;top down&amp;rdquo; bem direccionado &amp;eacute; uma condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o fundamental para conseguir respostas sociais consistentes e adequadas aos novos desafios. &amp;Eacute; ali&amp;aacute;s tamb&amp;eacute;m fundamental para activar din&amp;acirc;micas de empreendedorismo que s&amp;atilde;o fundamentais para desbloquear a estagna&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos modelos tradicionais na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de emprego e para impulsionar a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de comunidades sustent&amp;aacute;veis, cooperantes, confiantes, capazes de fazer renascer o ideal europeu no quadro duma retoma forte da identidade e da diversidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o Econ&amp;oacute;mica e Empresarial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para competir no mercado global a economia europeia tem que ser competitiva. A inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o associada ao conhecimento e &amp;agrave; tecnologia s&amp;atilde;o a chave da competitividade. Mas competir em qu&amp;ecirc;? No pre&amp;ccedil;o inovando nos processos, na qualidade inovando no design, na distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o inovando na log&amp;iacute;stica, na satisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inovando nas redes de resposta? Em tudo isso e tamb&amp;eacute;m na identidade, na flexibilidade e na criatividade. Em s&amp;iacute;ntese na diferen&amp;ccedil;a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a UE quer preservar o seu modelo social como um dos factores duma equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica humanista, ent&amp;atilde;o tem que reflectir esse facto num modelo de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que incorpore e valorize essa vari&amp;aacute;vel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tamb&amp;eacute;m neste dom&amp;iacute;nio as pol&amp;iacute;ticas europeias est&amp;atilde;o desenhadas com qualidade. As bandeiras da Estrat&amp;eacute;gia Europa 2020, designadamente a nova pol&amp;iacute;tica industrial, a aposta nas novas energias, a agenda de inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a agenda digital s&amp;atilde;o conceptualmente robustas e reconfortantes. Importante &amp;eacute; fazer. E fazer como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;Eacute; preciso que a UE tenha a coragem de fazer escolhas e apostas que alavanquem toda a economia. Portugal escolheu que o seu &amp;ldquo;homem na Lua&amp;rdquo; era liderar na qualidade dos servi&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos online, no acesso &amp;agrave; banda larga e aos computadores pelos estudantes professores e fam&amp;iacute;lias, na lideran&amp;ccedil;a nas energias renov&amp;aacute;veis e na mobilidade el&amp;eacute;ctrica. Cheg&amp;aacute;mos l&amp;aacute; e os novos poderes legitimados decidir&amp;atilde;o agora se l&amp;aacute; pretendem permanecer, mas ficou demonstrado que pol&amp;iacute;ticas focalizadas e articuladas com os actores empresariais, cient&amp;iacute;ficos e institucionais podem romper o ru&amp;iacute;do e afirmar-se &amp;agrave; escala global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a UE? Em que pretende apostar para chegar &amp;agrave; Lua, a Saturno ou a Neptuno?? Na minha opini&amp;atilde;o deveria transformar as amea&amp;ccedil;as em oportunidades. Se temos assimetrias regionais fortes dever&amp;iacute;amos desenvolver pol&amp;iacute;ticas de proximidade que tornem as comunidades mais robustas e mais capazes de se auto-sustentarem. Se temos uma popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o envelhecida temos que ser os campe&amp;otilde;es duma oferta eficaz e racional de ofertas em sa&amp;uacute;de e protec&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os mais idosos. Se somos dependentes energeticamente temos que liderar sem hesita&amp;ccedil;&amp;otilde;es o desenvolvimento das novas energias e dos novos modelos de gest&amp;atilde;o eficiente da energia, designadamente a mobilidade el&amp;eacute;ctrica. Se temos um tecido urbano denso e por vezes decr&amp;eacute;pito, temos que fazer da requalifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o urbana uma grande aposta concertada mobilizando os saberes tecnol&amp;oacute;gicos e sociais e criando emprego qualificado diversificado. Se temos jovens qualificados e desempregados temos que os dotar de ferramentas para confiar, aprender e empreender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou morte&amp;hellip;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Espero ter sido neste ensaio suficientemente assertivo para exprimir uma convic&amp;ccedil;&amp;atilde;o forte de que a Europa tem que inovar se quiser evitar a sua dissolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o num processo turbulento de desagrega&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conflito. Temo, ao escrever este texto e sabendo que cerca de um m&amp;ecirc;s mediar&amp;aacute; entre o seu envio para publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a disponibilidade em banca, que algumas das ideias que aqui partilho possam ter sido j&amp;aacute; ultrapassadas pela realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o leitor deste texto achar que a ideia do risco de morte do projecto europeu &amp;eacute; um claro exagero face &amp;agrave;s circunst&amp;acirc;ncias prevalecentes no momento em que o ler, ent&amp;atilde;o &amp;eacute; porque houve bom senso e capacidade pol&amp;iacute;tica e temos raz&amp;otilde;es para celebrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se isso n&amp;atilde;o acontecer, espero que ainda n&amp;atilde;o tenha morrido a esperan&amp;ccedil;a e que este texto seja um singelo contributo para mobilizar todos para a defesa de um projecto de paz, de humanismo, de progresso e racionalidade pol&amp;iacute;tica e social que temos que preservar, refor&amp;ccedil;ar e legar aos nossos filhos e netos para eles dele fru&amp;iacute;rem como n&amp;oacute;s temos fru&amp;iacute;do.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-5972140283564735579?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5972140283564735579' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=5972140283564735579' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5972140283564735579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5972140283564735579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5972140283564735579' title='Europa; Inovação ou Morte (Foreign Policy - Ed. Lusófona - Agosto)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
