<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.loghound.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635</id><updated>2012-05-16T18:38:11.689+01:00</updated><category term='OJE'/><category term='Malha Larga'/><category term='DN'/><category term='Visão'/><category term='JN'/><category term='Frontline'/><category term='Correio da Manhã'/><category term='Diário do Sul'/><category term='Fazer Acontecer'/><category term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Fazer Acontecer</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.phpfeeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http:///www.fazeracontecer.net/files/blogRSS.php'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php'/><link rel='hub' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6505947886170807635/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;orderby=published'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>307</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-7490905483794675377</id><published>2012-05-13T10:37:00.002+01:00</published><updated>2012-05-13T10:37:57.045+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Reforma Administrativa</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já aqui escrevi várias vezes sobre a Reforma Administrativa. A Reforma Administrativa é uma das reformas mais urgentes em Portugal, num tempo em que as políticas de proximidade são a maior esperança de resposta às dificuldades que atravessamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Memorando da “Troika” exige maior racionalidade administrativa. Será que essa racionalidade se consegue extinguindo à força umas centenas de freguesias, muitas delas freguesias rurais e derradeiras presenças da Administração no Território? &lt;br /&gt;Penso que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O compromisso com a Troika pode constituir, não obstante o tempo já perdido pela falsa partida do Governo, uma excelente oportunidade para se por em prática uma reforma administrativa a sério.&lt;br /&gt;Uma reforma que começasse por uma redefinição de competências entre a administração central, a administração desconcentrada e os diversos patamares do poder local.&lt;br /&gt;Que progredisse com a definição duma lei transparente e rigorosa de financiamento e reformulando depois a Lei Eleitoral, permitindo a eleição de executivos mais coesos e eficazes e melhorando as condições de trabalho dos órgãos fiscalizadores.&lt;br /&gt;Finalmente, com esse trabalho prévio terminado, estaríamos em condições de repensar a organização territorial, revisitar o compromisso constitucional da regionalização e racionalizar o desenho das freguesias e mesmo de alguns Concelhos, sempre de forma participada e com o aval das populações.&lt;br /&gt;Foi uma agenda integrada como esta que o Secretário-geral do PS propôs ao Primeiro-Ministro no inicio deste processo. &lt;br /&gt;A resposta, dada de forma unilateral e sem aviso prévio, foi a apresentação da lei de extinção das freguesias. Uma lei que revoltou as populações e agora só poderá ser imposta contra elas, para cumprir calendário externo e sem nenhum impacto real na eficácia da nossa administração.&lt;br /&gt;Corremos um risco de mais uma falsa reforma. De mais um adiamento do que tem que ser feito. De mais tempo perdido quando não se podia perder.&lt;br /&gt;Para fazer mal mais vale não fazer. Haverá ainda sentido de Estado por parte do Governo para fazer como deve ser feito? Desejo que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-7490905483794675377?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7490905483794675377' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=7490905483794675377' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7490905483794675377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7490905483794675377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7490905483794675377' title='Reforma Administrativa'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-5010899599843409138</id><published>2012-05-08T10:31:00.002+01:00</published><updated>2012-05-08T10:31:24.591+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Esperança 1 Austeridade 0</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo este texto no rescaldo das eleições francesas, que coincidiram num fim-de-semana em que a esquerda venceu também as locais inglesas, as regionais alemãs e foi maioritária no vulcão político grego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vitória de François Hollande não é apenas uma mudança política na quinta maior economia do mundo e na segunda maior economia da UE. Ela traduz mais um passo naquilo que cada vez mais se configura como a Maldição de Merkel.&lt;br /&gt;Todos nos recordamos do dia fatídico em que para tentar vencer uma eleição regional (que perdeu) a Chanceler quebrou a solidariedade financeira europeia e importou para a Europa a derrocada financeira do “sub-prime” americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde essa altura, caíram lideres e governos, perderam-se milhões de empregos e a Europa tornou-se um espaço de pesadelo económico e social, excepto na Alemanha, onde embora haja ainda algum crescimento e mais emprego a Chanceler continua a perder sistematicamente todas as eleições locais e regionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a vitória de Hollande, Merkel e as instituições europeias voltaram a dar prioridade discursiva ao crescimento e ao emprego. É preciso passar agora das palavras à prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande diferença com os resultados eleitorais de 6 de Maio é que o quadro político obriga a que isso aconteça. Um quadro político marcado também pelo fracasso dos resultados dos novos governos de direita de Inglaterra e da Espanha, da crise Holandesa ou da anarquia Grega. Mas um quadro político marcado também pelo estranho seguidismo de Portugal em relação à receita do Eixo Merkel - Sarkosy agora desfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto importa sublinhar a acção proactiva e determinante posta em prática pelos socialistas portugueses. Tendo sido Portugal por capricho da direita que nos governa, o primeiro País a votar no Parlamento o novo Tratado Orçamental, também foi o PS o Partido que em Portugal, em Bruxelas, em Roma e em Paris lançou o desafio do ato adicional, que Hollande incorporou no discurso e vai ser o pilar da mudança desejada duma Europa da recessão, para uma Europa do crescimento e do emprego. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ato adicional que incorpore a solidariedade financeira, a convergência fiscal e o controlo da especulação dos mercados e dê de novo á Europa o direito à esperança e o sentido humanista que impulsionou os seus fundadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-5010899599843409138?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5010899599843409138' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=5010899599843409138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5010899599843409138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5010899599843409138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5010899599843409138' title='Esperança 1 Austeridade 0'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-52106113999443512</id><published>2012-04-29T11:00:00.002+01:00</published><updated>2012-04-29T11:00:41.198+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>O Discurso do Presidente</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito já se escreveu sobre o discurso de Cavaco Silva na sessão solene do 25 de Abril e nas suas motivações potenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A enumeração exaustiva dos êxitos da governação da última década, mas com exemplos quase todos extraídos da acção do Governo anterior terá sido apenas uma forma expedita de insuflar ânimo nos portugueses? Terá somado a isso uma estratégia de reposicionamento no centro do espectro político? Incluirá uma forma hábil de não ter que comentar os erros políticos dum Governo que tem na sua génese um alto patrocínio Presidencial que foi para além do mero patrocínio institucional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas estas e mais algumas interpretações são possíveis e ainda outras se poderiam engendrar. Para a História fica um discurso proferido com um ano de atraso, mas ainda assim um discurso de reconhecimento de um trabalho meritório incentivado pelo Governo anterior e concretizado pelos portugueses no domínio do conhecimento, da tecnologia e da inovação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os factos que ilustraram o discurso devem merecer a nossa reflexão pelo seu valor facial. Há uma dimensão da nossa vida política e económica recente que é controversa e merece análise distanciada. Refiro-me à forma como foi enfrentada a crise das dívidas soberanas resultante da quebra de solidariedade no seio da zona euro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há no entanto outra dimensão que devia servir de exemplo e não ser deitada fora como tem sido pela tendência dos Governos de começar sempre tudo de novo quando ganham o poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal tem um problema de competitividade e de produtividade. No entanto, como mostrou o discurso do Presidente em muitos domínios e sectores Portugal foi (e nalguns casos ainda é) um país competitivo e reconhecido como liderante à escala global. Sendo assim, devem-se arrasar esses sectores de sucesso e transformar Portugal numa plataforma de baixos salários e produção de baixo valor acrescentado, como tem estado a ser feito? Esta opção é um erro crasso e o Presidente no seu discurso deixou isso bem implícito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que temos que fazer é posicionar cada vez mais sectores da nossa economia num patamar de sofisticação em que a localização ou o custo salarial não façam a diferença, mas em que a competição se trave pela inovação na solução e pela tecnologia incorporada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escrevi antes, haverão dezenas de possíveis interpretações do Discurso Presidencial de 25 de Abril. A interpretação parcial que aqui partilho é a mais benévola. Não a mais benévola para este ou aquele Partido ou a mais benévola para o Presidente da República, mas a mais benévola para Portugal e para o nosso Futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-52106113999443512?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=52106113999443512' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=52106113999443512' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=52106113999443512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=52106113999443512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=52106113999443512' title='O Discurso do Presidente'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-6857148607323700375</id><published>2012-04-25T17:59:00.000+01:00</published><updated>2012-04-25T17:59:24.405+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Malha Larga'/><title type='text'>Discurso 25 de Abril 2012</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intervenção do Deputado Carlos Zorrinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sessão Solene do 38º aniversário do 25 de Abril&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. Presidente da República&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sra. Presidente da Assembleia da República&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. Primeiro-ministro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sras e Srs Deputados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sras e Srs Convidados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 38 anos de Democracia, Portugal e os portugueses fizeram um progresso assinalável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa ainda jovem Democracia tem tido um percurso difícil, com obstáculos, mas tem tido um percurso de sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome do Partido Socialista, presto a minha homenagem a todos quantos, pela sua luta empenho e coragem, tornaram possível a revolução de Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saúdo também todos aqueles que com o seu esforço ajudaram a transformar Abril em mais e melhor educação, mais e melhor equidade social, mais e melhor habitação, mais e melhor saúde, mais e melhor igualdade de oportunidades, mais e maior prestígio de Portugal no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma revolução democrática é um processo contínuo, que precisa de se reinventar permanentemente para fazer face aos novos desafios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um processo contínuo que precisa de se reinventar também para estar à altura das legítimas aspirações das novas gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma revolução democrática precisa de rumo e de memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde há dez meses, em nome de uma agenda ideológica de total submissão aos mercados e aos seus interesses, o governo tem vindo a proceder à maior inversão de rumo da nossa história democrática, ignorando ao mesmo tempo a nossa memória coletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rumo do crescimento e do progresso foi invertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal deixou de crescer economicamente e de criar emprego. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os indicadores sociais, as qualificações e os repositórios de conhecimento deixaram a trajetória de aproximação à média europeia e muitos começaram mesmo a regredir, deitando por terra décadas de esforço e de empenho de muitos governos, de muitas instituições e de muitas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o primeiro governo da nossa história democrática que parece querer dispensar a memória de Abril. A memória dos valores que lhe deram fulgor. A memória do sentido forte da nossa identidade enquanto País europeu aberto ao mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o primeiro governo da nossa história que tem sido um aliado objetivo das visões extremistas que estão a corroer a Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abril é fonte de liberdade e de diversidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade não se proclama nem se impõe. A liberdade pratica-se à medida de cada um e no respeito por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade é a realização colectiva mais importante que um povo pode alcançar. É o direito ao trabalho, à auto-determinação económica, ao acesso igual à educação e à saúde, à felicidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o direito ao progresso transportado de geração para geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os maiores adversários de Abril são o saudosismo, o revivalismo ou o reviralho. A estagnação ou o alheamento. A captura ideológica ou idiossincrática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seus maiores aliados são os que não desistem de o fazer cumprir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Partido Socialista não desiste. Faremos por isso uma rutura democrática com quem baixar os braços. Com quem ousar tentar destruir numa legislatura o que levou décadas a adquirir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pugnamos por uma agenda de modernidade e de desenvolvimento sustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São de Abril as energias limpas, as indústrias criativas, a inovação tecnológica, as competências reforçadas nos sectores tradicionais, o aproveitamento dos recursos endógenos, na floresta, no mar, no turismo, a aposta nas exportações, a valorização da marca Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de Abril a ambição geoestratégica de posicionamento de Portugal como um País global e um País rede, rejeitando ser periferia ou protectorado de quem quer que seja e afirmando a identidade histórica de quem dá novos mundos ao mundo, gera novas soluções e estabelece pontes entre as culturas, as gentes e os territórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de Abril o diálogo social, a convergência entre a competitividade e a coesão. A promoção da solidariedade geracional e territorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo não tem sabido assumir a responsabilidade dos consensos políticos, dos consensos sociais e dos consensos europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem malbaratado a disponibilidade política de quem põe os interesses do País acima dos interesses partidários ou sectoriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a uma Europa solidária, competitiva e sustentável que aderimos. Esta é a nossa Europa. A Europa que desejamos é que é também ela tributária do espírito de Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por essa Europa que temos de lutar em vez de nos conformarmos a uma Europa exígua, mercantil e contabilística. É por essa Europa que lutamos quando exigimos um ato adicional ao Tratado Orçamental, focado no crescimento e no emprego. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abril é também primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primavera Europeia com o desenvolvimento duma plataforma progressista alternativa ao pensamento único que nos conduziu ao abismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primavera europeia que desejamos, volte a florir dia 6 de Maio com a vitória de François Hollande nas eleições presidenciais francesas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vitória que a ocorrer quebrará o eixo de dominação tecnocrática que tem conduzido ao empobrecimento da Europa e em particular dos Países nos quais os choques assimétricos são mais evidentes, como é o caso de Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Partido Socialista reafirma hoje, nesta celebração de grande simbolismo, que há outro caminho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com responsabilidade e cumprindo os compromissos assumidos internacionalmente, é possível um ajustamento que não seja um empobrecimento colectivo, mas que seja antes a preparação para um novo ciclo de crescimento e de emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crescimento e Emprego são aliás de novo prioridades da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, prioridade apenas no papel, mas que nós temos a obrigação de ser os primeiros a concretizar e não os últimos a aceitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outro caminho. Um caminho com as pessoas. Um caminho com confiança. Um caminho com compromisso. Um caminho com verdade. Um caminho com alegria. Um caminho com dignidade. Um caminho com esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Portas que Abril abriu, que não as fechemos nós. É a hora de continuar a fazer Abril na Europa e em Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-6857148607323700375?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6857148607323700375' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=6857148607323700375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6857148607323700375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6857148607323700375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6857148607323700375' title='Discurso 25 de Abril 2012'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-7414414089140738109</id><published>2012-04-23T18:03:00.002+01:00</published><updated>2012-04-23T18:03:41.377+01:00</updated><title type='text'>Reescrever o Mundo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reescrever o Mundo (Rewrite the World) foi o tema duma conferência internacional que juntou em Roma dias 19 e 20 de Abril representantes de Partidos Democráticos e Progressistas de todo o Globo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da conferência foi decidido institucionalizar uma plataforma parlamentar progressista visando desenvolver uma narrativa alternativa ao “pensamento único” neoliberal que tem dominado e minado o equilíbrio no desenvolvimento sustentável do mundo em que vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De boas ideias, diz o povo, que está o inferno cheio! Espero que as eleições de 6 de Maio em França sejam um impulso e não uma desilusão na mudança em curso. Reescrever o mundo é preciso e é urgente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reescrever o mundo é um desafio de criatividade. Desenganem-se os que pensam que basta apagar umas décadas de história e regressar a um passado que se fosse bom não se tinha deixado contaminar pela força dos mercados e dos individualismos egoístas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha intervenção na sessão de abertura da conferência deixei três pistas simples para reescrever o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reescrever o mundo da energia favorecendo as soluções renováveis, de proximidade e amigas do ambiente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reescrever o mundo do envelhecimento activo dando mais e melhores condições e qualidade de vida a gerações que vão viver mais e precisam de viver melhor e em melhor interacção com o resto da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente, reescrever o mundo dos negócios favorecendo as redes empreendedoras, a inovação limpa, as soluções integradas, a complementaridade global e o comércio justo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas linhas de reinvenção implicam novas tecnologias e novos modelos de organização do território e da economia. Mexem com as pessoas e geram novas oportunidades de emprego e de negócio. Geram também novas necessidades de educação para a cidadania, que é em última análise a chave da equidade social e económica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reescrever o Mundo? Já que houve a coragem de juntar tanta gente com responsabilidades e com vontade de o fazer, porque não começar já. Por linhas progressistas se possível, que de conservadorismo bacoco está o mundo farto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-7414414089140738109?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7414414089140738109' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=7414414089140738109' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7414414089140738109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7414414089140738109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7414414089140738109' title='Reescrever o Mundo'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-643042277719388234</id><published>2012-04-17T23:24:00.000+01:00</published><updated>2012-04-17T23:24:49.417+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Venham Cá Ver</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes, Pedro Passos Coelho já veio ao Alentejo desde que foi eleito? Não tenho a contabilidade registada mas foram certamente várias vezes menos do que aquelas que José Sócrates aqui veio nos últimos nove meses do seu mandato (para comparar um período temporal similar) período em que o ex - primeiro-ministro já tinha todo o desgaste da sua governação e da crise internacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Passos Coelho montou o seu escritório de contabilidade em S. Bento e poucas vezes desce ao País real. É mais fácil vê-lo e bem em viagens relâmpago a Angola ou Moçambique do que apanhá-lo numa celebração com o seu povo e no seu território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que se há alguma coisa ainda para inaugurar se deve à acção que vinha de trás e Passos Coelho tem poucas coisas positivas para partilhar com os portugueses em geral e com os alentejanos em particular, mas devia ter a humildade de escutar e de ver no terreno o impacto das medidas que toma. Acredito que se o fizesse seria menos insensível nalgumas decisões que nos flagelam todos os dias e nos corroem a qualidade de vida e a esperança no futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns consideram que a política de proximidade é propaganda. Não achei que o fosse no passado e não acho que o seja agora. Desafio por isso como alentejano e como cidadão os nossos governantes a virem mais vezes à nossa terra. Venham cá ver. Venham ouvir e sentir o que nós sentimos. Venham partilhar visões e perspectivas. Venham conhecer alegrias e desconsolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humildade democrática é um dos mais importantes valores da política. Tal como a coragem aliás. Venham cá ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-643042277719388234?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=643042277719388234' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=643042277719388234' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=643042277719388234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=643042277719388234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=643042277719388234' title='Venham Cá Ver'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-5130621710335633618</id><published>2012-04-13T22:16:00.000+01:00</published><updated>2012-04-13T22:16:54.682+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Tratado Exíguo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Assembleia da República aprovou&amp;nbsp;hoje o Tratado Orçamental. É um tratado exíguo e sem ambição, mas que Portugal tem que adoptar para manter a sua opção europeia e de pertença ao espaço monetário europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aprovação do Tratado não pode ser, ao contrário do que defende a direita conservadora europeia e portuguesa, um fim em si mesmo. Os europeus e os portugueses têm que prosseguir na luta por um Tratado Complementar que some à consolidação das contas públicas, as dimensões do emprego e do crescimento económico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro ideias fundamentais devem a meu ver orientar a adaptação do Tratado, tão mais possível quanto as eleições presidenciais francesas confirmarem a opção dos europeus por um outro caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar a democratização institucional. A Europa não pode continuar a ser governada por um directório de dois Países, Alemanha e França, sem partilha do processo de decisão pelos outros Estados Membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar a estratégia de crescimento e emprego. A Estratégia EU2020 para uma Europa Inteligente, Verde e Inclusiva ainda não passou do papel. Entre outros objectivos, ela visa uma taxa de emprego mais elevada, maior competitividade e menos pobreza. Tem que voltar a ser uma prioridade.&lt;br /&gt;Em terceiro lugar a convergência fiscal. Não é aceitável que no quadro da União a competitividade fiscal leve alguns países a situações de incapacidade competitiva. A atractividade fiscal da Holanda sobre empresas portuguesas é disso um excelente exemplo, com nocivas consequências para a nossa economia.&lt;br /&gt;Finalmente e em quarto lugar o financiamento. A solidariedade orçamental foi um dos princípios fundadores do Euro. Não pode ser de outra forma num espaço com choques assimétricos que não podem ser compensados por uma política monetária autónoma. Por isso o mutualismo no financiamento e na supervisão são decisivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis em síntese as razões porque o Tratado orçamental tem que ser um ponto de partida e não um ponto de chegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Partido Socialista tem sido um dos “pivots” europeus nesta abordagem. Eu próprio estive&amp;nbsp;esta semana&amp;nbsp; em Bruxelas numa reunião do Partido Socialista Europeu visando dinamizar este movimento e&amp;nbsp;participarei&amp;nbsp;na próxima&amp;nbsp;semana em Roma numa reunião de Lideres Parlamentares em que António José Seguro será um dos principais oradores.&lt;br /&gt;Há outra Europa à nossa espera. Lutemos por ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-5130621710335633618?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5130621710335633618' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=5130621710335633618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5130621710335633618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5130621710335633618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5130621710335633618' title='Tratado Exíguo'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-5470247649242748885</id><published>2012-04-09T12:57:00.000+01:00</published><updated>2012-04-09T12:57:58.962+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Tempo de Borrego (crónica de segunda - feira de Páscoa</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;Oxalá esteja hoje bom tempo, (está!) &amp;nbsp;para a tradição bem alentejana de se comer o borrego no campo se não perca. A crise vai levar muitos portugueses a regressar ao campo e a ver a sua terra com outro encanto. A Páscoa é um eterno recomeço e o ovo pascal que substituiu as antigas degolas, dá à comunhão fraterna um sentido de doçura, muito importante no meio da crispação do nosso quotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que o arranque desta crónica parecerá um pouco bucólico. O País não nos dá razões para calmas e o desemprego já ultrapassou os 15%, mas por vezes mesmo no meio do combate é preciso respirar fundo e olhar à volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tristeza ténue apoderou-se de nós. Não apenas dos portugueses mas em certa medida dos europeus, mesmo aqueles que pertencem a países em melhor situação económica. As nossas sociedades estão envelhecidas, casmurras, desiludidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reuni no dia em que escrevo este texto com uma delegação do Governo Argentino. Falaram-me duma taxa de crescimento de 9%, duma sociedade jovem e alegre, do contraste que sentiram ao ver o olhar distante dos portugueses com que se cruzaram nas ruas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos hoje uma América Latina Progressista e progressiva e uma Europa Conservadora e estagnada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que mesmo estagnada a Europa tem padrões de vida invejáveis (em média) face a outras regiões do globo. A diferença é que eles estão a crescer e a melhorar e nós estamos a descer e a mirrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos mesmo de parar, respirar fundo e olhar á volta. Para onde vamos? Para onde nos levam? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã lançarei em Lisboa um pequeno livro sobre a Gestão da Felicidade. É um pequeno e despretensioso olhar sobre o futuro. Sobre o futuro esperado, sobre o futuro desejado e sobre o futuro possível. Uma forma que encontrei de respirar um pouco no meio da turbulência do dia-a-dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tinha idade para ter juízo dizem-me os meus amigos! Não me conformo. Sou otimista e acredito que somos nós que fazemos acontecer. Que traçamos o destino. Que matamos o Borrego e partimos para um novo ciclo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja com esse sentido de transformação e esperança que possamos hoje partilhar o borrego no campo e olhar o futuro com os pés na terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-5470247649242748885?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5470247649242748885' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=5470247649242748885' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5470247649242748885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5470247649242748885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5470247649242748885' title='Tempo de Borrego (crónica de segunda - feira de Páscoa'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-5931412296177390642</id><published>2012-03-23T19:44:00.000Z</published><updated>2012-03-23T19:44:04.504Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Apagão (Lá se foi o TGV)</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me choca não é a incompetência e a complacência com que o Governo vai gerindo o apagão da nossa economia e da nossa classe média. O que me incomoda é a arrogância e a falta de humildade com que isso é feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias o Governo anuncia o fim de programas, projectos, medidas e iniciativas. Poderia fazê-lo apresentando escolhas alternativas, outras opções ou outros caminhos mobilizadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia até simplesmente dizer que não era capaz e não estava á altura do desafio que essas medidas e programas constituem. Não é no entanto isto que tem acontecido. O fim dos projectos e das políticas tem sido anunciado com gáudio e ar triunfalista, como se destruir por destruir tivesse algum mérito ou nos levasse a algum sítio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um governo cujo balanço de ação é constituído não pelo que fez mas pelo que interrompeu ou impediu de ser feito. Pelas estruturas de saúde que fechou, pelos programas de prevenção que descontinuou, pelas escolas que não terminou, pelas iniciativas sociais que não financiou, pelos grandes projectos que empatou até os tornar inviáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta semana o grande anúncio do Governo foi o fim da ambição de ligar Lisboa ao centro da Europa por via ferroviária de alta velocidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como bem lembrou o Edil de Elvas Rondão de Almeida, durante a campanha eleitoral Pedro Passos Coelho chegou a dizer que trocaria o TGV por empregos e melhores de condições de vida para as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveria por isso ter anunciado o fim do projeto com uma listagem exaustiva dos empregos criados pelo reinvestimento (a verdade é que serão muitos empregos destruídos e nenhuns os criados) e dos investimentos no bem-estar das pessoas feitos em alternativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pobres em Portugal estão a viver uma situação aflitiva e a destruição da rede social que a classe média sempre constitui tornará ainda mais precária a sua situação. Uma classe média moribunda dá ao Governo, um ilusório sentido de conforto. Há menos contestação nas ruas e um certo sentimento de que já nada vale a pena que vai tolhendo os entusiasmos. Mas os portugueses são um povo que não se deixa apagar da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a decisão de não fazer o TGV o País ficou mais periférico, mas o Governo mostrou por uma vez a sua verdadeira natureza. É um governo sem energia. Desistiu. Só falta, no devido tempo democrático, nós desistirmos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-5931412296177390642?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5931412296177390642' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=5931412296177390642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5931412296177390642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5931412296177390642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5931412296177390642' title='Apagão (Lá se foi o TGV)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-6927259570165979525</id><published>2012-03-18T16:45:00.000Z</published><updated>2012-03-18T16:45:48.234Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Em Defesa do Cante Alentejano</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A identidade alentejana e o carácter único da nossa região são a maior riqueza e o maior capital de que dispomos. Apoiei por isso desde a primeira hora o projecto lançado pelo então Director Regional da Cultura, José António Cabrita Nascimento, para a preparação da candidatura do Cante Alentejano a Património Imaterial da Humanidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dum hiato que correspondeu à estranha e surpreendente substituição do Director Regional da Cultura, o entusiasmo renasceu com o sucesso da candidatura vencedora do Fado e pela liderança competente do Professor Rui Vieira Nery na elaboração do dossier de candidatura do Cante Alentejano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As candidaturas a Património Imaterial da Humanidade são muito exigentes. Podem ser formuladas todos os anos, mas uma vez não aceites, têm que passar por uma travessia no deserto até nova apresentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente Rui Vieira Nery e outros responsáveis alentejanos vieram alertar para a importância de adiar por um ano a candidatura do Cante Alentejano, de forma a dar mais consistência ao projecto e evitar o risco do seu fracasso. Outros responsáveis decidiram seguir em frente e avançar com a candidatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi atentamente os argumentos dos dois lados. Penso que o mais avisado seria não correr riscos desnecessários. A candidatura este ano terá que ser formulada até 31 de Março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi também que até essa data já não é possível promover as convergências que ainda faltam para a candidatura ser o mais forte possível. Todos ganharíamos por isso se um consenso geral decidisse conjugar esforços para uma candidatura muito forte em Março de 2013. Perderíamos um ano, mas poderíamos ganhar um ou mais lustres!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que se a decisão for avançar agora, vou desejar e tudo fazer para que seja bem sucedida. Mas sabendo do risco que se corre e da imaturidade do dossier neste momento, não ficaria bem com a minha consciência sem este alerta e sem este apelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos poucos e temos algumas “minas” culturais que não podemos desperdiçar. Se um braço de ferro e uma teimosia nos levar a uma candidatura prematura e ela falhar, não temos desculpa. Por isso deixo este alerta, enquanto é tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cante Alentejano vive da alma e da sincronização das vozes e dos sentimentos. Sejamos capazes de nos sintonizarmos para vencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-6927259570165979525?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6927259570165979525' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=6927259570165979525' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6927259570165979525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6927259570165979525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=6927259570165979525' title='Em Defesa do Cante Alentejano'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-2341861546417736703</id><published>2012-03-12T17:09:00.001Z</published><updated>2012-03-12T17:10:24.247Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Pela Hora da Morte</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;É conhecida a expressão popular que se usa quando os preços estão elevados em relação aos rendimentos. Diz-se nestes casos que a vida está “pela hora da morte”! Neste texto quero falar deste tema de forma menos metafórica. &lt;br /&gt;Os indicadores disponíveis mostram que este ano o número de óbitos no primeiro trimestre subiu significativamente. O que terá acontecido? Um vírus gripal particularmente forte? O impacto dum inverno seco e favorável ao contágio? Pior qualidade das respostas e maior dificuldade de acesso aos cuidados de saúde?&lt;br /&gt;Não tenho dados para arriscar uma resposta científica. Empiricamente acredito que terá ocorrido uma conjugação de todos os fenómenos antes enunciados. O acesso aos cuidados de saúde, está mais difícil e mais caro. Mais difícil porque encolheu a rede e reduziram-se as possibilidades de uso de transportes de doentes. Mais caro porque subiram significativamente as taxas moderadoras.&lt;br /&gt;Imagine-se um idoso que ao fim da tarde numa aldeia da nossa região se sente fortemente engripado. Não tem acesso a uma resposta local de saúde. Não tem transporte gratuito. Se for à urgência mais próxima tem como certa uma taxa moderadora elevada além dos preços dos medicamentos (uma percentagem está isenta das taxas moderadoras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste quadro muitos dos doentes usarão as velhas mezinhas. Chá, mel, um analgésico e fé que o quente da cama afugente o vírus! Muitas vezes isso acontecerá, mas se não acontecer no dia seguinte o doente debilitado terá mesmo que se por a caminho do hospital mais próximo e uma vez lá chegado corre sérios riscos da sua situação recomendar o internamento.&lt;br /&gt;Uma vez internado terá dos melhores cuidados possíveis, que se há coisa de que Portugal ainda se pode orgulhar é do seu Sistema Nacional de Saúde, mas ninguém lhe retira o risco dos contágios em ambiente hospitalar.&lt;br /&gt;Se tudo correr bem, alguns dias depois voltará a casa, são e salvo. O Estado que poupara umas dezenas de euros na primeira tarde, acabará por gastar alguns milhares para remediar. Mas se remediar, tudo acaba bem!&lt;br /&gt;A verdade é que este ano menos casos foram remediados com sucesso. Morreu mais gente. Terá sido apenas o acaso e as variações epidemiológicas? Quero acreditar que sim, mas as coisas estão difíceis. É preciso um cuidado especial. O custe o que custar na saúde está na fronteira entre a vida e a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-2341861546417736703?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2341861546417736703' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=2341861546417736703' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2341861546417736703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2341861546417736703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2341861546417736703' title='Pela Hora da Morte'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-295454984379195371</id><published>2012-03-11T18:26:00.000Z</published><updated>2012-03-11T20:44:21.073Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Desgoverno</title><content type='html'>Todos sabemos que entre as m&amp;uacute;ltiplas dificuldades que afligem a nossa sociedade neste final de inverno e in&amp;iacute;cio de primavera, est&amp;atilde;o a dupla falta de liquidez. Choveu pouco e as terras est&amp;atilde;o ressequidas, as culturas em grande risco e os gados a precisar de suplementos onerosos para os agricultores. Ao mesmo tempo o sistema banc&amp;aacute;rio n&amp;atilde;o alimenta a economia com cr&amp;eacute;dito e os sistemas de pagamentos entravam e contaminam empresas e iniciativas rent&amp;aacute;veis, criadoras de emprego e decisivas para a sobreviv&amp;ecirc;ncia da nossa economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seca nos campos e a falta de liquidez nos Bancos deviam ser duas das principais &amp;aacute;reas de actua&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Governo. Logo por azar (escolha errada) s&amp;atilde;o &amp;aacute;reas que est&amp;atilde;o atribu&amp;iacute;das e essa inven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Pedro Passos Coelho que s&amp;atilde;o os Super &amp;ndash; Minist&amp;eacute;rios! T&amp;atilde;o grandes t&amp;atilde;o grandes que quando uma noticia entra a porta e chega &amp;agrave; secret&amp;aacute;ria do decisor j&amp;aacute; passou muitas vezes o tempo &amp;uacute;til da resposta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reac&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; seca, depois da profiss&amp;atilde;o de f&amp;eacute; de Assun&amp;ccedil;&amp;atilde;o Cristas e de terem ca&amp;iacute;do algumas gotas at&amp;eacute; ao momento em que escrevo este texto, deve estar agora entregue a um grupo de trabalho estrat&amp;eacute;gico que permita que as centenas de depend&amp;ecirc;ncias do Super &amp;ndash; Minist&amp;eacute;rio conversem umas com as outras e concluam como se devem organizar para criar um grupo operacional que desenhe uma resposta para a Ministra ponderar antes da decis&amp;atilde;o do Conselho de Ministros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J&amp;aacute; para os lados da Horta Seca (Minist&amp;eacute;rio da Economia e do Emprego) a estrat&amp;eacute;gia parece ser outra. Enquanto o Ministro n&amp;atilde;o sabe para que lado se voltar, os colegas de governo com mais poder pol&amp;iacute;tico v&amp;atilde;o-no aliviando de algumas pastas. Paulo Portas levou a internacionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as exporta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e as empresas inovadoras. Miguel Relvas avocou o emprego dos jovens e as qualifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, Moedas capturou o planeamento e os objectivos macroecon&amp;oacute;micos e Gaspar p&amp;ocirc;s em sossego junto dele os fundos estruturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda esta novela &amp;eacute; interessante de se contar. Dela resulta, estou certo, uma cr&amp;oacute;nica viva e motivadora. Mas &amp;eacute; uma novela triste, porque &amp;eacute; uma novela que deixa para os pr&amp;oacute;ximos cap&amp;iacute;tulos ainda mais desemprego, recess&amp;atilde;o e incapacidade de mobilizar os portugueses para um tempo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos vir&amp;atilde;o em que a democracia permitir&amp;aacute; mudar o gui&amp;atilde;o, o guionista, os cen&amp;aacute;rios e os actores principais. Mas por enquanto, &amp;eacute; a coliga&amp;ccedil;&amp;atilde;o PSD/CDS a dona do filme. Que se organizem. &amp;Eacute; o m&amp;iacute;nimo que em nome pessoal e dos meus leitores de tantos anos lhes posso pedir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-295454984379195371?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=295454984379195371' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=295454984379195371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=295454984379195371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=295454984379195371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=295454984379195371' title='Desgoverno'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-5322418471392892336</id><published>2012-03-03T23:08:00.001Z</published><updated>2012-03-11T18:48:01.807Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Malha Larga'/><title type='text'>Passos – Embaixador da Troika?</title><content type='html'>Passos Coelho mant&amp;ecirc;m-se firme como Embaixador da troika em Portugal ao afirmar que o Pa&amp;iacute;s n&amp;atilde;o precisa de mais tempo nem mais dinheiro para atingir os objectivos de consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o da d&amp;iacute;vida. Ao mesmo tempo o seu valete das finan&amp;ccedil;as garante que o ajustamento ser&amp;aacute; um sucesso. E o governo em un&amp;iacute;ssono afirma que isso acontecer&amp;aacute;, custe o que custar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se &amp;eacute; verdade que Portugal tem que ajustar os seus desequil&amp;iacute;brios macroecon&amp;oacute;micos, o pre&amp;ccedil;o do ajustamento &amp;eacute; uma vari&amp;aacute;vel chave. Ajustar em que ponto? Qual a quebra do Produto Interno Bruto que estamos dispostos a aceitar? Qual o desemprego que podemos e aceitamos suportar? Que percentagem do tecido produtivo podemos e queremos destruir? Que garantias temos de recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o futura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros meses de execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Plano de Ajustamento comprovam que o excesso de zelo do Governo portugu&amp;ecirc;s tem sido desastroso, agravando todos os indicadores econ&amp;oacute;micos e sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um excesso de zelo, que embora nos mantenha no caminho do cumprimento financeiro do Memorando, nos fez ir mais al&amp;eacute;m no desemprego e na destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de riqueza, estagnou a economia e nos isolou no plano europeu. Em resultado das escolhas feitas, temos hoje um Pa&amp;iacute;s parado e um Governo isolado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo fez uma escolha ideol&amp;oacute;gica leg&amp;iacute;tima mas falhada. A realidade tem demonstrado que o Estado ex&amp;iacute;guo &amp;eacute; uma m&amp;aacute; alternativa ao Estado eficiente e que na terra queimada pela austeridade cega n&amp;atilde;o florescem novos neg&amp;oacute;cios nem oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez tamb&amp;eacute;m uma escolha diplom&amp;aacute;tica subserviente e arriscada. N&amp;atilde;o se juntou aos 12 governos da sua fam&amp;iacute;lia pol&amp;iacute;tica que exigiram um plano europeu para o crescimento. Preferiu ficar como aliado dilecto de Merkel. N&amp;atilde;o percebeu que para o actual governo Alem&amp;atilde;o, Portugal &amp;eacute; um aliado &amp;uacute;til mas descart&amp;aacute;vel quando conveniente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Partido Socialista e Ant&amp;oacute;nio Jos&amp;eacute; Seguro respeitam o acordo estabelecido com as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es internacionais mas n&amp;atilde;o se assumem como seus representantes. Antes pelo contr&amp;aacute;rio, defendemos junto delas os interesses nacionais, de forma consistente e com sentido de responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defendemos que a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do contexto internacional recomenda o alargamento do prazo para Portugal ajustar o deficit, sugerimos formas de aumentar o potencial do sector banc&amp;aacute;rio poder voltar a financiar as ind&amp;uacute;strias exportadoras e que substituem importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, propusemos uma despesa fiscal inteligente criadora de emprego e mostr&amp;aacute;mos como isso &amp;eacute; compat&amp;iacute;vel com os compromissos estabelecidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Partido Socialista &amp;eacute; hoje o grande defensor dos interesses nacionais (e duma outra vis&amp;atilde;o de Europa) junto da troika. Falar com a troika e com Passos Coelho s&amp;oacute; n&amp;atilde;o &amp;eacute; a mesma coisa porque o segundo &amp;eacute; mais radical e inflex&amp;iacute;vel nas pol&amp;iacute;ticas de flagela&amp;ccedil;&amp;atilde;o das empresas e das fam&amp;iacute;lias portuguesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A troika faz com qualidade e profissionalismo o seu papel. Como consultores de alto n&amp;iacute;vel precisavam de encontrar um governo forte, com vis&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gica e ideias claras sobre as op&amp;ccedil;&amp;otilde;es a tomar. N&amp;atilde;o encontrou. Temos um governo desistente, sem rumo, apenas ancorado numa f&amp;eacute; ideol&amp;oacute;gica cada vez menos compat&amp;iacute;vel com a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compete ao PS denunciar e compensar com a sua legitimidade relativa, as insufici&amp;ecirc;ncias de quem nos Governa. Cumprimos a nossa miss&amp;atilde;o mas o governo n&amp;atilde;o cumpriu a sua. Portugal precisa de um Primeiro-ministro. A troika n&amp;atilde;o. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-5322418471392892336?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5322418471392892336' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=5322418471392892336' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5322418471392892336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5322418471392892336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5322418471392892336' title='Passos – Embaixador da Troika?'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-3734035788222461480</id><published>2012-02-26T23:51:00.000Z</published><updated>2012-03-11T18:32:41.161Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Pelas Pessoas!</title><content type='html'>Tenho tido a oportunidade de integrar, pelas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es que desempenho no Grupo Parlamentar do PS, as delega&amp;ccedil;&amp;otilde;es do meu Partido que reuniram com a Troika. N&amp;atilde;o posso nem quero revelar pormenores do que ocorreu nessas reuni&amp;otilde;es &amp;agrave; porta fechada. As propostas do PS s&amp;atilde;o p&amp;uacute;blicas e as respostas das entidades internacionais cabe-lhe a elas divulg&amp;aacute;-las se assim o entenderem. No entanto essas experi&amp;ecirc;ncias condicionam a minha percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o da realidade e a minha interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos factos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou convencido que quando a Troika fala em racionalizar servi&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos est&amp;aacute; a falar em mais efici&amp;ecirc;ncia na sua gest&amp;atilde;o e disponibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e n&amp;atilde;o em cortes cegos na oferta que s&amp;oacute; aparentemente e numa primeira face correspondem a poupan&amp;ccedil;as sustentadas para a economia e para a sociedade como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sabemos que com as novas tecnologias &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel reduzir custos em muitos servi&amp;ccedil;os e que tamb&amp;eacute;m existe espa&amp;ccedil;o para melhorar a gest&amp;atilde;o dos recursos dispon&amp;iacute;veis. Esta perspectiva n&amp;atilde;o se confunde com solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es f&amp;aacute;ceis de fecho de servi&amp;ccedil;os, que aliada &amp;agrave;s dificuldades de desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de muitos utentes, colocam em causa os direitos constitucionais na igualdade de acesso aos servi&amp;ccedil;os de interesse geral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PS e o seu Secret&amp;aacute;rio-geral t&amp;ecirc;m vindo a desenvolver um roteiro de defesa do interior. Essa defesa do interior &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m um roteiro de racionalidade e intelig&amp;ecirc;ncia na gest&amp;atilde;o do territ&amp;oacute;rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sentido e que poupan&amp;ccedil;a real decorre do fecho de tribunais j&amp;aacute; constru&amp;iacute;dos e onde se podem deslocar os magistrados para garantir justi&amp;ccedil;a de proximidade? Que sentido e que poupan&amp;ccedil;a resulta da extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o de freguesias rurais cuja sede &amp;eacute; muitas vezes a loja do cidad&amp;atilde;o do seu territ&amp;oacute;rio. Que sentido e que racionalidade justificam o encerramento de centros e extens&amp;otilde;es de sa&amp;uacute;de onde os profissionais se podem deslocar para prestar servi&amp;ccedil;os que de outra forma obrigam a onerosas desloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos utentes? Que sentido e que racionalidade emerge da asfixia dos servi&amp;ccedil;os mutualistas de transportes que substituem a aus&amp;ecirc;ncia de transportes colectivos em muitas zonas do nosso Pa&amp;iacute;s. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser a gest&amp;atilde;o da justi&amp;ccedil;a ser mais eficiente? Pode. Pode a gest&amp;atilde;o da sa&amp;uacute;de ser mais eficaz? Pode. Pode a gest&amp;atilde;o do territ&amp;oacute;rio ser racionalizada. Pode. Pode o acesso dos cidad&amp;atilde;os aos servi&amp;ccedil;os ser melhor gerido? Pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significa tudo isto fechar servi&amp;ccedil;os e instala&amp;ccedil;&amp;otilde;es a eito? Claro que n&amp;atilde;o. Pol&amp;iacute;tica sem vis&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gica e considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelas pessoas n&amp;atilde;o &amp;eacute; pol&amp;iacute;tica digna de ser posta em pr&amp;aacute;tica. &amp;Eacute; um facilitismo insens&amp;iacute;vel e que nada resolve de estrutural. Apenas serve para agradar &amp;aacute; troika. Ou talvez nem isso, porque n&amp;atilde;o &amp;eacute; bem isso que eu acho que a troika quer!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-3734035788222461480?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3734035788222461480' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=3734035788222461480' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3734035788222461480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3734035788222461480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=3734035788222461480' title='Pelas Pessoas!'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-1918701395962984447</id><published>2012-02-24T09:40:00.000Z</published><updated>2012-03-11T20:44:19.004Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Malha Larga'/><title type='text'>Escolhas Erradas (Texto publicado no @publico de 24/02)</title><content type='html'>A pol&amp;iacute;tica &amp;eacute; a arte da escolha. O governo portugu&amp;ecirc;s tem feito escolhas erradas na abordagem da crise econ&amp;oacute;mica e social que afecta o Pa&amp;iacute;s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Uni&amp;atilde;o Europeia tem sido a grande perdedora da crise financeira global. Este insucesso da economia europeia tem duas ra&amp;iacute;zes. Uma raiz ideol&amp;oacute;gica e uma raiz metodol&amp;oacute;gica. Do ponto de vista ideol&amp;oacute;gico, a cren&amp;ccedil;a de que o Estado ex&amp;iacute;guo &amp;eacute; o terreno mais favor&amp;aacute;vel ao crescimento e ao emprego tem-se revelado desastrosa. Do ponto de vista metodol&amp;oacute;gico a abordagem inter-governamental tem criado um terreno f&amp;eacute;rtil aos nacionalismos, enfraquecendo a capacidade de resposta aos novos desafios da economia global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal tem um governo ideologicamente complacente e que escolheu a irrelev&amp;acirc;ncia ao ser o disc&amp;iacute;pulo dilecto do direct&amp;oacute;rio Franco-Alem&amp;atilde;o. Para o Grupo de 12 pa&amp;iacute;ses que lan&amp;ccedil;ou o &amp;ldquo;Plano para o Crescimento da Europa&amp;rdquo; o Governo Portugu&amp;ecirc;s &amp;ldquo;n&amp;atilde;o est&amp;aacute; sintonizado com o crescimento e o emprego&amp;rdquo;. Esta percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; assassina para o nosso futuro. Como pode um Pa&amp;iacute;s em que a taxa de desemprego atingiu 14% e 35% dos jovens, n&amp;atilde;o estar sintonizado com o crescimento e o emprego? Como pode um governo nestas circunst&amp;acirc;ncias preferir a sintonia cega com a austeridade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o Manifesto que &amp;ldquo;os bancos e n&amp;atilde;o os contribuintes devem ser respons&amp;aacute;veis pelos riscos que correm&amp;rdquo;. O Manifesto exorta tamb&amp;eacute;m a Europa a desenvolver o mercado &amp;uacute;nico digital at&amp;eacute; 2015. &amp;Eacute; caso para perguntar onde est&amp;aacute; a Agenda Digital 2015 aprovada em 2011 e que traduzia para Portugal a Agenda digital europeia? Em que Minist&amp;eacute;rio e em que gaveta est&amp;atilde;o as medidas de efici&amp;ecirc;ncia para a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica e acesso para os cidad&amp;atilde;os nela contidas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em que Minist&amp;eacute;rio e em que gaveta est&amp;atilde;o os programas de incentivo &amp;agrave; efici&amp;ecirc;ncia energ&amp;eacute;tica tamb&amp;eacute;m aprovados e que permitiriam se aplicados, criar emprego, reduzir custos e importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e dinamizar fortemente a ind&amp;uacute;stria nacional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Manifesto dos 12 n&amp;atilde;o tem nem podia ter uma vis&amp;atilde;o de esquerda moderna. A maioria dos governos europeus &amp;eacute; gerida por coliga&amp;ccedil;&amp;otilde;es de direita. Mas &amp;eacute; um manifesto que olha a Europa e as suas pol&amp;iacute;ticas como parte da solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Nem isso, o nosso governo consegue ou quer fazer. O Pa&amp;iacute;s est&amp;aacute; parado e o nosso Governo est&amp;aacute; isolado. Eis o resultado das op&amp;ccedil;&amp;otilde;es erradas que tem vindo a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com responsabilidade e sentido de Estado o PS voltou a defender os interesses de Portugal e da Europa na reuni&amp;atilde;o com a troika. Demonstr&amp;aacute;mos como a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es internacionais tornam racional o alargamento de um ano no prazo de para a consolida&amp;ccedil;&amp;atilde;o do deficit p&amp;uacute;blico. Propusemos que a verba de recapitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da banca n&amp;atilde;o usada para esse fim seja utilizada para alavancar o cr&amp;eacute;dito &amp;agrave;s empresas exportadoras e &amp;agrave;s empresas que substituem importa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Defendemos uma despesa fiscal inteligente com incentivos que ajudem a crescer, a criar empregos e a diminuir a d&amp;iacute;vida p&amp;uacute;blica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos um governo de bra&amp;ccedil;os ca&amp;iacute;dos, amarrado ao direct&amp;oacute;rio europeu e dependente dos seus humores. Um governo desistente. Temos que exigir determina&amp;ccedil;&amp;atilde;o e lucidez nas escolhas pol&amp;iacute;ticas do Governo portugu&amp;ecirc;s. &amp;Eacute; o futuro do nosso Pa&amp;iacute;s que est&amp;aacute; em jogo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-1918701395962984447?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1918701395962984447' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=1918701395962984447' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1918701395962984447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1918701395962984447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=1918701395962984447' title='Escolhas Erradas (Texto publicado no @publico de 24/02)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-266653413760144714</id><published>2012-02-19T11:25:00.000Z</published><updated>2012-03-11T18:32:40.019Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Malha Larga'/><title type='text'>Tempo da Laranja (Boas vindas às novas elites dirigentes regionais)</title><content type='html'>Por decis&amp;atilde;o democr&amp;aacute;tica dos eleitores chegou ao nosso Distrito o tempo da laranja. Ap&amp;oacute;s alguns meses para enraizar o novo poder, as principais institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es desconcentradas t&amp;ecirc;m agora gestores nomeados pela coliga&amp;ccedil;&amp;atilde;o no poder, escolhidos de entre os seus dirigentes regionais ou arrematados nas fronteiras dos que se encobrem como t&amp;eacute;cnicos para poder desempenhar fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es que s&amp;atilde;o e devem ser essencialmente pol&amp;iacute;ticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudan&amp;ccedil;a ocorrida &amp;eacute; leg&amp;iacute;tima. Sa&amp;uacute;do os novos respons&amp;aacute;veis e desejo-lhes os maiores sucessos pessoais e profissionais. Desejo tamb&amp;eacute;m que possam fazer valer os interesses da nossa terra no permanente confronto com o centralismo pol&amp;iacute;tico a que estar&amp;atilde;o sujeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coliga&amp;ccedil;&amp;atilde;o PSD/CDS venceu com maioria absoluta as elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es legislativas. No Alentejo no entanto a maioria dos votos expressos reca&amp;iacute;ram no PS, mesmo no quadro de grande desgaste nacional do Partido ap&amp;oacute;s uma governa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dif&amp;iacute;cil e exigente. Isto significa que os alentejanos souberam reconhecer quem sempre lutou por eles e pelas suas causas, mesmo sabendo o ex&amp;iacute;guo peso pol&amp;iacute;tico da regi&amp;atilde;o no c&amp;ocirc;mputo nacional. No m&amp;iacute;nimo esperam o mesmo de quem agora t&amp;ecirc;m a miss&amp;atilde;o de substituir a rosa pela laranja e pelos seus aliados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o me compete dar conselhos a quem agora assume o poder desconcentrado na regi&amp;atilde;o. Compete-me apenas desejar que sejam fortes e capazes de mostrar que o Alentejo vale muito mais que o seu peso demogr&amp;aacute;fico, econ&amp;oacute;mico e eleitoral. &amp;Eacute; uma terra de futuro e de diferen&amp;ccedil;a e que tem que ser respeitada como tal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicidades. Que a Laranja seja doce ou amarga, &amp;aacute;cida ou sumarenta, gra&amp;uacute;da ou enfezada. Que seja o que tiver que ser e como o povo quis que fosse, mas que seja uma Laranja alentejana!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-266653413760144714?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=266653413760144714' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=266653413760144714' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=266653413760144714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=266653413760144714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=266653413760144714' title='Tempo da Laranja (Boas vindas às novas elites dirigentes regionais)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-273603220026532665</id><published>2012-02-15T19:29:00.000Z</published><updated>2012-03-11T18:47:55.743Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Malha Larga'/><title type='text'>Cidadãos do Mundo (artigo publicado na revista Frontline de Fevereiro)</title><content type='html'>Os portugueses s&amp;atilde;o por natureza cidad&amp;atilde;os do mundo. Temos esp&amp;iacute;rito de aventura e de descoberta. Gostamos de viajar, de conhecer outros territ&amp;oacute;rios e outros povos e de fazer de cada s&amp;iacute;tio a nossa terra e o nosso espa&amp;ccedil;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da nossa hist&amp;oacute;ria a di&amp;aacute;spora portuguesa sempre foi forte e pujante. Um pequeno Pa&amp;iacute;s do extremo oeste do continente europeu espalhou a sua marca e a sua cultura por todo o globo. Fernando Pessoa traduziu com particular mestria esta nossa dimens&amp;atilde;o global e esta nossa diferente forma de ser e de pensar, dizendo que a &amp;ldquo;nossa p&amp;aacute;tria &amp;eacute; a l&amp;iacute;ngua portuguesa&amp;rdquo;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os prim&amp;oacute;rdios at&amp;eacute; aos nossos dias existiram sempre raz&amp;otilde;es econ&amp;oacute;micas a impulsionar o nosso esp&amp;iacute;rito aventureiro, al&amp;eacute;m de raz&amp;otilde;es de f&amp;eacute; ou de identidade.&lt;br /&gt;Portugal sempre foi e ainda &amp;eacute; um territ&amp;oacute;rio pequeno para a ambi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os sonhos do seu povo. Portugal foi assim acontecendo ao longo da hist&amp;oacute;ria nas sete partidas do mundo. Mais recentemente muitos dos nossos jovens, apoiados em programas nacionais ou internacionais de interc&amp;acirc;mbio viveram experi&amp;ecirc;ncias de trabalho l&amp;aacute; fora. Alguns voltaram mais confiantes e cosmopolitas. Outros tornaram-se mais um peda&amp;ccedil;o de Portugal fora do ret&amp;acirc;ngulo f&amp;iacute;sico da Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta vis&amp;atilde;o id&amp;iacute;lica do povo viajante tem tamb&amp;eacute;m o outro lado da moeda. Nalguns per&amp;iacute;odos da nossa hist&amp;oacute;ria governos sem estrat&amp;eacute;gia nem projecto para o Pa&amp;iacute;s usaram a capacidade cosmopolita e a abertura &amp;agrave; diferen&amp;ccedil;a dos portugueses para suprir as suas insufici&amp;ecirc;ncias e as suas incapacidades de governa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo mais recente, no s&amp;eacute;culo XX o Estado Novo n&amp;atilde;o s&amp;oacute; incentivou a emigra&amp;ccedil;&amp;atilde;o em massa como sobreviveu em grande parte devido &amp;agrave;s remessas dos emigrantes. Ao mesmo tempo, exportando as nossas gentes para a ind&amp;uacute;stria e os servi&amp;ccedil;os l&amp;aacute; fora, pode manter o atavio interno e asfixiar a sociedade portuguesa num fechamento ideol&amp;oacute;gico e econ&amp;oacute;mico cuja factura ainda estamos hoje a pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O actual governo parece querer seguir na mesma peugada. Desistir duma agenda de crescimento e emprego interna e aconselhar os portugueses a emigrar. &amp;Eacute; um erro pol&amp;iacute;tico, econ&amp;oacute;mico e social colossal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os portugueses s&amp;atilde;o cidad&amp;atilde;os do mundo mas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o carne para canh&amp;atilde;o. &amp;Eacute; um Portugal forte que d&amp;aacute; for&amp;ccedil;a a vis&amp;atilde;o aberta e cosmopolita da nossa presen&amp;ccedil;a no mundo. Doutra forma seremos vagabundos do desnorte pol&amp;iacute;tico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-273603220026532665?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=273603220026532665' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=273603220026532665' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=273603220026532665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=273603220026532665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=273603220026532665' title='Cidadãos do Mundo (artigo publicado na revista Frontline de Fevereiro)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-5252563051813995046</id><published>2012-02-13T12:15:00.001Z</published><updated>2012-03-11T18:32:38.851Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Pedro (Passos Coelho) e o Lobo</title><content type='html'>Aproxima-se a ter&amp;ccedil;a-feira de Carnaval. Pedro mandou que se trabalhasse em vez de permitir a tradicional toler&amp;acirc;ncia de ponto. Alguns de n&amp;oacute;s, funcion&amp;aacute;rios p&amp;uacute;blicos, vamos trabalhar. A maioria vai desautorizar Pedro. A economia vai amargar pela quebra do neg&amp;oacute;cio esperado nesta quadra. Quando Pedro gritar de novo, j&amp;aacute; ningu&amp;eacute;m vai acreditar que o Lobo mau est&amp;aacute; a chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal precisa de trabalhar mais e melhor. Isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma quest&amp;atilde;o de horas ou de normas. &amp;Eacute; uma quest&amp;atilde;o de mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de vontade. De m&amp;eacute;todos e de escolhas estrat&amp;eacute;gicas. De mercados e de produtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que o Primeiro &amp;ndash; Ministro se preocupou com a imagem que poderemos dar em plena visita da Troika. Preferiu assim disfar&amp;ccedil;ar. &amp;Eacute; um erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Troika tem que construir connosco uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o adequada &amp;agrave;s nossas caracter&amp;iacute;sticas e identidade e n&amp;atilde;o uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o copiada de economias e realidades que nada t&amp;ecirc;m a ver com a nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vis&amp;atilde;o quantitativa associada &amp;agrave; supress&amp;atilde;o de feriados e toler&amp;acirc;ncias &amp;eacute; uma fal&amp;aacute;cia. Somos dos povos europeus que mais horas trabalham e dos que menos produzem. A solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o est&amp;aacute; assim na quantidade e no sal&amp;aacute;rio, mas nas qualifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es e no valor acrescentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos ser cidad&amp;atilde;os cumpridores. Os que tiverem que trabalhar&amp;nbsp; (como eu) devem trabalhar o melhor que puderem nas circunst&amp;acirc;ncias em que o v&amp;atilde;o fazer e os outros devem aproveitar o Carnaval sem nenhum complexo de culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute;&amp;nbsp;no Carnacval&amp;nbsp;que se joga o futuro da na&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;Eacute; j&amp;aacute; agora e em cada minuto da nossa vida. Temos que confiar na nossa matriz de povo cosmopolita, forte, capaz de vencer as adversidades quando se inscreve na solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o e quando se decide a combater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro insiste em dar-nos raz&amp;otilde;es para desistir. Apelo a que n&amp;atilde;o lhe fa&amp;ccedil;amos a vontade. Somos capazes de fazer melhor, de criar novos conceitos, novos produtos e novas rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Sobrevivemos a oito s&amp;eacute;culos de desafios e dificuldades. Muitos lobos foram trespassados pela espada do nosso querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este Pedro, se continuar a ignorar a for&amp;ccedil;a e capacidade do seu povo n&amp;atilde;o far&amp;aacute; hist&amp;oacute;ria, a n&amp;atilde;o ser nos relatos do Carnaval ou nos comp&amp;ecirc;ndios sobre o decl&amp;iacute;nio e o desastre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos sem &amp;ldquo;rei nem roque&amp;rdquo;. N&amp;atilde;o podemos deixar que fa&amp;ccedil;am de n&amp;oacute;s os bobos da corte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-5252563051813995046?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5252563051813995046' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=5252563051813995046' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5252563051813995046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5252563051813995046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5252563051813995046' title='Pedro (Passos Coelho) e o Lobo'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-7877306789418598493</id><published>2012-02-06T16:59:00.000Z</published><updated>2012-02-06T20:55:22.871Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>A Política dos 3 (E) - Apagão nas Qualificações</title><content type='html'>Portugal acordou na manh&amp;atilde; de 25 de Abril de 1974 para uma nova etapa da sua hist&amp;oacute;ria, sob o signo da designada pol&amp;iacute;tica dos 3 D (s) &amp;ndash; Democratizar, Desenvolver, Descolonizar. Hoje a pol&amp;iacute;tica prevalecente deu um passo no abeced&amp;aacute;rio. &amp;Eacute; a pol&amp;iacute;tica dos 3 E (s) &amp;ndash; Empobrecer, Entravar, Encerrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo marcante desta nova realidade &amp;eacute; a designada reavalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Iniciativa Novas Oportunidades. Esta iniciativa, lan&amp;ccedil;ada em 2006, mobilizou 1,2 milh&amp;otilde;es de portugueses, dos quais cerca de um ter&amp;ccedil;o viram certificadas e valorizadas as compet&amp;ecirc;ncias adquiridas na vida activa e no processo de qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o positiva em termos globais do programa &amp;eacute; inquestion&amp;aacute;vel. A elevada procura levou &amp;agrave; abertura de quase 500 Centros de Novas Oportunidades (CNO) em todo o Pa&amp;iacute;s, criando novas din&amp;acirc;micas de aprendizagem e valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do saber em todo o territ&amp;oacute;rio nacional. A Comiss&amp;atilde;o Europeia colocou Portugal, a par da Finl&amp;acirc;ndia, Fran&amp;ccedil;a, Noruega e Holanda como um dos 5 Pa&amp;iacute;ses com um melhor sistema de valida&amp;ccedil;&amp;atilde;o de aprendizagens formais e informais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aplicando a pol&amp;iacute;tica dos 3 E (s) o Governo em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es decidiu &amp;ldquo;reavaliar&amp;rdquo; a medida. Nenhum resultado da reavalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; ainda conhecido mas entretanto cerca de um ter&amp;ccedil;o dos CNO j&amp;aacute; foram encerrados. As qualifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es em Portugal est&amp;atilde;o a ser v&amp;iacute;timas do maior apag&amp;atilde;o de que h&amp;aacute; mem&amp;oacute;ria na Democracia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &amp;Eacute;vora n&amp;atilde;o ficou um &amp;uacute;nico Centro de Novas Oportunidades para amostra. No Distrito sobrevivem apenas os CNO de Arraiolos, Alc&amp;aacute;&amp;ccedil;ovas e Vendas Novas. Os centros que sobrevivem s&amp;atilde;o financeiramente asfixiados e milhares de formadores engrossam a lista do desemprego qualificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diagn&amp;oacute;stico das necessidades competitivas de Portugal sempre colocou a falta de qualifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es e compet&amp;ecirc;ncias da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o activa como um dos principais entraves ao desenvolvimento do Pa&amp;iacute;s. Mudar esta realidade implica um esfor&amp;ccedil;o estrutural e continuado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pol&amp;iacute;tica de solavancos em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ciclo pol&amp;iacute;tico leva ao desperd&amp;iacute;cio brutal de recursos e de resultados. O caso da Iniciativa Novas Oportunidades junta-se a outros programas de sucesso que est&amp;atilde;o paralisados &amp;agrave; espera de sucessor. O Simplex ou o Plano Tecnol&amp;oacute;gico s&amp;atilde;o dois exemplos bem ilustrativos desta pr&amp;aacute;tica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo substituiu a pol&amp;iacute;tica dos 3 D (s) pela nova pol&amp;iacute;tica dos 3 E (s). Mas incluiu um D novo para compensar. O D de Desist&amp;ecirc;ncia. Desist&amp;ecirc;ncia de Portugal e dos portugueses. Desist&amp;ecirc;ncia do futuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-7877306789418598493?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7877306789418598493' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=7877306789418598493' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7877306789418598493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7877306789418598493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=7877306789418598493' title='A Política dos 3 (E) - Apagão nas Qualificações'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-8718952670488396886</id><published>2012-01-28T16:33:00.000Z</published><updated>2012-02-06T20:55:22.145Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>A Solução Cultural (Homenagem a Guimarães - Capital Europeia da Cultura)</title><content type='html'>Precisamos hoje mais do que nunca de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es. As solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es num tempo de complexidade dificilmente s&amp;atilde;o &amp;ldquo;balas de prata&amp;rdquo; providenciais e sebasti&amp;acirc;nicas. S&amp;atilde;o antes um agregado coerente de escolhas mobilizadoras e capazes de fazer a diferen&amp;ccedil;a num mundo global cada vez mais competitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos debates mais interessantes dos &amp;uacute;ltimos anos tem sido travado em torno da cultura como motor econ&amp;oacute;mico e competitivo. Estudos recentes mostram que as ind&amp;uacute;strias criativas bem geridas podem ser fort&amp;iacute;ssimas fontes de emprego e de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de riqueza. A Uni&amp;atilde;o Europeia calculou o peso potencial das ind&amp;uacute;strias criativas no Produto Interno Bruto (PIB) como estando acima dos 5%. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem toda esta reflex&amp;atilde;o a prop&amp;oacute;sito do &amp;ecirc;xito assinal&amp;aacute;vel que tem sido a Guimar&amp;atilde;es &amp;ndash; Capital Europeia da Cultura, evidenciando como &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel e positivo o confluir duma dimens&amp;atilde;o de elevada participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o local com o car&amp;aacute;cter cosmopolita da programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e oferecer eventos culturais de elevada qualidade mas capazes de captar p&amp;uacute;blicos heterog&amp;eacute;neos e significativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O &amp;ecirc;xito da Guimar&amp;atilde;es &amp;ndash; Capital Europeia da Cultura constitui um desafio a muitas outras cidades e vilas portuguesas e aos nossos criadores culturais. Num tempo em que o motor dos subs&amp;iacute;dios tem evidente falta de pot&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; preciso encontrar modelos que tornem sustent&amp;aacute;veis as apostas criativas atrav&amp;eacute;s da atrac&amp;ccedil;&amp;atilde;o de p&amp;uacute;blicos e da valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica e social das ofertas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J&amp;aacute; reflecti neste espa&amp;ccedil;o sobre a import&amp;acirc;ncia para os Pa&amp;iacute;ses e para os territ&amp;oacute;rios de terem para al&amp;eacute;m duma classe m&amp;eacute;dia econ&amp;oacute;mica forte, tamb&amp;eacute;m uma classe m&amp;eacute;dia cultural activa e pujante. Os factos mostram que estes dois segmentos muitas vezes n&amp;atilde;o coincidem. Em Portugal, mesmo com uma classe m&amp;eacute;dia econ&amp;oacute;mica em queda, ela &amp;eacute; ainda mais numerosa que a classe m&amp;eacute;dia cultural. Noutros Pa&amp;iacute;ses a l&amp;oacute;gica &amp;eacute; inversa (o exemplo dos Pa&amp;iacute;ses B&amp;aacute;lticos &amp;eacute; para mim o mais marcante). &lt;br /&gt;O desafio para n&amp;oacute;s &amp;eacute; claro. A aposta numa cultura formadora e atractiva para os novos p&amp;uacute;blicos pode ajudar a criar emprego e riqueza e ser uma parte da solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a crise econ&amp;oacute;mica e social que atravessamos. Guimar&amp;atilde;es &amp;ndash; Capital Europeia da cultura mostrou que &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta cabe a todas as outras cidades e vilas com elevado potencial hist&amp;oacute;rico e cultural, muitas delas situadas no esplendoroso territ&amp;oacute;rio &amp;ldquo;cultural&amp;rdquo; do Sul, com &amp;Eacute;vora &amp;ndash; Cidade Patrim&amp;oacute;nio da Humanidade como refer&amp;ecirc;ncia incontorn&amp;aacute;vel.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-8718952670488396886?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8718952670488396886' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=8718952670488396886' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8718952670488396886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8718952670488396886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8718952670488396886' title='A Solução Cultural (Homenagem a Guimarães - Capital Europeia da Cultura)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-2256332004860531416</id><published>2012-01-23T13:03:00.000Z</published><updated>2012-02-06T20:55:21.339Z</updated><title type='text'>Acordo Desafinado (O maestro falhou)</title><content type='html'>Nos momentos de crise profunda, as respostas poss&amp;iacute;veis s&amp;atilde;o sempre respostas pol&amp;iacute;ticas. Portugal precisa mais do que nunca de boas respostas pol&amp;iacute;ticas. De boas respostas pol&amp;iacute;ticas dos Partidos do Governo e dos Partidos de poder actualmente na oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J&amp;aacute; aqui escrevi v&amp;aacute;rias vezes que a governa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o tem estado &amp;agrave; altura do desafio. A dicotomia entre a m&amp;aacute; governa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a avidez pela ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado &amp;eacute; evidente e explosiva. Sublinho por contraponto a forma como o PS tem feito oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o usando uma regra de ouro &amp;ndash; n&amp;atilde;o propor nem aprovar nada que n&amp;atilde;o pudesse concretizar se fosse governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A credibilidade pol&amp;iacute;tica, sem demagogia e com elevada proximidade &amp;eacute; uma resposta &amp;agrave; altura dos desafios dos nossos tempos. Pode n&amp;atilde;o exaltar as multid&amp;otilde;es ou saciar os estados de alma, mas consolida as op&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o duma alternativa respons&amp;aacute;vel para Portugal. &lt;br /&gt;Foi essa atitude que mais uma vez prevaleceu na aprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Acordo de Concerta&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social. O acordo era importante e ajuda Portugal no plano externo, mas est&amp;aacute; longe de ser um bom acordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma orquestra desafina a culpa pode ser da qualidade dos m&amp;uacute;sicos, mas normalmente a maior responsabilidade &amp;eacute; do Maestro. O acordo de concerta&amp;ccedil;&amp;atilde;o social assinado na passada semana &amp;eacute; um acordo necess&amp;aacute;rio mas desafinado. Uma desafina&amp;ccedil;&amp;atilde;o que resulta do enviesamento do maestro e da sua falta de ambi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo nunca deu mostras de saber o que queria deste acordo de concerta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Coerente s&amp;oacute; mesmo a partitura em que ignorou o crescimento, o emprego e a qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivemos eventuais redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de taxas sociais &amp;uacute;nicas, bancos de horas em v&amp;aacute;rios formatos, aumento de hor&amp;aacute;rio de trabalho, modeliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de f&amp;eacute;rias e feriados. Tudo foi atirado para o caldeir&amp;atilde;o sem nexo nem coer&amp;ecirc;ncia estrat&amp;eacute;gica. O cozinhado final s&amp;oacute; por milagre podia ser bom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente temos um acordo. Um mau acordo. Um acordo que garante um empobrecimento consentido do Pa&amp;iacute;s mas um acordo necess&amp;aacute;rio. Viva portanto o acordo. Mas vamos ter que ser capazes de, como sociedade e como Pa&amp;iacute;s, ir muito para al&amp;eacute;m deste acordo na agenda para o crescimento, a qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o emprego, se quisermos estar &amp;agrave; altura dos desafios que enfrentamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-2256332004860531416?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2256332004860531416' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=2256332004860531416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2256332004860531416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2256332004860531416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=2256332004860531416' title='Acordo Desafinado (O maestro falhou)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-215808320686597134</id><published>2012-01-14T17:13:00.000Z</published><updated>2012-02-06T20:55:20.576Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>A força da Academia (A Universidade como espaço de resistência)</title><content type='html'>No inicio dos anos oitenta tive o grato privil&amp;eacute;gio de ter sido coordenador da direc&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Estudantes da Universidade de &amp;Eacute;vora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram tempos dif&amp;iacute;ceis, em que num governo da AD (Alian&amp;ccedil;a Democr&amp;aacute;tica) um conjunto de jovens estudantes com uma matriz pluripartid&amp;aacute;ria se juntaram para defender a sua Universidade, reinstalada pelo Governo Pintassilgo (E pelo eborense Manuel Pantoja Nazareth) contra ventos e mar&amp;eacute;s, depois de em 1973 Veiga Sim&amp;atilde;o ter criado o Instituto Universit&amp;aacute;rio de &amp;Eacute;vora e de a seguir ao 25 de Abril esse Instituto se ter fundido com o prestigiado Instituto de Ci&amp;ecirc;ncias Econ&amp;oacute;micas e Sociais de &amp;Eacute;vora, gerido pela Ordem dos Jesu&amp;iacute;tas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo estas mem&amp;oacute;rias depois de ler no Di&amp;aacute;rio do Sul uma interessante entrevista com o novo Presidente da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Acad&amp;eacute;mica da Universidade de &amp;Eacute;vora, Paulo Figueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o pude por quest&amp;otilde;es de agenda estar na posse da nova equipa dirigente da Academia de &amp;Eacute;vora mas as palavras do seu novo l&amp;iacute;der pareceram-me de grande equil&amp;iacute;brio e sensatez, eivadas de pragmatismo e exig&amp;ecirc;ncia de rigor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos tempos em que liderei a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Estudantes da Universidade de &amp;Eacute;vora a unidade era a quest&amp;atilde;o decisiva. Por isso o slogan da ent&amp;atilde;o lista E era o sintom&amp;aacute;tico &amp;ldquo;Vontade Pr&amp;oacute;pria, Meta Comum&amp;rdquo;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, Paulo Figueira diz na sua entrevista ambicionar &amp;ldquo;marcar o pensamento&amp;rdquo; ou seja dar sentido profundo ao conceito de vanguarda e de esperan&amp;ccedil;a que a universidade n&amp;atilde;o pode deixar de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &amp;uacute;ltimo debate or&amp;ccedil;amental bati-me com algum sucesso relativo pela preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da autonomia universit&amp;aacute;ria. Fico contente como ex-aluno e actual docente da Universidade de &amp;Eacute;vora sempre que a minha Universidade d&amp;aacute; passos em frente na sua rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a Ci&amp;ecirc;ncia, como o Conhecimento e com a Comunidade. Tenho particular esperan&amp;ccedil;a no sucesso do P&amp;oacute;lo de Ci&amp;ecirc;ncia e Tecnologia cuja sociedade gestora foi recentemente constitu&amp;iacute;da.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Universidades s&amp;atilde;o um basti&amp;atilde;o do progresso e do futuro. A aprendizagem faz-se nas aulas mas tamb&amp;eacute;m na viv&amp;ecirc;ncia c&amp;iacute;vica que d&amp;aacute; for&amp;ccedil;a &amp;agrave; economia e &amp;agrave; sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;Eacute; com orgulho que tenho visto os meus filhos envolverem-se na vida acad&amp;eacute;mica das Universidades em que Estudam. O meu filho em particular &amp;eacute; actualmente Vice-Presidente da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Acad&amp;eacute;mica da Faculdade de Ci&amp;ecirc;ncias Humanas e Sociais da Universidade Nova de Lisboa. A for&amp;ccedil;a da academia &amp;eacute; uma esperan&amp;ccedil;a para a for&amp;ccedil;a do Pa&amp;iacute;s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem o Di&amp;aacute;rio do Sul o h&amp;aacute;bito de fazer grandes entrevistas a personalidades com impacto na regi&amp;atilde;o. Em boa hora entrevistou tamb&amp;eacute;m o Presidente da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Acad&amp;eacute;mica da Universidade de &amp;Eacute;vora. &amp;Eacute; um sinal de boa leitura dos sinais dos tempos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-215808320686597134?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=215808320686597134' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=215808320686597134' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=215808320686597134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=215808320686597134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=215808320686597134' title='A força da Academia (A Universidade como espaço de resistência)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-8829863074687476761</id><published>2012-01-06T19:20:00.000Z</published><updated>2012-02-06T20:55:19.723Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Camões e Pessoa (sobre o encerramento da Livraria Camões)</title><content type='html'>Fernando pessoa afirmou que &amp;ldquo;a nossa P&amp;aacute;tria &amp;eacute; a L&amp;iacute;ngua Portuguesa&amp;rdquo; dando sentido maior a uma realidade secular de afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o portuguesa, n&amp;atilde;o apenas como um territ&amp;oacute;rio f&amp;iacute;sico mas sobretudo como um &amp;ldquo;territ&amp;oacute;rio&amp;rdquo; cultural, pol&amp;iacute;tico e diplom&amp;aacute;tico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi esta identidade que nos afirmou como plataforma multicultural e multicontinental e nos permitiu sobreviver s&amp;eacute;culos, sendo geograficamente uma pequena periferia europeia entalada entre Espanha e o mar, mas sendo ao mesmo tempo cultural e politicamente uma rede de gentes e s&amp;iacute;tios ligados por &amp;ldquo;uma estranha forma de vida&amp;rdquo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A centralidade cultural de Portugal &amp;eacute; a base para uma centralidade econ&amp;oacute;mica que constitui a &amp;uacute;nica solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o vi&amp;aacute;vel para a nossa competitividade no novo mundo global. De forma mais ou menos justificada todos os portugueses percebem isto e confiam que o caminho que nos trouxe do passado at&amp;eacute; hoje nos levar&amp;aacute; para um futuro digno e relevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso Governo contudo d&amp;aacute; mais ouvidos &amp;agrave; &amp;ldquo;troika&amp;rdquo; do que a Pessoa. Prefere Merkel ao grande poeta da Mensagem e por isso tira a Livraria Cam&amp;otilde;es do Mapa apagando um marco forte da nossa identidade geopol&amp;iacute;tica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Livraria Cam&amp;otilde;es situa-se no Rio de Janeiro, &amp;eacute; propriedade da Imprensa Nacional &amp;ndash; Casa da Moeda e funciona como um padr&amp;atilde;o de refer&amp;ecirc;ncia para a divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da literatura portuguesa no Brasil em Geral e na capital carioca em particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os dados dispon&amp;iacute;veis o peso do custo com a Livraria Cam&amp;otilde;es no Or&amp;ccedil;amento da Imprensa Nacional &amp;ndash; Casa da Moeda &amp;eacute; irrelevante. A Empresa est&amp;aacute; financeiramente s&amp;oacute;lida e poderia dar mesmo dar outra projec&amp;ccedil;&amp;atilde;o e racionalidade econ&amp;oacute;mica ao investimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o foi essa a decis&amp;atilde;o conhecida do Governo Portugu&amp;ecirc;s. Um dia depois de Paulo Portas ter assumido &amp;ldquo;de facto&amp;rdquo; a condu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da economia portuguesa e de ter dado relevo ao importante papel da diplomacia, foi conhecida a decis&amp;atilde;o do encerramento da Livraria Cam&amp;otilde;es, contrariando Pessoa e toda a sua sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;Eacute; caso para dizer que temos um governo &amp;agrave; deriva no plano estrat&amp;eacute;gico, desalinhado no verso e frouxo na rima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Livraria Cam&amp;otilde;es n&amp;atilde;o pode fechar em consequ&amp;ecirc;ncia da mediocridade na vis&amp;atilde;o e na ambi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal n&amp;atilde;o &amp;eacute; um ap&amp;ecirc;ndice da Uni&amp;atilde;o Europeia. &amp;Eacute; uma escora estrutural duma nova globaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o sustent&amp;aacute;vel, em que a Europa ser&amp;aacute; t&amp;atilde;o mais forte quanto mais Portugal conseguir ser o Pa&amp;iacute;s cosmopolita e aberto que sempre foi, quando teve sucesso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-8829863074687476761?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8829863074687476761' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=8829863074687476761' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8829863074687476761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8829863074687476761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=8829863074687476761' title='Camões e Pessoa (sobre o encerramento da Livraria Camões)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-5816507841509537683</id><published>2012-01-01T15:46:00.000Z</published><updated>2012-02-06T20:55:18.820Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Diário do Sul'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Visto do Alentejo'/><title type='text'>Empobrecimento Activo</title><content type='html'>Uma estrat&amp;eacute;gia econ&amp;oacute;mica &amp;eacute; aquilo que parece ser, mesmo que seja habilmente disfar&amp;ccedil;ada sob a ideia de aus&amp;ecirc;ncia de estrat&amp;eacute;gia. &amp;Eacute; hoje evidente que o apag&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gico e operacional de &amp;Aacute;lvaro e do seu Minist&amp;eacute;rio n&amp;atilde;o &amp;eacute; um acaso, mas parte bem urdida de uma pol&amp;iacute;tica de eros&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica e social do Pa&amp;iacute;s. Com uma forte matriz ideol&amp;oacute;gica.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Enquanto os portugueses procuram alguma luz na escurid&amp;atilde;o dum Minist&amp;eacute;rio da Economia enredado em si pr&amp;oacute;prio, as Finan&amp;ccedil;as v&amp;atilde;o impondo uma agenda brutal de empobrecimento activo que combina o desinvestimento nas qualifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es e nas compet&amp;ecirc;ncias e o posicionamento num patamar competitivo de baixos sal&amp;aacute;rios.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Penso que esta escolha &amp;eacute; um erro de enormes consequ&amp;ecirc;ncias e que vai para al&amp;eacute;m da normal dicotomia de perspectivas ideol&amp;oacute;gicas que d&amp;aacute; sentido &amp;agrave; sociedade livre e democr&amp;aacute;tica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;De facto, em democracia e em particular nas chamadas democracias ocidentais, &amp;eacute; salutar que haja um consenso alargado sobre a forma de criar riqueza e diferentes vis&amp;otilde;es sobre a forma de a distribuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal neste momento estamos a quebrar o consenso base. O consenso sobre a ambi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dum Portugal competitivo e posicionado na fronteira tecnol&amp;oacute;gica em sectores decisivos da nova economia.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Que outra interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o se pode dar de facto &amp;agrave; desist&amp;ecirc;ncia e ao desinvestimento do governo na educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de que &amp;eacute; marcante exemplo o programa Novas Oportunidades, aliada &amp;agrave; imposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de medidas de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do custo do trabalho a qualquer pre&amp;ccedil;o e fora da concerta&amp;ccedil;&amp;atilde;o social?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importa ali&amp;aacute;s fazer uma pergunta simples para compreender melhor o caminho para onde nos est&amp;atilde;o a levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Nos &amp;uacute;ltimos meses foram poucas as boas not&amp;iacute;cias para a nossa economia, mas algumas ocorreram. A Embraer alargou o &amp;acirc;mbito do seu investimento na ind&amp;uacute;stria aeron&amp;aacute;utica, a TGC investiu na componente de energias renov&amp;aacute;veis da EDP, surgiram novos projectos industriais no dom&amp;iacute;nio dos Aerogeradores e do Solar e alguns investimentos na ind&amp;uacute;stria autom&amp;oacute;vel foram refor&amp;ccedil;ados (com a triste excep&amp;ccedil;&amp;atilde;o do investimento em Baterias el&amp;eacute;ctricas da Renault / Nissan).&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Qual destes investimentos foi determinado pelo custo da m&amp;atilde;o-de-obra em Portugal? E qual deles teria sido poss&amp;iacute;vel sem a boa qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e sem as compet&amp;ecirc;ncias dos nossos trabalhadores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum obviamente. O que vamos conseguindo s&amp;atilde;o consequ&amp;ecirc;ncias das apostas estruturais feitas nas &amp;uacute;ltimas d&amp;eacute;cadas. O empobrecimento activo ficar&amp;aacute; na nossa hist&amp;oacute;ria como um intervalo de flagela&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem racional econ&amp;oacute;mico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-5816507841509537683?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5816507841509537683' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=5816507841509537683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5816507841509537683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5816507841509537683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5816507841509537683' title='Empobrecimento Activo'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6505947886170807635.post-5331267930088776225</id><published>2011-12-26T18:34:00.000Z</published><updated>2012-02-06T20:55:17.950Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Malha Larga'/><title type='text'>Estados Unidos da Europa (artigo publicado originalmente na revista Frontline)</title><content type='html'>O mundo est&amp;aacute; a mudar. A Europa tamb&amp;eacute;m e aos solavancos. A afli&amp;ccedil;&amp;atilde;o gera modelos de governa&amp;ccedil;&amp;atilde;o at&amp;iacute;picos com Lideres Tecnocratas mandatados para governar sem legitimidade directa do voto a Gr&amp;eacute;cia e It&amp;aacute;lia e com os Ministros das Finan&amp;ccedil;as a capturarem os governos na generalidade dos pa&amp;iacute;ses da zona Euro (de tal forma que o avisado M&amp;aacute;rio Monti decidiu acumular o seu magist&amp;eacute;rio de coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o do governo com a pasta das finan&amp;ccedil;as). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas din&amp;acirc;micas s&amp;oacute; podem ser consideradas normais porque a anormalidade tomou conta de tudo. Escrever uma cr&amp;oacute;nica sobre actualidade com duas semanas de anteced&amp;ecirc;ncia, como &amp;eacute; o caso desta, &amp;eacute; arriscar v&amp;ecirc;-la publicada como um subs&amp;iacute;dio para a hist&amp;oacute;ria do processo de mudan&amp;ccedil;a. Mas ainda assim &amp;eacute; um risco que vale a pena correr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Europa est&amp;aacute; no meio da ponte. H&amp;aacute; quem diga que com o ataque concertado dos mercados a atingir o centro da Europa esse ponto interm&amp;eacute;dio j&amp;aacute; foi mesmo ultrapassado e o risco sist&amp;eacute;mico de implos&amp;atilde;o se aproxima de par&amp;acirc;metros muito elevados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hist&amp;oacute;ria recente da Europa tem muitos exemplos de situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que gangrenaram e que deflagraram em terr&amp;iacute;veis conflitos por aus&amp;ecirc;ncia de decis&amp;atilde;o atempada, mas tamb&amp;eacute;m relatos de momentos de lucidez nos momentos cr&amp;iacute;ticos em que crises que pareciam inevit&amp;aacute;veis se resolveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;H&amp;aacute; sinais que a dimens&amp;atilde;o da crise est&amp;aacute; a despertar algumas consci&amp;ecirc;ncias mais empedernidas. Os Estados Unidos da Europa, fundados numa Uni&amp;atilde;o Pol&amp;iacute;tica, Econ&amp;oacute;mica e Financeira com flexibilidade, geometria vari&amp;aacute;vel e respeito pela diversidade dos povos e das na&amp;ccedil;&amp;otilde;es europeias, deixaram de ser uma Utopia e passaram a ser a melhor solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os Pa&amp;iacute;ses da Uni&amp;atilde;o Europeia e para o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o se constr&amp;oacute;i uma Uni&amp;atilde;o Pol&amp;iacute;tica, Econ&amp;oacute;mica e Financeira por passe de m&amp;aacute;gica. Muitos s&amp;atilde;o os passos a dar. O que importa &amp;eacute; marcar o rumo e concertar fortemente o objectivo comum. Os sinais de urg&amp;ecirc;ncia na emiss&amp;atilde;o comum de d&amp;iacute;vida, na elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o directa de um presidente Europeu ou na atribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao BCE dum papel acrescido, s&amp;atilde;o pequenos passos que se forem dados tornar&amp;atilde;o irrevers&amp;iacute;vel o sentido da caminhada e afastar&amp;atilde;o as nuvens negras que amea&amp;ccedil;am os pa&amp;iacute;ses europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dos sinais que antes enunciei come&amp;ccedil;am a ser partilhados por altos respons&amp;aacute;veis de pa&amp;iacute;ses chave como a Alemanha e por altos respons&amp;aacute;veis da Comiss&amp;atilde;o Europeia. Incompreensivelmente os Governantes Portugueses, comandando um Pa&amp;iacute;s que tudo tem a ganhar com o avan&amp;ccedil;o federalista na Europa, est&amp;atilde;o acantonados num nicho ideol&amp;oacute;gico de resist&amp;ecirc;ncia, que s&amp;oacute; n&amp;atilde;o &amp;eacute; tr&amp;aacute;gico porque os torna irrelevantes para o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estados Unidos da Europa. &amp;Eacute; uma Utopia? Talvez seja &amp;hellip;mas o sonho comanda a vida, e do outro lado da barricada s&amp;oacute; o pesadelo tem espa&amp;ccedil;o. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6505947886170807635-5331267930088776225?l=carloszorrinho.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5331267930088776225' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6505947886170807635&amp;postID=5331267930088776225' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5331267930088776225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5331267930088776225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.fazeracontecer.net/index.php?id=5331267930088776225' title='Estados Unidos da Europa (artigo publicado originalmente na revista Frontline)'/><author><name>Carlos Zorrinho</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05203857335318280772</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.loghound.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
