Nas Asas de um KC-390

António Costa assinou em Évora dia 22 de agosto os contratos de aquisição de cinco aviões de transporte tático e logístico KC – 390 que serão produzidos pela Embraer e que visam substituir os Hércules C-130 que cumpriam essa missão na Força Aérea portuguesa desde 1977. A encomenda agora formalizada ascende a 827 milhões de Euros e o seu fornecimento vai envolver as duas fábricas da empresa sediadas em ÉvoraEstas duas unidades de produção são um dos pilares estruturantes da fileira aeronáutica em Portugal, que já representa mais de 1% da criação de riqueza e 3,3% das exportações nacionais
A instalação das duas unidades fabris da Embraer em Évora, uma especializada em estruturas metálicas e outra em materiais compósitos resultou de um complexo processo de captação e validação de investimento com o envolvimento de múltiplas entidades nacionais, regionais e locais e envolveu um investimento global de 148 milhões de Euros.
Na cerimónia de lançamento dos projetos, que ocorreu em julho de 2009 foram estabelecidas metas de concretização, que com as necessárias adaptações e algumas mudanças de estruturas acionistas pelo meio, têm vindo a ser paulatinamente cumpridas, criando emprego, atraindo novos negócios para a região e para o País, disseminando competências e colocando Évora e o Alentejo na fronteira tecnológica no domínio das indústrias aeronáutica e aeroespacial.
Acompanhei o investimento da Embraer em Portugal e em particular o investimento nas duas fábricas antes referidas desde o momento em que foi preciso conquistá-lo para Portugal, em competição com muitos outros países interessados, até à fase em que os atores regionais e locais tiveram a capacidade de fazer de Évora a localização mais competitiva no território nacional
A partir dessa altura, pelas funções de representação política que me foram confiadas e por interesse académico e científico, fui continuando a acompanharas etapas de construção, de criação de competências e de desenvolvimento de produtos. 
Como em todos os grandes projetos nem tudo têm sido facilidades e conheço as críticas que muitos fazem a algumas das políticas e opções da empresa. No entanto,cada vez que pelos ares do planeta, em missões de logística, transporte ou salvamento, realizando missões operacionais, táticas ou estratégicas de âmbito civil ou militar, voar um KC-390 ou outra aeronave com componentes produzidos no nosso Alentejo, será um pouco também do conhecimento, do esforço e do saber das gentes da nossa terra que estará a voar na rota de um futuro melhor.  

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