Saúde Democrática

Como cabeça lista da candidatura vencedora nas últimas eleições legislativas no círculo de Évora, nada me pode dar mais satisfação do que verificar que progressivamente o programa que animou essa candidatura e que mereceu o sufrágio e o mandato dos eleitores vai sendo cumprido.

O mais recente e significativo passo nesse sentido foi o lançamento no passado dia 31 de Outubro do concurso internacional para a construção do novo Hospital Central do Espírito Santo, em Évora. Trata-se dum investimento estruturante, que mobilizará mais de 100 milhões de Euros de investimento público (considerando as infraestruturas asseguradas pela Autarquia de Évora no âmbito do programa regional de desenvolvimento) e que dá bem a ideia da dupla aposta que o governo está a fazer no nosso Distrito.

Uma aposta na melhor qualidade dos serviços prestados aos cidadãos e também uma aposta na atractividade do território para os investimentos de elevada qualidade e valor acrescentado.
Nos últimos anos foram dados passos importantes na melhoria da qualidade dos cuidados de saúde na região. Exemplo disso foi a abertura do Hospital do Patrocínio, a inauguração de novos Centros de Saúde, o reforço da rede de Cuidados Continuados, a Intervenção Precoce e a criação de Unidades de Saúde Familiares. Novas infraestruturas estão em conclusão e serão disponibilizadas em breve para o serviço das populações.

A construção em Évora dum Hospital Central de substituição é uma grande aposta na modernidade, permitirá ganhos de eficiência relevantes e melhores prestações de saúde para as populações, potenciando em simultâneo outros investimentos nos domínios do turismo, da logística, da aeronáutica e dos serviços, para os quais a existência dum hospital de referência de elevada qualidade é uma condição determinante.

O Novo Hospital será construído com investimento público decorrente da optimização da gestão patrimonial por parte do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE). Este importante facto demonstra como a evolução do HESE para Entidade Pública Empresarial (EPE) reforçou simultaneamente o Sistema Nacional de Saúde e o Serviço Nacional de Saúde, ao contrário de algumas análises precipitadas feitas quando essa decisão foi anunciada.

Com uma parceria forte entre o poder central, o poder local e os profissionais de saúde, Évora, o Distrito e o Alentejo passarão a dispor a partir de 2013 dum Hospital fortemente diferenciado. A grande maioria dos cidadãos com necessidade de cuidados especializados deixará de ter que ser deslocados para Lisboa para terem acesso a respostas adequadas. Com isso ficará melhor a saúde dos alentejanos, mas também a saúde da democracia. Cada vez que uma promessa se cumpre é a confiança entre representantes e representados que sai reforçada. Este é mais um bom exemplo.
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