Uma nova Missão

Dia 26 de setembro fui eleito pelos meus pares Presidente da Delegação do Parlamento Europeu à Assembleia Parlamentar Paritária ACP-UE. A Assembleia paritária engloba78 parlamentares europeus e 78 parlamentares dos 78 países de África, Caraíbas e Pacífico que a integram. Como presidente da delegação da UE serei também copresidente da referida Assembleia.  

Tenho a oportunidade e a honra de ser o primeiro presidente da Delegação, criada em 1985, proveniente do sul da Europa, sucedendo a Louis Michel, ex-Primeiro-ministro da Bélgica e ex-Comissário que presidiu à delegação no último decénio, bem como a outras grandes personalidades da política europeia.

Assumirei esta missão com humildade e sentido de responsabilidade. O meu mandato de 5 anos coincidirá, numa das suas fases, com o período em que decorrerá, no primeiro semestre de 2021, a presidência portuguesa da UE, que terá a parceria com África como prioridade. O cumprimento das metas da agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável e o lançamento da agenda de cooperação e desenvolvimento pós-Cotonu entre a UE e os países ACP serão linhas mestres do trabalho a realizar.

Estou profundamente empenhado que Delegação Parlamentar ACP/UE dê um contributo forte para o reforço de uma parceria entre iguais, que promova o desenvolvimento sustentável num quadro de defesa dos direitos humanos, do Estado de direito e do respeito entre os povos. 

Num momento de grande turbulência geoestratégica e enormes desafios no quadro das alterações climáticas, das desigualdades e da pobreza e em que a cooperação ativa em domínios como a saúde, a educação ou comércio são determinantes para uma resposta humanista ás crises humanitárias e aos fluxos de imigração ilegal, o papel das redes interparlamentares pode e deve ser valorizado. Acredito que a afirmação da União Europeia, quer através do seu reforço interno, quer através da sua projeção externa, se faz pondo em prática parcerias que reflitam os seus valores fundamentais.

Os egoísmos nacionalistas e os discursos populistas vão cavando divisões que ameaçam a humanidade e promovem o autoritarismo e as desigualdades. A nova missão que me foi atribiída não me afastará de outras que são prioridades no meu trabalho parlamentar, como a transição energética e a transição digital ao serviço dos cidadãos, mas dará ainda mais sentido ao mandato que as portuguesas e os portugueses me outorgaram.

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