Casa à Vista ( FINAL)

Hoje é Domingo e o Visto da Casa chega ao fim, através da publicação dum efémero e singular Casa à Vista. Até sempre e obrigado a todos os que deram sentido a esta partilha. Desde que comecei a publicarestas reflexões diárias, em 16 de março, já passaram 9 Domingos e 62 dias. Chegou o momento de parar.

 Já sinto saudades, mas como diz o povo, o que é demais é fastio.

A partir de amanhã, todos os que não tiverem indicações ou constrangimentos em contrário, devem voltar à rua, respeitando as regras estabelecidas.  Entre a casa e a rua, temos que passar a ver o mundo da rua, mantendo a casa à vistaÉ para onde vou.

Poder terminar agora este diário é um excelente sinal do progresso que todos conseguimos. Oxalá não tenha razões para retomar porque seria um péssimo sinal.

Quando em 15 de março percebi que não poderia voltar tão depressa a Bruxelas e a Estrasburgo e que tinha o dever ético e moral de me confinar e restringir ao teletrabalho, tive a intuição que passar a partilharum diário de confinamento, era uma forma de cumprir a minha missão de informação e interação com os meus amigos e todos aqueles que confiam em mim para os representarValeu a pena.

Escrever todos os dias o Visto de Casa nem sempre foi fácil, mas foi sempre um exercício muito gratificante, porque senti sempre que não o escrevia sozinho.

Agradeço profundamente aos que caminharam comigo. Ajudámo-nos mutuamente. As palavras que escrevi só me responsabilizam a mim, mas não teriam sido escritas como foram, se não sentisse que as estava a escrever convosco e para vocês

Neste e noutros espaços, estarei sempre perto de quem gosta de estar perto de mim. 
Até sempre, com muitas felicidades, muita força e muita saúde para todos.  

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