Viver 2014



 

Estamos a chegar ao fim de mais um ano. Um ano difícil para a maioria dos portugueses e um ano que termina sem que as expetativas de mudança para o ano que aí vem possam ser sustentadamente optimistas.

 

 No plano político só as eleições europeias estão agendadas e não obstante serem de enorme importância, não serão suficientes por si só para inverter o declive de empobrecimento em que a nossa sociedade foi colocada pelo governo em funções.

 

Neste contexto há um apelo que não posso deixar de fazer aos meus leitores. Um apelo a que mais do que desejos, se comprometam com ações nesta transição de ano. Que cada passa de uva deglutida ao tocar do sino não traduza um pedido mas um decisão. Ou que pelo menos meia dúzia dessas passas de desejo e compromisso sejam meia dúzia de decisões de participação na mudança que o País precisa e que começa em cada um de nós.

 

Cada um de nós vota diariamente quando participa activa ou passivamente na vida da sua comunidade. Esse voto tem que ser determinante para tornar claro a quem decide que não aceitamos mais a humilhação a que temos sido sujeitos por quem nos governa com a legitimação do voto popular e ao mesmo tempo com a submissão aos desígnios dos mercados especulativos.   

 

O futuro é incerto excepto quando somos nós a desenhá-lo. As instituições democráticas emanam das pessoas. Eles somos nós. Somos nós que os escolhemos e somos nós que em cada momento nos pronunciamos sobre o seu desempenho.

 

Temos o direito e o dever da indignação, mas temos sobretudo o direito e o dever e o direito da ação. Não da ação violenta ou subversiva mas da ação mobilizadora e clarividente para ser parte da alternativa e da mudança.

 

Portugal precisa de um novo rumo. O Partido Socialista como grande Partido da oposição é também o principal garante da alternativa.

 

Sublinho alternativa e não alternância e ao sublinhar alternativa deixo como ilustração um desafio de participação na convenção que vai consolidar essa alternativa. Uma convenção aberta a todas e a todos e à distância de um clique e de uma inscrição em www.novorumoparaportugal.pt. Apelo à participação nesta ou noutras acções de outras forças políticas ou movimentos sociais.

 

José Gil identificou com particular lucidez o nosso “medo de existir” e tendência para a “não inscrição” ou seja para reservarmos um lugar na bancada da crítica em vez de entrar no campo onde as coisas se jogam. Mas essa opção já não é válida. Temos que ir a jogo. Em 2014, viver é preciso.

 

PS: o final do ano costuma-se eleger a Personalidade do Ano. Há muito tempo que não tinha tanta certeza em fazer a minha escolha. Francisco, o Papa. Que ele nos inspire a todos.

 

 

 

 

 

 

 

 

      
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