EMBRAER

Num momento de grande crise internacional, Évora e Alentejo foram notícia pelo arranque da construção da primeira fábrica da EMBRAER no recentemente inaugurado parque industrial aeronáutico da cidade. Uma segunda fábrica está já contratualizada com o Estado português e mais 3 fábricas complementares manifestaram interesse de se instalarem no parque. A própria EMBRAER reservou direito de opção para um terceiro lote e anunciou que a partir de Évora, além de construir componentes altamente sofisticados de novos aviões, vai também prestar apoio à frota de jactos executivos que já tem vendidos e os que vier a vender proximamente no mercado europeu.

Foi também anunciada já para o próximo ano a criação em Évora duma escola de ensino técnico em articulação com a Universidade e o Instituto de Emprego para formar os 570 trabalhadores directos da fábricas e os milhares que serão necessários para os serviços de apoio e para as indústrias complementares.

Estas notícias são excelentes para a nossa cidade e para a nossa região. A eficácia e a eficiência com que os serviços da Câmara Municipal de Évora e outros serviços públicos e entidades privadas envolvidas responderam às necessidades da EMBRAER fizeram a diferença e amarraram um investimento fundamental num tempo de dificuldades económicas para a economia global e para a aviação civil em particular.

A confiança manifestada pelo Presidente da EMBRAER na estratégia do governo português para o desenvolvimento da competitividade do País e para o desenvolvimento integrado do Alentejo, foi uma das pedras de toque da cerimónia de arranque dum investimento que numa primeira fase ascende a 148 milhões de Euros.

A instalação das fábricas da EMBRAER teve alguns pressupostos. A capacidade de resposta do actual executivo municipal e o compromisso do Governo com o desenvolvimento do Alentejo foram decisivos para a escolha e um retrocesso nesses pressupostos pode colocar em risco este importante investimento. Isso constitui mais uma razão, e muitas outras existem, para não permitirmos que ninguém rasgue em Setembro e em Outubro os compromissos de desenvolvimento económico e social assumidos com o Alentejo, e que estão na base da escolha dos investidores que aqui decidiram apostar, não apenas na aeronáutica, mas também no turismo, na logística e nas energias renováveis.

PS: No momento em que escrevo esta crónica ainda não são conhecidos os candidatos à Assembleia da República do PSD pelos Distritos do Alentejo e isso talvez justifique a ausência de ideias e propostas. Mas mesmo sem candidatos, existem estruturas regionais que podem dizes se concordam com a travagem do futuro proposta pela líder do Partido ou se propõem investimentos e escolhas alternativas. O silêncio do PSD nacional, regional e distrital, mesmo que táctico, é ensurdecedor e traduz uma “campanha branca” nas ideias e nas propostas. Sai uma ideia sff? Debater propostas é bem mais edificante do que ficar “amagado” á espera que o adversário se espalhe nas dificuldades! Todos temos obrigação de não deixar “espalhar” o futuro da nossa terra!
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