Chave Tripla




Num momento em que tudo parece correr mal na nossa economia importa ser simples e pragmático na análise dos erros e das omissões e na identificação das soluções e dos caminhos alternativos.


Não é fácil jogar com chave tripla no meio da incerteza, mas a verdade é que a tripla é a única chave que nos pode dar algumas garantias de resultados e de recompensa do esforço e do sacrifício que vai exigindo aos portugueses.


A chave tripla que proponho para o nosso futuro comum conjuga 3 opções fortes. A opção pela primeira divisão europeia e pela manutenção na zona Euro. A opção pela diferenciação fazendo de Portugal um Pais de referência na inovação limpa, na economia verde e na autonomia energética e a opção pelo posicionamento desenvolvendo o nosso potencial de país rede, ponte geopolítica e geoeconómica e plataforma logística e de serviços à escala global.


Esta tripla não funciona como as triplas da bola em que excepto se o jogo for interrompido (e mesmo assim os regulamentos resolvem parte dos casos) há sempre um resultado válido e único e dois resultados que não se verificam. Aqui para que Portugal vença têm que se verificar os 3 resultados.

Sem uma pertença de pleno direito à Zona Euro de pouco nos vale a diferenciação e o posicionamento (como se pode ver pelas dificuldades de atracão de investimento enquanto pairar a mais leve das dúvidas). Da mesma forma será pífia e insustentável a solidez monetária sem diferenciação e sem posicionamento, e estas duas últimas opções são tão mais fortes quanto mais operarem em conjunto.


Ficar na zona Euro enquanto ela durar é um desígnio nacional que justifica muitos sacrifícios. Não basta subir a montanha. É preciso saber para que é que a queremos subir e como nos vamos manter lá.


Durante 6 anos tive o privilégio de coordenar a Estratégia de Lisboa e o Plano Tecnológico e desenvolver milhares de contactos internacionais com investidores ou clientes potenciais do nosso País. Sempre lhe tentei mostrar como eles precisavam de nós em vez de lhes enunciar as razões porque nós também precisávamos deles.

Portugal tem uma história e um potencial que não nos permite estar em lado nenhum por favor (se é que há favores nas relações internacionais). Temos que estar por mérito próprio, aproveitando, inspirados pela história, a possibilidade de sermos uma referência de economia sustentável e uma plataforma comercial e logística para o mundo. É esta a tripla!



























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