O PS Ganhou de Novo (Análise ao resultado das Autárquicas no Distrito de Évora)
2009/10/19 12:49
| Diário do Sul, Visto do Alentejo
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Há quinze dias publiquei neste espaço uma crónica de análise aos resultados das eleições legislativas no Distrito de Évora cujo título – O PS ganhou - reflectia um facto evidenciado pelos números. Nessa crónica exprimia também um desejo forte de quinze dias depois poder escrever outra crónica, esta sobre as autárquicas no Distrito, com o título “O PS Ganhou de Novo”. Aqui está ela! Escrita com enorme alegria e reconhecimento a todos os eleitores do Distrito que continuam a dar a sua confiança ao PS como Partido do Alentejo e dos Alentejanos.
É claro que em disputas eleitorais raramente há vitórias plenas. Lamento que um grande amigo e excelente autarca como José Alberto Fateixa tenha sido convidado pelo povo a um intervalo para reflexão. A minha convicção é que José Alberto voltará a governar Estremoz e a concretizar com algum atraso o magnífico projecto que tem para aquela Cidade alentejana.
Embora por uma diferença mínima, a contagem eleitoral no Alandroal indica também a vitória de uma candidatura independente. João Nabais terá que pensar bem porque é que a grande obra realizada não teve o reconhecimento merecido dos seus munícipes, se quiser, como também merece, retomar o seu excelente trabalho. Nestes combates democráticos, ter equipas coesas e não deixar gente zangada pelo trajecto é o primeiro segredo para a vitória.
Mas chega de enunciar os contratempos, porque a vitória foi forte e robusta. Évora, Reguengos, Portel, Borba a Mourão viram agora juntar-se ao grupo das câmaras PS, Vila Viçosa e Viana do Alentejo, em resultado de duas vitórias extraordinárias, resultantes de movimentos alargados de abertura e cidadania.
O quadro político do Distrito no plano autárquico mudou drasticamente. Se até 11 de Outubro o PS com 7 Municípios e a CDU com 6 lutavam taco a taco por essa liderança, agora as 7 autarquias do PS são claramente maioritárias em relação às 4 da CDU e às 3 de Movimentos Independentes.
Os resultados de 11 de Outubro revelam dois vencedores claros, O PS que mantém o número de autarquias e aumenta muito o seu peso relativo, e os independentes de Redondo, Estremoz e Alandroal. Revelam também dois derrotados, a CDU que murcha em mais 33% o seu poder autárquico e se torna fortemente minoritária, e o PSD que praticamente desaparece do mapa autárquico, sem ganhar nenhuma autarquia e recuando ainda mais nos vereadores conquistados. Também o Bloco de Esquerda confirmou que é um balão de protesto sem grande aderência ao terreno.
Não sendo autarquias do Distrito de Évora, as conquistas de Beja e Aljustrel à CDU são vitórias históricas do PS e que consolidam uma nova era autárquica no Alentejo. O Povo escolheu. O PS ganhou de novo.
É claro que em disputas eleitorais raramente há vitórias plenas. Lamento que um grande amigo e excelente autarca como José Alberto Fateixa tenha sido convidado pelo povo a um intervalo para reflexão. A minha convicção é que José Alberto voltará a governar Estremoz e a concretizar com algum atraso o magnífico projecto que tem para aquela Cidade alentejana.
Embora por uma diferença mínima, a contagem eleitoral no Alandroal indica também a vitória de uma candidatura independente. João Nabais terá que pensar bem porque é que a grande obra realizada não teve o reconhecimento merecido dos seus munícipes, se quiser, como também merece, retomar o seu excelente trabalho. Nestes combates democráticos, ter equipas coesas e não deixar gente zangada pelo trajecto é o primeiro segredo para a vitória.
Mas chega de enunciar os contratempos, porque a vitória foi forte e robusta. Évora, Reguengos, Portel, Borba a Mourão viram agora juntar-se ao grupo das câmaras PS, Vila Viçosa e Viana do Alentejo, em resultado de duas vitórias extraordinárias, resultantes de movimentos alargados de abertura e cidadania.
O quadro político do Distrito no plano autárquico mudou drasticamente. Se até 11 de Outubro o PS com 7 Municípios e a CDU com 6 lutavam taco a taco por essa liderança, agora as 7 autarquias do PS são claramente maioritárias em relação às 4 da CDU e às 3 de Movimentos Independentes.
Os resultados de 11 de Outubro revelam dois vencedores claros, O PS que mantém o número de autarquias e aumenta muito o seu peso relativo, e os independentes de Redondo, Estremoz e Alandroal. Revelam também dois derrotados, a CDU que murcha em mais 33% o seu poder autárquico e se torna fortemente minoritária, e o PSD que praticamente desaparece do mapa autárquico, sem ganhar nenhuma autarquia e recuando ainda mais nos vereadores conquistados. Também o Bloco de Esquerda confirmou que é um balão de protesto sem grande aderência ao terreno.
Não sendo autarquias do Distrito de Évora, as conquistas de Beja e Aljustrel à CDU são vitórias históricas do PS e que consolidam uma nova era autárquica no Alentejo. O Povo escolheu. O PS ganhou de novo.
Menos bom foi o resultado no meu concelho: Montemor.
A maioria CDU viu reforçada a hegemonia no poder autárquico que já dura há mais de 30 anos.
Houve excepções: as freguesias de Cabrela e a minha freguesia – Ciborro. O Ciborro manteve nestas eleições o estatuto de “terra socialista” . Aliás, as 3 últimas eleições demonstram isso. Particularmente as legislativas onde o PS obteve no Ciborro a maior vitória em todo o Alentejo. Num concelho dominado pela CDU, o Ciborro é exemplo a seguir!
Em Montemor perdeu-se a oportunidade de mudar para melhor, mas não se perdeu a vontade de trabalhar para que daqui a 4 anos isso seja possível.
Atrevo-me, ainda, e olhando para um panorama mais geral, que o Alentejo é hoje erradamente olhado como terra comunista. NÃO, já não. O PS conquista hoje a maioria das câmaras alentejanas e a liberdade, a democracia chegam e o caciquismo e o comodismo partem.
Felizmente para nós e para as gerações vindouras que viverão em cidades e vilas mais evoluídas, mais desenvolvidas, mais sociais. Viva o PS e vivam os novos autarcas socialistas (com principal relevo para Pulido Valente de Beja e Nelson Brito de Aljustrel.)