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Um bom augúrio

 Nestes dias de transição entre um ano velho que foi duro e um ano novo que se espera melhor, é normal que estejamos particularmente atentos aos augúrios, ou seja aos sinais de caracter diverso em que se pode escorar a esperança.

 

A apresentação em 23 de dezembro de uma parceria estratégica e operacional entre a Universidade de Évora, a Universidade do Algarve e a Universidade Nova de Lisboa, criando o designado “Campus Sul”, é um bom augúrio para uma reforçada atitude colaborativa e em rede do tecido científico e pedagógico de um vasto território, num modelo genérico que defendo há muito e cuja concretização nesta iniciativa saúdo com entusiasmo.

 

Espero que esta dinâmica de parceria ativa se possa alargar a outros polos de conhecimento e investigação das terras do Sul e ajude também a fazer escola para que outras redes e consórcios se possam constituir por todo o País, associando territórios mais densos com espaços demograficamente mais vulneráveis, criando dimensão crítica interna e ao mesmo tempo uma mais forte capacidade de projeção e integração nas parcerias internacionais.

 

A Associação Interuniversitária do Sul agora criada propõe-se desenvolver centros de conhecimento aplicado e inovação para a sustentabilidade (CAIS) em áreas consideradas relevantes, com foco nas interligações entre a biologia e a física, a terra e o mar e a natureza e o património.

 

Este conhecimento não deixará de abraçar e valorizar setores de elevado potencial como o turismo, as soluções digitais, a energia, a mobilidade, a agropecuária de nova geração ou a logística entre muitos outros que podemos imaginar, desejar e influenciar para que que ganhem raízes e neles se desenvolvam investigação e formação de elevada qualidade, ajudando a atrair investimento, talento e capacidade empreendedora.       

 

O meu desejo é que a partir dos múltiplos “CAIS”, se possam fazer ao mundo da ciência, da inovação e da produção projetos pujantes que aproveitem os recursos endógenos, desenvolvam os saberes e fixem as competências, aumentando a riqueza e a qualidade de vida na nossa região e nas regiões que com ela interagem.

 

É um desejo antigo, já muitas vezes saciado com o muito de inovador que tem sido feito pelas parcerias que se foram consolidando na nossa terra, mas que agora passa a um novo patamar de ambição com este bom augúrio, importante para que 2022 esteja à altura das legítimas expectativas e constitua um ano de transição para tempos mais sãos e fecundos.        

 

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