Ainda a Felicidade (reflexão)

A procura da felicidade é o sentido da vida. Esta verdade simples tem sido objecto da maior mistificação ao longo da história porque é uma verdade inconveniente para os senhores do mundo.

Pessoas felizes sentem-se livres e insubmissas, disponíveis para a procura suprema da verdade. Pensam, questionam, entregam-se às causas e aos projectos e não se deixam emaranhar na mesquinhez dos pequenos enredos. Pessoas felizes recusam ser marionetas.

Pessoas felizes são pessoas que sublimam o medo e percebem que existir é um dom supremo que está para além de todas as emulações, invejas ou coações morais ou políticas com que os donos do circo amestram as feras, os macacos, os papagaios e até os porcos que habilidosamente fingem andar de bicicleta!

É claro que ninguém é sempre feliz, pelo menos no patamar da existência que conhecemos. Os cenários mudam, os desafios transformam-se e a ansiedade comanda a mudança. O pecado original embebeu o medo na percepção da vida. Combater o medo é o assalto ao castelo. Mas a vida não é assaltar castelos. É desfraldar bandeiras no caminho da sabedoria e da plenitude.

A vida tornou-se mais difícil para os guardiões da tristeza, da frustração e da submissão. O consumismo desenfreado como alienação do sentido da vida e promotor de felicidade ilusória tornou-se insustentável.

A nova economia do conhecimento assenta no indivíduo, na sua criatividade e capacidade de empreender e fazer acontecer. Indivíduos desvitalizados são convenientes à permanência dos poderes, mas desvitalizam a economia e economias desvitalizadas falham o jogo de luzes e soçobram na revolta dos povos.

Estamos por isso condenados á felicidade ou às trevas. À luz ou à sombra. Mestres de Luz são mestres promotores da felicidade. Uma felicidade que estando no coração do futuro necessita ser gerida no presente.
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