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Somos todos Cidadãos

 Cidadãos somos todos. Jornalistas e polícias são aqueles que estão habilitados profissionalmente e juridicamente para exercerem essas funções. Embora na sociedade em que vivemos as competências sejam cada vez mais transversais e a mobilidade ao longo da vida tenha tendência a crescer, há fronteiras que devem continuar bem delimitadas, para benefício da liberdade, dos direitos individuais e do estado de direito democrático. As fronteiras no domínio da informação, da comunicação e da segurança são disso um exemplo. 

 

A convivência saudável entre a ética de cidadania, a ética jornalística e as funções de proteção e segurança ganha uma importância acrescida num tempo em que é cada vez maior a capacidade de captar e transmitir informação, pelas mais diversas plataformas e em tempo real, expondo mediaticamente o quotidiano e permitindo que sobre ele se exerça um escrutínio permanente em busca do que é noticia e do que pode configurar um ato lesivo do interesse geral ou do quadro legal. 

 

A aceleração tecnológica não pode fazer letra morta de dois princípios fundamentais da vida em sociedade; o direito à privacidade e o dever de legalidade. As polícias e as forças de segurança e de aplicação da justiça em geral têm um mandato, nalguns casos automático e noutros sujeito a validação caso a caso, para quebrar a privacidade em nome da segurança e da legalidade. 

 

Já os jornalistas têm, pela sua ética deontológica e regras de exercício da profissão, esse mandato restringido para aquilo que é o direito à informação e o dever de informar, naquilo que pode ser do interesse público e sem confundir o direito à opinião com o exercício da justiça ou com o fomento dos julgamentos na praça pública.

 

A ética de cidadania democrática aliada à literacia digital constituem ferramentas essenciais para que, sobretudo nas redes sociais, delimitar também as fronteiras daquilo que é a livre expressão ou propagação de opinião, do que configura uma invasão injustificada da esfera privada dos cidadãos, sejam eles ou não figuras públicas.

 

Somos todos cidadãos, cada um com os seus direitos e deveres, competências, experiências e formas de sentir e de pensar. A nossa liberdade termina onde começa a liberdade dos outros. Na sociedade do conhecimento e da informação em tempo real essas fronteiras de liberdade são ainda mais fluídas. Merecem uma atenção muito especial, para podermos continuar a viver num mundo decente e onde prevaleça o respeito pela dignidade de todos e de cada um.    

 

 

 

 

 

 

 

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