Nova Pele (Colaboração e Inovação para Competir e Vencer)




 

Cumpriu-se no dia 1 de janeiro deste ano o trigésimo aniversário da adesão de Portugal à União Europeia, então designada como Comunidade Económica Europeia (CEE). O balanço do percurso europeu de Portugal é francamente positivo.

Não podemos confundir a crise dos últimos anos, decorrente da definição de receitas erradas no plano europeu, aplicadas com o colaboracionismo ideológico do Governo PSD/CDS em Portugal, com a globalidade de um percurso que nos afirmou em plenitude como uma nação europeia projetada no mundo e como uma nação global integrada da Europa.

Tal como o projeto europeu, Portugal saiu ferido do experimentalismo económico baseado no empobrecimento e na austeridade. Hoje, trinta anos depois da nossa adesão, é mais uma vez tempo de sarar as feridas, endurecer a crosta da resiliência e criar condições para que nasça uma nova pele social e económica, forte, justa, digna e competitiva.

Essa nova pele tem que obedecer a uma nova matriz de colaboração entre os agentes políticos, económicos e sociais, de forma a conjugar conhecimento, tecnologia e inovação, com identidade e capacidade de produzir bens e serviços geradores de riqueza, emprego e crescimento.

Um pouco por todo o País a sementeira, lançada no contexto do Plano Tecnológico, de promover redes de eficiência coletiva, polos de competitividade, polos tecnológicos e redes de incubadoras de novas empresas e negócios, começa a frutificar. Portugal é hoje um destino reconhecido como território facilitador do lançamento de novos produtos e novos negócios.   Guimarães vai acolher este ano o Congresso Mundial de Empreendedorismo e Inovação e Lisboa será sede nos próximos quatro anos do maior encontro mundial de redes de inovação tecnológica (Web Summit). Estes sintomas de que a nova pele está a nascer saudável, têm múltiplos reflexos no terreno.

 No dia 8 de Janeiro, antes de participar no Mosteiro dos Jerónimos na cerimónia de início das comemorações dos 30 anos da adesão de Portugal à então CEE, visitei no âmbito das minhas funções como Eurodeputado com responsabilidades particulares nos domínios da indústria, da investigação e da energia, diversas empresas e escolas do Cluster Tecnológico de Aveiro e conheci os 22 embaixadores tecnológicos que no empreendedorismo, do financiamento e na qualificação criam dinâmicas de excelência naquele território. Um exemplo entre muitos outros, que demonstram como com colaboração e confiança, podemos curar as feridas e enfrentar com nova pele os desafios do futuro.

 
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