Liderança nas novas energias (publicado no OJE)

No actual contexto competitivo, os Países têm que fazer opções económicas claras. Sem desperdiçar nichos e oportunidades de negócio em todos os sectores, é necessário apostar naqueles em que existe maior potencial, impacto e capacidade de atingir patamares de liderança. Portugal adoptou esta estratégia nas novas energias e, em particular, nas energias renováveis e na eficiência energética, com resultados que posicionam hoje o País como uma referência global no sector. Exemplo da inovação e pioneirismo com elevado valor acrescentado foi a presença portuguesa na World Future Energy Summit (WFES) 2011, uma das maiores exposições mundiais sobre energia, sustentabilidade e inovação, que decorreu entre 17 e 20 de Janeiro em Abu Dhabi, nos Emiratos Árabes Unidos. Uma presença forte pela qualidade das empresas e das soluções apresentadas, reforçada pelo facto de a Energia e o Ambiente serem os sectores que mais crescem na captura de investimento em investigação e desenvolvimento em Portugal (14% em 2009) e por termos atingido em 2010 uma produção endógena e renovável de 53% de toda a electricidade que consumimos, indicador que nos coloca no radar como um dos países com progressos mais rápidos e consistentes na promoção de novas energias limpas.

Quer no plano empresarial quer no plano institucional tem sido possível multiplicar parcerias com variadíssimos países, dando uma dimensão internacional forte às opções e às soluções desenvolvidas e em desenvolvimento no sector da energia em Portugal. Após a WFES 2011, o Qatar e os Emirados Árabes Unidos juntaram-se à potente rede de parcerias que Portugal conseguiu desenvolver nos sistemas de energia do futuro. A aposta de Portugal nas novas energias é uma aposta económica e social adequada ao momento de desafio que o País enfrenta, porque permite criar emprego, mobilizar recursos endógenos, reduzir a factura energética - e, consequentemente, o déficit da balança comercial -, diversificar as fontes de acesso e diminuir a dependência energética e a volatilidade dos preços, reduzir emissões de gases com efeitos de estufa, aumentar a competitividade do sector e gerar dinâmicas de cooperação, inovação e internacionalização.

O balanço da aplicação da Estratégia Nacional de Energia é francamente positivo. Esse facto apenas aumenta a nossa responsabilidade colectiva de prosseguir o caminho traçado. É essa a disponibilidade do Governo, em articulação permanente com a sociedade civil e com o tecido empresarial.
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