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Ligados

 Concluída a ligação estratégica fundamental da América do Sul à Europa através do cabo Submarino EllaLink que amarra Fortaleza no Brasil a Sines (com uma extensão à ilha da Madeira) e estando prestes a arrancar a ligação daquele porto alentejano até à Africa do Sul através do cabo submarino Equiano, soubemos recentemente que a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos atribuiu ao consórcio promotor do EllaLink a autorização para avançar com a ligação entre Sines e Marrocos, permitindo estender assim os 6000 Km do cabo original e os 150 milhões de euros de Investimento, para interligar 3 continentes.

 

Numa sociedade em que os dados são cada vez mais uma “matéria-prima” essencial para a criação de riqueza e o desenvolvimento de soluções inovadoras, o facto de Portugal em geral e Sines e o Alentejo em particular se estarem a afirmar como um nó crucial nas redes de ligação globais é uma enorme oportunidade e um grande desafio para o País e para a região.

 

Portugal sempre foi um País com ligações culturais e políticas que o tornaram uma nação global e detentora de canais e redes de contactos que lhe garantiram a independência ao longo dos séculos, aliada a um peso diplomático e político sempre superior ao peso económico e militar.

 

Em mais esta disrupção nos modelos de desenvolvimento, impulsionada pelos motores da digitalização e da descarbonização, a nossa ambição tem que ser um pouco maior do que a projeção política e diplomática. Temos que fazer convergir mais rapidamente o nosso potencial económico de criação de riqueza e remuneração dos fatores, de forma a competirmos de igual para igual com os países que connosco concorrem pelos mercados, pelos recursos e pelos talentos.    

 

Um novo ano está a despontar, ao mesmo tempo que se começa a aplicar no terreno o mais ambicioso plano estratégico de modernização da economia e da sociedade portuguesa no Portugal democrático.

 

A alteração das matrizes económicas geradas pelos novos motores de desenvolvimento já antes enumerados neste texto mudam muita coisa, mas tirar partido das vantagens comparativas é um princípio que não passou de moda.

 

Para Portugal, estarmos ligados nas novas rotas dos dados, como estamos também nas rotas das mercadorias, das pessoas e dos saberes, são vantagens fortes, que se embebem na nossa história e na nossa matriz multicultural e que não podemos desperdiçar. Faço votos que as nossas escolhas neste novo ano sejam as que melhor potenciam esta oportunidade.    

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