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A Conferência do nosso Futuro

 Do dia 10 de dezembro participei em Faro num dos nove eventos nacionais organizados em conjunto pelo Parlamento Europeu, Assembleia da República, Comissão Europeia e Governo no âmbito da Conferência sobre o Futuro da Europa, em que o tema em debate foi “O Futuro da Democracia Europeia”.

 

Entendo a Conferência sobre o Futuro da Europa, lançada durante a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia não como um espaço para a “bolha” daqueles que se interessam ou seguem profissionalmente as questões europeias trocarem ideias, mas sim como uma ágora onde devem ir com a humildade de escutar a sociedade em geral e com ela preparar as escolhas que têm que ser feitas.

 

Convivem na União duas perceções sobre a quem interessa que a Europa tenha um futuro com os seus valores reforçados, designadamente os seus princípios democráticos. Uma perceção daninha é a de que isso interessa ao cluster politico, institucional, económico, empresarial e social que trabalha diretamente com os assuntos europeus. A perceção inspiradora é a de que o futuro da Europa e a saúde da sua democracia depende de todos nos sentirmos europeus, termos um sentimento de pertença, percebermos que nela se determinará o nosso futuro individual e coletivo.    

 

Se a primeira perceção triunfar ela poderá ser letal para o futuro da União Europeia e da sua Democracia tornando-a pasto fácil dos populismos, dos que atribuem a “Bruxelas” a causa de todos os males e às abordagens autoritárias e soberanistas poderes que nunca revelaram ter.

 

Se triunfar a perceção inspiradora, ela constituirá apenas um ponto de partida para que a sociedade europeia se envolva nas escolhas que terão que ser feitas para fazer um caminho de afirmação global da União como a grande parceria multilateral e democrática do atual quadro geopolítico. 

 

Uma União que capaz de assumir a liderança das agendas cruciais para o seu futuro e para o futuro da humanidade, como é o caso da agenda da democracia, da liberdade e dos direitos humanos, da transição verde justa, da transição digital inclusiva e abordagem multilateral e interdependente das relações internacionais.

 

Uma perceção é uma atribuição de significado que abre a porta para a ação. É agindo, em democracia e liberdade que podemos fazer com que um futuro melhor aconteça. Para nós e para todos. Para a nossa família a nossa comunidade, a nossa terra, o nosso País, a União Europeia, a humanidade e o Planeta em que vivemos.

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