Uma Aliança Progressista?




 

Nas últimas semanas o Partido Socialista (PS) tem estado nas bocas do mundo, embora tenha que reconhecer que nem sempre pelas melhores razões. A exposição mediática do PS tem contudo algumas vantagens. Os portugueses podem ver e viver em direto os processos de decisão no seio do mais relevante Partido da História democrática portuguesa e até poderão vir a participar diretamente em decisões chave quanto à formulação da sua proposta política e à escolha da sua liderança.

 

Em Évora, o Diario do Sul dá conta da disponibilidade de Capoulas Santos para presidir aos destinos da Federação. Uma excelente notícia. Capoulas Santos tem um perfil e um estatuto que não se coadunam com o facto de ser um líder de fação. Será certamente um candidato inclusivo e que tirará o melhor partido daquilo que o PS de Évora dispõe. Poderá construir com o Deputado que agora inicia funções e lidera a Federação, José Carlos Bravo Nico e com outros empenhados militantes do Distrito, uma solução agregadora de elevada qualidade. Espero que o faça. Contará para isso com o meu apoio.

 

No plano nacional o debate entre os dois candidatos conhecidos vai também permitir conhecer melhor as propostas e as alternativas do PS. Num tema chave, entre muitos outros, acredito que os dois candidatos convergirão. O PS deve tentar obter uma maioria absoluta para governar. Só se isso não acontecer poderá ser ponderada qualquer política de alianças no plano tradicional.

 

Mas para atingir essa maioria absoluta, que continuo a considerar desejável e possível, o PS pode e deve tentar fazer uma aliança alargada com os portugueses.

 

 Uma Aliança Progressista que envolva o maior número de cidadãos e também de movimentos políticos de nova geração que se revejam na ideia da mudança, da prioridade à coesão, ao crescimento e ao emprego e na centralidade das pessoas como protagonistas e beneficiários das políticas. Um “PS Mais” terá mais hipóteses de ganhar com uma solução sólida de governação.

 

 Como se construirá esse Mais. Só com a adesão de cidadãos à sua esquerda e à sua direita ou com a inclusão de movimentos e partidos como o Livre, o MPT, o extinto 3D, a Renovação Comunista e todos os que quiserem fazer parte de uma solução alternativa?

 

Eis um bom tema que gostaria de ver debatido entre António José Seguro e António Costa. Em Itália uma conjunção de primárias com a formação duma aliança alargada deu à esquerda uma sólida maioria de Governo. E em Portugal? Este não deve ser um tabu na discussão que se segue no PS.  
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