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Portugal e os Portugueses

 Ser Deputado ao Parlamento Europeu implica uma mobilidade constante entre o País onde fomos eleitos e onde temos a maioria da nossa família e as raízes pessoais, profissionais e políticas, Bruxelas onde se desenvolvem a maior parte dos trabalhos, Estrasburgo onde se realizam as sessões plenárias e territórios de todos os Continentes com os quais existem interações políticas que justificam a realização de deslocações e de missões no terreno. Esta mobilidade permite também ter uma perceção alargada da visão que existe sobre Portugal, nos diversos ângulos a partir dos quais ela é obtida.

 

O período de festas permitiu-me aprofundar mais o contacto com a realidade e os sentimentos prevalecentes em Portugal e só se me fizesse de cego ou fossepreconceituoso é que não teria notado, como notei, algum torpor e incerteza em relação ao futuro. As múltiplas polémicas politicas que têm pontuado os últimos tempos, somadas ao agravamento das condições de vida provocado pela inflação induzida pelas dinâmicas Pós - Covid19 e pela resposta à agressão da Federação Russa à Ucrânia, ajudaram a criar um desalento miudinho de que temos que emergir se quisermos fazer de 2023 o grande ano da recuperação da pandemia e da guerra.

 

Em contraponto, fora do País, em Bruxelas, Estrasburgo e em muitas outras capitais e territórios da União Europeia e do Mundo, não são poucos os que regularmente me felicitam pela perceção positiva que têm do bom desempenho que Portugal está a fazer na diplomacia, na estabilidade democrática e na economia. A revista “Economist” colocou mesmo Portugal como um dos vencedores económicos improváveis de 2022.

 

Não cometo o erro de Luis Montenegro, atual líder da oposição, que em pleno processo de empobrecimento do País referiu que Portugal estava melhor, os portugueses é que não. Se os portugueses estão mal, Portugal não pode estar bem. O bem-estar, a realização e a perceção da qualidade da governação no contexto em que ela é feita, são os indicadores que contam e nos devem mobilizar a todos.

 

A dicotomia entre a perceção externa e a perceção interna sobre o momento politico, económico e social em Portugal indica-nos o caminho que temos que percorrer. É preciso tirar partido da reputação externa para melhorar a capacidade de respostainterna. Usar os ângulos de quem nos vê ao longe como uma motivação para fazer convergir os ângulos da ação interna. Acreditar em nós como os outros acreditam. E fazer acontecer

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