Vindima - Uma alegoria (sobre a Embraer)





Setembro é o mês em que começa da Vindima e embora o governo se tenha esquecido de plantar e cuidar das cepas durante o último ano tudo leva a acreditar que se esperam grandes colheitas para a nossa região, em particular o “Embraer 2012”, com apresentação anunciada para 21 de Setembro e que resulta duma cuidada operação tecnológica, financeira, política e diplomática, onde se juntaram com grande rigor saberes e vontades para tirar o máximo partido dum terreno robusto, bem localizado, ensolarado e adaptado à criatividade, à inovação limpa e ao poder de iniciativa de quem arrisca e quer vencer.



O Embraer 2012 devia ser uma lição para os “vinificadores” da atual maioria, que a partir do Terreiro do Paço e com práticas clonadas da Europa Central, têm vindo a deixar os vinhedos do País em Geral e do Alentejo em particular em estado de grande stress, comprometendo produções e projectos produtivos.



Ora se como diz e bem o nosso povo, sem ovos não se fazem omeletes, também sem boa uva também não há bom vinho e sem risco, confiança e financiamento não há boa economia.



21 de Setembro será dia de festa para Portugal, para o Alentejo e para Évora. Desejo que os muitos festeiros que acorrerão ao início de laboração da primeira fase do Investimento da Embraer se lembrem que foi a coragem conjugada de investidores, facilitadores institucionais e autarcas que tornou possível a realidade em que hoje colocamos tanta esperança.



Espero que vejam e se inspirem com a forma harmoniosa como se conjugaram esforços e qualificaram pessoas, se ultrapassaram dificuldades e concretizaram metas.



Na sequência duma visita que fiz recentemente à Embraer com uma delegação do Grupo Parlamentar do PS sugeri que a Troica pudesse visitar e aprender com este caso. Penso que no entanto já cá não estará no momento da Abertura nem colocou a visita no programa da quinta avaliação. Foi pena.



Mas esperam-se muitos e bons “provadores” dia 21. Todas as altas e baixas individualidades que os promotores entenderem convidar devem provar o néctar com grande respeito e humildade.



O Alentejo precisa doutras colheitas como esta. O País também. Quando os homens querem os sonhos levantam voo, ganham asas, criam emprego, geram riqueza, multiplicam a confiança, deixam acreditar. Saúde.







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